Pular para o conteúdo principal

CARLOS HEITOR CONY MORRE AOS 91 ANOS


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Conservador moderado, embora polêmico, Carlos Heitor Cony foi um dos maiores escritores do Brasil dos últimos tempos. Tendo defendido o golpe militar de 1964, como jornalista e cronista do Correio da Manhã, pouco após a instalação da ditadura militar, ele passou para a oposição. O livro O Ato e o Fato de 1964 foi um dos primeiros livros lançados com críticas à ditadura militar.

Não se considerava esquerdista e, em 2016, apoiou a queda da presidenta Dilma Rousseff. Ainda assim, deixou uma importante trajetória como cronista, romancista, articulista e intelectual, e era um dos membros da Academia Brasileira de Letras.

Uma curiosidade é que, quando ele era coroinha de uma igreja em Vila Isabel, Zona Norte do Rio de Janeiro, ele constantemente passava perto de um bar onde estava um grupo de rapazes, entre eles o notável compositor e sambista Noel Rosa. Cony faria 92 anos em março.

Carlos Heitor Cony morre aos 91 anos

Do Portal G1

O jornalista e escritor Carlos Heitor Cony morreu, por volta das 23h desta sexta-feira (5), aos 91 anos. Ele estava internado desde 26 de dezembro no Hospital Samaritano, no Rio. Em 1º de janeiro, foi submetido a uma cirurgia no intestino e teve complicações. A causa da morte foi falência de órgãos. O velório vai ser reservado à família.

Com uma longa carreira de jornalista, iniciada ainda nos anos 1950, e atuação nos principais jornais e revistas do país ao longo das últimas décadas, Cony é considerado um dos maiores escritores brasileiros. Ganhou diversos prêmios e, desde 2000, era membro da Academia Brasileira de Letras (ABL).

É autor de 17 romances, como "O ventre" (1958), "A verdade de cada dia", "Tijolo de segurança" e "Pilatos" (1973), uma de suas obras-primas. Depois deste último, passou mais de 20 anos sem publicar nenhum outro romance, quando lançou "Quase memória" (1995). A obra, que vendeu mais 400 mil exemplares, rendeu o Prêmio Jabuti, assim como "A casa do poeta trágico" (1996).

Cony também escreveu coletâneas de crônicas, volumes de contos, ensaios biográficos, obras infantojuvenis, adaptações e criou novelas para a TV. Foi comentarista de rádio, função que exerceu até o fim da vida, na CBN.

Certa vez, perguntado sobre o que gostaria de ver escrito em sua lápide quando morresse, respondeu: "Meu epitáfio seria: 'Aqui não jaz Carlos Heitor Cony. Porque, realmente, aquele que for para debaixo da terra não vai ter nada comigo do que sou hoje e do que eu represento'".

O presidente da ABL, Marco Lucchesi, determinou três dias luto e comentou: "Perdemos um nome certo para o Nobel. Carlos Heitor Cony integra a família dos grandes escritores do século XX. Criou um continente literário fascinante, sagaz, imprevisível. Homem de vasta cultura, jamais se desligou do presente, do Brasil e do mundo. 'Quase memória' é um de seus livros mais visitados e redesenha a figura do pai na literatura brasileira".

PERFIL DE CARLOS HEITOR CONY

Carlos Heitor Cony nasceu no Rio em 14 de março de 1926. Era filho do jornalista Ernesto Cony Filho e de Julieta Moraes Cony. Dizia que, até os cinco anos de idade, foi mudo e não falou uma única palavra:

"Tive problema de fala durante muitos anos, até os 15 anos, e me refugiei na escrita. Porque eu falava tudo errado e zombavam de mim. E, quando eu escrevia, não zombavam de mim, porque eu escrevia certo. Então, eu notei que escrever, para mim, era um destino – não era uma vocação. E, até certo ponto, cumpri esse destino".

Mais velho, cursou humanidades e filosofia no Seminário de São José. Começou a carreira de jornalista escrevendo para o rádio e, em 1952, assumiu o cargo de redator do "Jornal do Brasil" – e entre 1958 e 1960 colaborou no "Suplemento Dominical" do mesmo veículo, escrevendo contos, ensaios e fazendo traduções.

Seu primeiro romance foi "O ventre" (1958), que havia sido escrito em 1955, quando o autor tinha 29 anos, para um concurso promovido pela ABL. Depois, vieram "A verdade de cada dia" e "Tijolo de segurança", com os quais ganhou, por duas vezes consecutivas, o prêmio Manuel Antônio de Almeida.

Já em 1961, entrou para o "Correio da Manhã", nas funções de redator, cronista, editorialista e editor. Em 1964, após o Golpe Militar, chegou a ser preso em diversas ocasiões e se exilou na Europa e em Cuba. Escreveu, em primeira pessoa, "JK – Memorial do Exílio", memórias do ex-presidente Juscelino Kubitschek (1902-1976). Mais tarde, trabalhou por mais de 30 anos na revista "Manchete" e foi diretor de "Fatos & Fotos", "Desfile" e "Ele Ela".

