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Mostrando postagens de Abril, 2018

HUMORISMO BRASILEIRO PERDE AGILDO RIBEIRO, AOS 86 ANOS

AGILDO RIBEIRO EM TOCAIA NO ASFALTO, DE 1962 - MARCADO PELO HUMOR, AGILDO TAMBÉM ERA EXCELENTE ATOR DRAMÁTICO.

Por Alexandre Figueiredo

O falecimento do ator e humorista Agildo Ribeiro faz com que uma grande geração de comediantes se fosse, praticamente encerrando um ciclo marcado pela criatividade e pelas piadas engraçadas. Foi uma geração que até investiu em bordões, mas ia muito além desses "refrões" humorísticos, em esquetes marcadas por ironias e tiradas muito engraçadas.

Como lembrou o colunista Tony Goes, da Folha de São Paulo, a morte de Agildo encolhe ainda mais o elenco de humoristas remanescentes de uma geração criadora, vinda do rádio e do teatro de revista, mas que teve um vigor próprio que fez muito sucesso na televisão.

É triste pensar que os humoristas que há mais de 50 anos estavam em muita evidência, como Chico Anysio, José Vasconcelos, Renato Corte Leal e Paulo Silvino, estão falecidos, com Agildo se somando a eles. Até pouco tempo atrás, ainda tínhamos Pa…

MORRE NELSON PEREIRA DOS SANTOS, UM DOS PRECURSORES DO CINEMA NOVO

COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Precursor do Cinema Novo, Nelson Pereira dos Santos foi um dos grandes nomes do cinema brasileiro, ligado tanto ao documentário quanto à ficção. Foi um dos primeiros diretores brasileiros a pensar o cinema além da visão comercial, procurando também trazer as temáticas brasileiras para a tela grande. Fundou também a Escola de Cinema na Universidade Federal Fluminense.

Com os filmes Rio, 40 Graus (1955) e Rio Zona Norte (1957) - este com uma atuação surpreendentemente dramática de Grande Otelo, então no auge das comédias de chanchada - , Nelson, já na década de 1950, fazia os espectadores refletirem sobre a questão da pobreza e o problema das favelas brasileiras, numa visão crítica muito diferente do recente ufanismo apologista que envolveu esses redutos de pobreza e violência que atingem as classes populares.

Nos últimos anos, ele também era membro da Academia Brasileira de Letras, ocupando uma cadeira cujo patrono foi o poeta Castro Alves e seu primeiro ocupa…

COMO DONA IVONE LARA SE AFIRMOU NO MUNDO MASCULINO DO SAMBA

COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: A Música Popular Brasileira de hoje sofre uma séria crise e o samba, em particular, também. Tudo isso por conta de um comercialismo musical voraz, que impede o crescimento da MPB nas rádios e na formação do gosto dos mais jovens.

No caso do samba, os mais jovens têm dificuldade de compreender a trajetória dos grandes artistas, e a cantora e compositora Dona Ivone Lara, recém-falecida aos 97 anos, não é exceção, ela que foi uma das maiores batalhadoras do ritmo e que, sendo mulher, foi, em seu tempo, uma das poucas compositoras num meio de compositores masculinos e de cantoras que só interpretavam repertório alheio, por mais conceituadas e respeitáveis que elas fossem.

Como Dona Ivone Lara se afirmou, 'pisando devagarinho', no mundo masculino do samba

Da BBC Brasil

Em 2012, Dona Ivone Lara, já dona de uma longa carreira, foi homenageada pelo samba-enredo da escola Império Serrano, que a descrevia como "Dona, Dama, Diva..." e "A rainha da ca…

RADIALISTA PAULO BARBOZA MORRE EM SP

COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: A geração dos grandes comunicadores, verdadeiros artistas que, na quase solidão dos estúdios radiofônicos, sabiam interagir com os ouvintes de maneira habilidosa, está acabando, juntamente com o rádio AM. Hoje o rádio, naufragado em fórmulas comerciais vorazes, parece cada vez mais distante dos ouvintes, acompanhando o caminho da decadência da TV aberta.

Paulo Barboza se soma a essa geração que se vai, deixando na memória um tempo em que o rádio era mais ágil, criativo e humano. Ele foi um dos mais destacados comunicadores do Brasil, e seu falecimento, aos 73 anos, comoveu o país e fez seu nome estar entre os trend topics do Twitter, tamanho era o seu talento, carisma e popularidade.Paulo, agora, sobrevive através da memória e do legado que ele deixou para a História do Rádio.

Radialista Paulo Barboza morre em SP

Do Portal G1

O radialista Paulo Roberto Machado Barboza morreu, aos 73 anos, na madrugada desta segunda-feira na cidade de São Paulo. Ele sofreu um inf…

CINEMA PERDE MILOS FORMAN, UM DIRETOR DE OLHAR CRÍTICO E IMPLACÁVEL

COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Milos Forman, cineasta tcheco, faleceu aos 86 anos deixando um legado instigante e reflexivo, representando mais uma perda de cineastas que não faziam de seus filmes meros entretenimentos, mas meios de expressar um pensamento crítico. Ele é conhecido pelos filmes feitos no mercado estadunidense, mas sua origem se deu no cinema da antiga Tchecoslováquia, país que havia deixado há 50 anos, devido à repressão comunista contra a Primavera de Praga.

Cinema perde Milos Forman, um diretor de olhar crítico e implacável
Jornal do Brasil
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Paulo Francis, que não subestimava a importância dos filmes de Martin Ritt, dizia que o maior ataque de Hollywood ao racismo era obras de um cineasta checo radicado nos EUA - Na Época do Ragtime. No começo dos anos 1980, Milos Forman não apenas vencera o Oscar, como fizera história como o segundo diretor a vencer o Big Five, as cinco principais categorias. Melhor filme, direção, roteiro, ator e atriz. O primeiro, nos anos 1930…

60 ANOS DEPOIS, MÚSICO QUE LANÇOU A BOSSA NOVA ESTÁ DOENTE E MEDIANTE BRIGA JUDICIAL

Por Alexandre Figueiredo

Não era isso que os brasileiros esperariam do grande João Gilberto, 60 anos depois daquele jovem de Juazeiro ter renovado a música brasileira com uma linguagem e um estado de espírito arrojados da Bossa Nova. O músico, recentemente, anda muito doente e frágil e sob disputa judicial de seus filhos com uma companheira do bossanovista.

A Bossa Nova tem origens e precursores controversos. Há quem diga que a Bossa Nova começou em 1956 com a peça Orfeu da Conceição, de Vinícius de Moraes, com música de Tom Jobim. A canção "Se Todos Fossem Iguais a Você" é desta peça. Ou então em 1957, numa apresentação de samba sessions por um pessoal "bossa nova" num colégio no Rio de Janeiro. Ou na gravação de "Chega de Saudade" na voz de Elizeth Cardoso, com João Gilberto no violão e arranjo de Tom Jobim.

Mas não existe a menor dúvida que João Gilberto foi o músico que mais contribuiu para a linguagem e o estado de espírito da Bossa Nova. Mesmo dian…