Pular para o conteúdo principal

ALBERTO DINES, UM BATALHADOR DO JORNALISMO


Por Alexandre Figueiredo

Antigamente, o jornalismo brasileiro era uma grande aventura, no melhor sentido do termo. Numa época em que ainda não havia faculdades de Comunicação, ainda mais focalizadas no jornalismo, profissionais da imprensa tinham que fazer seu trabalho com intuição e competência.

Eles cobriam os fatos, interpretavam e analisavam a realidade, faziam perguntas a personalidades, pesquisavam escritos para reforçar informações ou para citar fatos e curiosidades dos mais diversos. Sem se preocupar com ideologia, mas procurando exercer uma postura a mais humanista possível, o jornalista da imprensa brasileira tornou-se uma figura mítica, que as gerações do passado exerceram com brilhantismo e com uma vida intensa nas redações.

Entre esses inúmeros profissionais que exerceram seu trabalho honesto, buscando a notícia e a informação de forma interessante, instigante, com um trabalho cheio de emoções, tensões mas também de situações engraçadas e muitos impasses contornados com habilidade, estava o experiente Alberto Dines, que nos deixou no dia 22 de maio de 2018, aos 86 anos, não sem um intenso trabalho de verdadeiro farol humano para os futuros jornalistas.

Sua carreira se iniciou como crítico de cinema da revista A Cena Muda, em 1952. Em 1953, convidado por Nahum Sirotsky, Dines foi escrever sobre assuntos culturais na revista Visão. Em seguida, começou a trabalhar como repórter político. Uma das primeiras atividades mais destacadas foi a cobertura das campanhas políticas de Jânio Quadros para a prefeitura de São Paulo e para o governo do Estado de São Paulo.

Em 1957, Alberto Dines foi para a revista Manchete, onde atuou como assistente de direção e secretário de redação. No entanto, sua experiência durou pouco, devido aos desentendimentos que teve com o dono da revista, Adolpho Bloch. Dines então tentou criar uma revista, juntando recursos próprios, mas não conseguiu respaldo suficiente para viabilizar suas atividades.

Em 1959, Dines tornou-se diretor do segundo caderno do jornal Última Hora, passando a ser diretor da edição matutina e, em seguida, acumular a esta função a direção da edição vespertina. Em 1960 foi editor-chefe da revista Fatos e Fotos e escrevia para a Tribuna da Imprensa, que nessa época estava vinculada ao Jornal do Brasil.

No mesmo ano de 1960, Dines foi convidado por João Calmon para dirigir o Diário da Noite, periódico dos Diários Associados de Assis Chateaubriand que se transformou em tabloide vespertino. Todavia, Dines foi demitido depois que não acatou a ordem de ignorar o sequestro do navio Santa Maria, no Recife.

Esse sequestro, que ocorreu em 21 e 22 de janeiro de 1961, foi realizado por exilados políticos portugueses e espanhóis que estavam no transatlântico Santa Maria, e que protestavam contra as ditaduras respectivas de António Salazar e Francisco Franco. Um oficial foi morto pelos revoltosos, o terceiro piloto João José Nascimento Costa, e a embarcação se atracou no Brasil, na capital pernambucana.



JORNAL DO BRASIL

Em 1962, Alberto Dines viveu sua mais importante e difícil experiência como chefe de jornalismo. Na condição de editor-chefe do Jornal do Brasil, chegando às suas redações com o famoso periódico consolidando suas transformações editoriais, iniciadas em 1958, Dines mostrou sua habilidade em driblar os arbítrios da censura ditatorial, poucos anos depois. No JB, ele também atuou como diretor e colaborador dos Cadernos de Jornalismo e Comunicação.

Fiel à honestidade do trabalho jornalístico, Dines procurava fazer manobras sutis. Chegava a substituir notícias censuradas por receitas culinárias ou poemas, como um aviso sutil de que algo estava errado na exclusão de uma notícia que não interessava aos generais ser publicada.

Nesta fase, a tirada mais divertida e instigante se deu na edição de 14 de dezembro de 1968, que anunciava o Ato Institucional Número Cinco (AI-5), decretado no dia anterior. No cabeçalho, Dines se lembrou que 13 de dezembro era o Dia Nacional do Cego e lembrou o dia, em alusão ao período repressivo e à censura que impedia que a imprensa noticiasse a realidade do Brasil. Era a cegueira de um país reprimido, mas também a cegueira da ditadura em ver as necessidades do povo brasileiro.

Mas a tirada não se limitava aí. Na foto da primeira página, o general Arthur da Costa e Silva, então presidente do Brasil, aparecia em posição ridícula, inclinado e pisando o chão apenas com a ponta dos pés, e fazendo um olhar austero, como se quisesse impor um poder que não é legitimado pelo povo.

Outro lance interessante foi a previsão do tempo, na qual Dines insere a metáfora dos tempos terríveis que o AI-5 iria trazer ao Brasil: "Tempo negro. Temperatura sufocante. O ar está irrespirável. O país está sendo varrido por fortes ventos", dizia a previsão sombria.

Professor universitário desde 1963, quando fundou e ocupou a cadeira de jornalismo comparado na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (então PUC-GB), Dines também foi responsável pela criação da cadeira da Teoria da Imprensa na instituição, em 1965, e nela foi professor até 1966.

Na época da edição do AI-5, Dines foi convidado para ser paraninfo de uma turma de formandos da mesma PUC. Na cerimônia, fez um discurso fazendo duras críticas à ditadura militar e ao quinto ato institucional. Pouco depois, foi preso e mantido atrás das grades até janeiro de 1969, e nesse período o jornalista respondeu a um inquérito.

Outra atitude inusitada de Dines foi pedir ao diagramador Ezio Esperanza que montasse a primeira página do Jornal do Brasil, edição de 12 de setembro de 1973, com o texto da notícia do golpe militar no Chile, ocorrido no dia anterior, mas sem o título da manchete. A ideia era burlar os censores - que, em parte, não tinham paciência para ler longos textos - e informar ao público sobre uma notícia que a ditadura brasileira proibia de ser veiculada.

A essas alturas, Dines era prestigiado lá fora. Em 1971, recebeu o prêmio Maria Moors Cabot da Universidade de Columbia, nos EUA, pelo conjunto da obra. Em 1973, foi demitido do Jornal do Brasil depois que Dines escreveu um artigo criticando as relações dos donos do JB com o governo do Estado do Rio de Janeiro (ainda como capital Niterói, mas tendo a Guanabara como vitrine política, preparando a fusão).

ORIGEM DO OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA

Em 1974, também deixou Fatos e Fotos e viajou para o EUA e se tornou professor visitante da mesma Universidade de Columbia que o homenageou três anos antes. Retornando ao Brasil em 1975, recebeu o convite de Cláudio Abramo para chefiar a redação da sucursal carioca da Folha de São Paulo.

Foi a partir dessa experiência que Alberto Dines resolveu criar uma coluna dedicada a analisar a atividade da imprensa brasileira. Intitulada Jornal dos Jornais, a coluna se inspirou no que o próprio Dines notou após a repercussão do caso Watergate, quando a imprensa estadunidense passou a exercer uma postura autocrítica, evitando os excessos e a arrogância de uma imprensa vitoriosa.

Dines fazia críticas à imprensa, definindo-a como perigosa quando ela se encontra em sentimento de arrogância, e também criticava a imprensa brasileira por ela estar acomodada à autocensura. Dines propunha um debate sobre a própria imprensa, o que pode ter inspirado, de alguma, a própria Folha, que criou depois a atividade de ombudsman, para fazer críticas internas ao próprio jornal paulista.

Mas a experiência do Jornal dos Jornais gerou um fruto ainda maior. O Observatório da Imprensa surgiu em 1994, quando Dines estava em Portugal, como consultor da editora Sojornal (que edita o semanário português Expresso) e dos Jornalistas Associados, voltado ao setor no Brasil e em Portugal.

O Observatório da Imprensa foi um projeto multimídia. Havia um programa, transmitido em rede educativa de televisão, no qual Dines apresentava fazendo comentários, dando entrevistas ou apresentando reportagens ou vídeos sobre assuntos da imprensa. Mas também havia versões em rádio e, também, na Internet.

Vários colaboradores poderiam enviar textos sobre assuntos envolvendo mídia e notícias destacadas nos meios de comunicação. Eu mesmo enviei alguns textos, que foram publicados. O portal do Observatório da Imprensa tornou-se um grande fórum de debates que, certamente, impulsionou os debates gerais sobre a própria mídia e quebrou a mística divinizada que a imprensa exerceu através de episódios como o Movimento Diretas Já e o esquema de corrupção de Collor e PC Farias.

Em Lisboa, onde viveu entre 1988 e 1995, Dines também trabalhou na filial portuguesa do Grupo Abril. De volta ao Brasil, foi um dos criadores e pesquisador sênior do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Universidade de Campinas (UniCamp). Voltou ao Jornal do Brasil como colaborador em 1998.

Dines também escreveu e prefaciou vários livros. Entre os prefácios, está a tradução brasileira do livro Brasil, um País do Futuro, de Stefan Zweig, feita por Kristina Michahelles. Zweig ganhou uma biografia de Alberto Dines, Morte no paraíso, a tragédia de Stefan Zweig, lançado em 1981. O livro foi adaptado para o cinema pelo diretor Sylvio Back em 2002, ganhando o título de Lost Zweig.

Como escritor, Dines lançou mais de 15 livros. Também escreveu uma biografia sobre o poeta e ator Antônio José da Silva, o Judeu, que viveu no século XVIII e foi morto queimado sob ordens da Inquisição católica. Dines recebeu vários prêmios como jornalista, professor e escritor, entre eles um Prêmio Jabuti de Literatura, na categoria Estudos Literários.

Alberto Dines encerrou sua vida batalhando como pôde, deixando um legado de sabedoria, honestidade e experiência. Em tempos em que uma parcela da imprensa abandonou o jornalismo autêntico para sucumbir ao panfletarismo tendencioso e faccioso, o legado de Alberto Dines e seu exemplo de trabalho continuam sempre atuais.

Com muita certeza, o trabalho de Alberto Dines não foi em vão. Ele agora se junta aos nomes do passado cujo legado se torna urgente ser apreciado pelas novas gerações. Como um batalhador do jornalismo, Dines deixa como grande lição a coragem, o jogo de cintura e o compromisso com a honestidade da informação e com o papel social da publicação de uma notícia.

Fica aqui a gratidão pela trajetória de Alberto Dines. E fica também um agradecimento pessoal por ter podido enviar os textos que foram publicados no Observatório da Imprensa.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ditadura permitiu pornografia para amansar o povo pobre

1964: Várias marchas envolvendo grupos religiosos, entidades diversas (como a CAMDE - Campanha da Mulher pela Democracia - , o "instituto" IPES e a Escola Superior de Guerra) e o empresariado, reivindicavam moralidade ao pedirem a derrubada do governo João Goulart. Foram as chamadas Marchas da Família Com Deus pela Liberdade, cujo clímax aconteceu no Vale do Anhangabaú, São Paulo, em 19 de março daquele ano. Uma outra marcha aconteceu no Rio de Janeiro, em 02 de abril, para comemorar o golpe militar.

Dez anos depois, com a crise do petróleo no Oriente Médio atingindo o mundo, o Brasil sofreu um colapso econômico que comprometeu seriamente o "milagre brasileiro" do governo do general Médici e levaria a ditadura militar à falência, anos depois. a crise do petróleo aconteceu em 1973 e fatos sócio-políticos diversos já começavam a abalar o regime militar, apesar da atividade intensa dos órgãos de repressão que matavam a sangue frio diversos acusados de subversão, sobret…

O ESTADO DA GUANABARA

AEROFOTO DO FOTÓGRAFO DA REVISTA MANCHETE, CARLOS BOTELHO, PUBLICADA TAMBÉM NA ENCICLOPÉDIA DOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS DO IBGE. A FOTO DATA DE 1956, QUANDO A NOVA CAPITAL, BRASÍLIA, COMEÇOU A SER CONSTRUÍDA, TRANSFORMANDO DEPOIS O ANTIGO DISTRITO FEDERAL NA GUANABARA.

Do portal WikipediaA Guanabara foi um estado do Brasil de 1960 a 1975, no território do atual município do Rio de Janeiro. A palavra guanabara tem sua origem no tupi guarani guaná-pará, e significa "o seio-mar".

HISTÓRIA

Em 1834, a cidade do Rio de Janeiro foi transformada no Município Neutro da Corte, permanecendo como capital do Império do Brasil, enquanto que Niterói passou a ser a capital da província do Rio de Janeiro. Em 1889, a cidade transformou-se em capital da República, o município neutro em distrito federal e a província em estado. Com a mudança da capital para Brasília, em 21 de abril de 1960, a cidade do Rio de Janeiro tornou-se o estado da Guanabara, de acordo com as disposições transitórias da Cons…

CASOS DE LULA E DILMA ACABAM DANDO AULA PRÁTICA DA CRISE DA ERA JANGO

Por Alexandre Figueiredo

As pessoas mais jovens têm a oportunidade de relembrar fatos históricos do passado, relacionando a crise política de hoje com a crise que seus pais e avós viveram há 52 anos. A crise política do segundo semestre de 1963 até o primeiro de 1964, que culminou no golpe militar que instaurou uma ditadura de 21 anos, encontra eco na crise atual do governo da presidenta Dilma Rousseff.

A crise atinge o ciclo político do Partido dos Trabalhadores, que se ascendeu no poder em 2003, levando ao cenário político personalidades que combatiam o regime militar: o então presidente da República Luís Inácio Lula da Silva, por exemplo, foi um operário do ABC paulista que se ascendeu durante a crise do "milagre brasileiro" da ditadura militar, por volta de 1974.

Junto a ele, se ascendeu também o antigo líder estudantil José Dirceu, que havia sido preso quando, presidente da União Nacional dos Estudantes em 1968, foi surpreendido por uma ação policial em Ibiúna, interio…

A RENÚNCIA DE JÂNIO QUADROS E A CRISE DO GOVERNO MICHEL TEMER

A MESÓCLISE OS UNE.

Por Alexandre Figueiredo

comparamos os governos de Michel Temer e Jânio Quadros. Há muito o que comparar os dois períodos, que envolvem crises políticas e os mesmos conflitos ideológicos de esquerda e direita, sobretudo num dia como hoje, em que a repentina renúncia de Jânio completa 55 anos.

Foi uma surpresa em plena manhã. É certo que o governo de Jânio estava em crise, e o governador da Guanabara, Carlos Lacerda, que apoiava Jânio desde quando este, governador de São Paulo, participou do golpe contra a posse de Juscelino Kubitschek, em novembro de 1955, não cansava de denunciar na televisão que se sentiu traído pelo então presidente.

Até a mesóclise é um ponto comum entre Michel Temer e Jânio Quadros. A ideia de dizer pomposas formas verbais como "far-lhe-á", "dar-lhe-ei" etc é algo que fez Jânio ser conhecido pelo anedotário popular pela expressão "fi-lo porque qui-lo", desmentida pelo próprio ex-presidente que afirmou ter dito …

A ESTÚPIDA VAIA DOS FASCISTAS BRASILEIROS A ROGER WATERS

Por Alexandre Figueiredo

O baixista e cantor Roger Waters, a recente apresentação no Allianz Parque, em São Paulo, na noite da última terça-feira, 09 de outubro de 2018 - curiosamente, aniversário de John Lennon, cuja banda, Beatles, teria se encontrado talvez com a banda de Roger, Pink Floyd, no Abbey Road, pois ambos os grupos gravaram álbuns em 1967 - , se destacou bravamente.

Waters, com sua longa história, estava tocando seu repertório solo e também com clássicos do Pink Floyd dentro da turnê US + Them, quando, durante a música "Eclipse", exibiu no telão uma lista de políticos que representam o neofascismo no mundo.

O músico inglês foi ao mesmo tempo vaiado e aplaudido depois que a lista mostrou o sobrenome Bolsonaro como o representante brasileiro do neofascismo. Quem não gostou dessa menção foram, evidentemente, os bolsonaristas, que pelo jeito tiveram uma semana bem movimentada, matando músico capoeirista na Bahia, marcando suástica no abdome de uma moça em Porto Al…

O PERCURSO DA TELEVISÃO E DO TELEJORNALISMO NOS ANOS 70

JORNAL NACIONAL - SURGIDO EM 1969, O TELEJORNAL DA REDE GLOBO FOI UM DOS SÍMBOLOS DA ASCENSÃO DA EMISSORA, PRINCIPALMENTE NA DÉCADA DE 70.

Por Antônio Reis Jr. - Do site Mnemocine.

No início dos anos 70, o campo cinematográfico foi marcado pela dispersão do grupo de cineastas integrantes do Cinema Novo. A repressão política pós Ato Institucional nº5 em 1968, a criação da Embrafilme em 1969, as novas demandas do mercado cultural e o acirramento dos debates estéticos, compuseram um novo quadro de atuação e contribuíram para o esfacelamento do Cinema Novo.

Neste contexto, marcado também pela expansão da indústria cultural e do consumo dos bens simbólicos no país, realizadores e críticos redefiniram os marcos estéticos e políticos do cinema brasileiro, rearticulando esquemas de produção e projetos culturais. Surgiram diferentes, e às vezes conflitantes opções estéticas, resultando em um amplo conjunto de filmes e tendências: o crescimento da comédia erótica (pornochanchada), o cinema margina…

PRIMEIRA TRANSMISSÃO DE TV A CORES NO BRASIL FAZ 40 ANOS

Por Alexandre Figueiredo

Hoje faz 40 anos em que se realizou a primeira transmissão televisiva a cores, a partir da TV Difusora de Porto Alegre (hoje TV Bandeirantes local) e a TV Rio (Guanabara, atual TV Record Rio). A TV Globo, do Rio de Janeiro, também participou da façanha.

O evento escolhido foi o desfile tradicional da Festa da Uva, na cidade gaúcha de Caxias do Sul. A foto em questão, aliás, mostra um ônibus "bicudinho" da Mercedes-Benz, provavelmente O-326, que a TV Rio enviou para o Sul do país.

Era tempos do "milagre brasileiro" da ditadura militar e prefeitos com algum senso de oportunismo instalaram aparelhos de TV pelas ruas da cidade para que a população visse a novidade. Aliás, foi assim que Assis Chateaubriand fez para atrair a multidão para a então recém-inaugurada televisão, em vários pontos-chave da cidade de São Paulo, em 18 de setembro de 1950. Em ambos os casos, eventuais falhas técnicas ocorreram.



Mas quem imaginasse que a televisão a cores era u…

ÂNGELA MARIA, RAINHA DO RÁDIO, MORRE AOS 89 ANOS

COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Uma das maiores e mais carismáticas cantoras brasileiras, Ângela Maria, faleceu aos 89 anos, deixando uma trajetória admirável como intérprete, atriz e eventual compositora. Uma das mais populares Rainhas do Rádio do Brasil, ela no começo da carreira conheceu Getúlio Vargas (que lhe deu o carinhoso apelido de "Sapoti") e conviveu com Carmen Miranda, entre tantas personalidades.

Ultimamente ela, que excursionava em dueto com o cantor Cauby Peixoto até ele, doente, retirar-se de cena e falecer, fez uma de suas últimas apresentações na Virada Cultural de São Paulo, em 2017 e um de seus últimos discos foi um tributo ao repertório de Roberto Carlos, lançado no mesmo ano pela gravadora Biscoito Fino.

Angela Maria, rainha do rádio, morre aos 89 anos

Do Portal G1

A cantora Angela Maria, uma das rainhas do rádio, morreu aos 89 anos no fim da noite deste sábado (29), no Hospital Sancta Maggiore, em São Paulo. Após 34 dias de internação, ela não resistiu a uma in…

TV EXCELSIOR

TV Excelsior - A Criadora do Padrão Globo de Qualidade

Edson Rodrigues - Retro TV

Dez anos de criatividade que resultaram no desenvolvimento da televisão brasileira. Assim podemos definir a trajetória da TV Excelsior, Canal 9 de São Paulo. Mas, como tudo começou? E como tudo acabou?

O Início

Estamos em 1959 e a Organização Victor Costa - que já possuía a TV Paulista Canal 5 - ganha um novo canal de televisão. Naquela época era comum um mesmo dono ter mais de uma emissora. Antes mesmo de inaugurá-la, Mário Wallace Simonsen manifesta interesse em comprar os direitos sobre o novo canal. A família Simonsen era poderosa, possuía mais de 40 empresas (uma delas a aérea Panair) e estavam ansiosos por colocar no ar a TV Excelsior (nome este que veio da emissora de rádio, hoje a conhecida CBN). Os valores da venda são desencontrados, mas é sabido que a cifra foi a mais alta até então registrada.

A emissora instalou-se nos dois últimos andares de um prédio localizado na esquina da Avenida Paulista co…

MORREU O CANTOR E COMPOSITOR TITO MADI

Por Alexandre Figueiredo

A Música Popular Brasileira perdeu um de seus compositores mais prestigiados, embora não muito conhecido do grande público. O cantor, compositor, pianista e violonista Tito Maddi faleceu aos 89 anos, vítima de pneumonia agravada por uma doença nos rins.

Juntamente com João Gilberto, Johnny Alf, Lúcio Alves, Billy Blanco, Dick Farney e Dorival Caymmi, Tito Madi pode ser considerado um dos "muitos pais" da Bossa Nova, num festival de origens controversas do revolucionário gênero.

Em todo caso, Tito Madi foi um dos que anteciparam o romantismo e os ingredientes melódicos que depois se tornaram mais conhecidos pelos bossanovistas, tendo sido um dos mais importantes artistas da década de 1950 no Brasil.

Nascido Chauki Maddi em Pirajuí, no interior de São Paulo, em 12 de julho de 1929 e membro de uma família de músicos, tendo sido filho de violonista, ele começou sua carreira, a princípio como compositor, em 1949, com a música "Eu Espero Você". …