Em paralelo à carreira jornalística, Cony lançou romances marcantes, como "Pilatos", originalmente publicado em 1973. Uma de suas obras-primas, o livro fazia uma sátira da situação política e social do Brasil sob a ditudura.

O protagonista de "Pilatos" é um mendigo que, após um acidente, tem o pênis decepado. O personagem vaga pelas ruas do Rio carregando o membro dentro de um pote de vidro.
Sobre "Pilatos", Cony certa vez declarou ser seu livro favorito e acrescentou: "É a minha visão do mundo, e acho que vou morrer com ela”.

Passaria, então, mais de duas décadas sem lançar qualquer romance, retornando apenas com o premiado "Quase memória" (1995), inpirado nas memórias do pai e que rendeu o Jabuti, uma das mais tradicionais distinções literárias do Brasil. Ele também levou o Jabuti pelo romance "A casa do poeta trágico" (1996).

"Ninguém quer morrer sofrendo, chorando e gritando. Eu, pelo menos, não. Quero morrer numa boa", diz Carlos Heitor Cony (Foto: Divulgação)
Entre 1985 e 1990, Cony dirigiu o setor de teledramaturgia da Manchete, tendo sido criador das novelas "Marquesa de Santos", "Dona Beija" e "Kananga do Japão".

Em 1993, substituiu Otto Lara Resende como cronista diário da "Folha de S.Paulo". Também entrou para o conselho editorial do mesmo jornal.

Em 1998, foi condecorado pelo governo francês no Salão do Livro de Paris com a disitinção L'Odre des Arts et des Lettres. Em 23 de março de 2000, foi eleito para a cadeira número 3 da ABL.
Carlos Heitor Cony foi casado por 40 anos com Beatriz Latja. Ele tinha duas filhas, Regina e Verônica, de outro casamento, e um filho, André, de uma terceira relação.

Veja, abaixo, prêmios recebidos por Carlos Heitor Cony:

- Duas vezes o Prêmio Manucel Antônio de Almeida, pelos romances "A verdade de cada dia", em 1957, e "Tijolo de segurança", em 1958;
- Prêmio Machado de Assis, da ABL, pelo conjunto da obra, em 1996;
- Prêmio Jabuti em 1996, pelo romance "Quase memória";
- Prêmio Jabuti em 1997, pelo romance "A casa do poeta trágico";
- Prêmio Jabuti em 2000, pelo romance "Romance sem palavras";
- Em 1998, foi condecorado pelo governo francês no Salão do Livro de Paris com a disitinção L'Odre des Arts et des Lettres;
- Grande Prêmio da Cidade do Rio de Janeiro, em 2014, atribuído pela Academia Carioca de Letras.

Dentre as obras mais famosas, destacam-se "Quase memória" e "Pilatos". O primeiro fala da relação do autor com seu pai morto, em relatos que transitam entre a ficção e a memória. Cony fala da relação de pai e filho: a cumplicidade, o afeto e os sentimentos contraditórios. Marcou seu retorno aos romances após 22 anos.

Já "Pilatos" faz uma sátira da situação política e social do Brasil sob a ditadura. O protagonista de "Pilatos" é um mendigo que, após um acidente, tem o pênis decepado. O personagem vaga pelas ruas do Rio carregando o membro dentro de um pote de vidro.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

TV EXCELSIOR

TV Excelsior - A Criadora do Padrão Globo de Qualidade

Edson Rodrigues - Retro TV

Dez anos de criatividade que resultaram no desenvolvimento da televisão brasileira. Assim podemos definir a trajetória da TV Excelsior, Canal 9 de São Paulo. Mas, como tudo começou? E como tudo acabou?

O Início

Estamos em 1959 e a Organização Victor Costa - que já possuía a TV Paulista Canal 5 - ganha um novo canal de televisão. Naquela época era comum um mesmo dono ter mais de uma emissora. Antes mesmo de inaugurá-la, Mário Wallace Simonsen manifesta interesse em comprar os direitos sobre o novo canal. A família Simonsen era poderosa, possuía mais de 40 empresas (uma delas a aérea Panair) e estavam ansiosos por colocar no ar a TV Excelsior (nome este que veio da emissora de rádio, hoje a conhecida CBN). Os valores da venda são desencontrados, mas é sabido que a cifra foi a mais alta até então registrada.

A emissora instalou-se nos dois últimos andares de um prédio localizado na esquina da Avenida Paulista co…

O ESTADO DA GUANABARA

AEROFOTO DO FOTÓGRAFO DA REVISTA MANCHETE, CARLOS BOTELHO, PUBLICADA TAMBÉM NA ENCICLOPÉDIA DOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS DO IBGE. A FOTO DATA DE 1956, QUANDO A NOVA CAPITAL, BRASÍLIA, COMEÇOU A SER CONSTRUÍDA, TRANSFORMANDO DEPOIS O ANTIGO DISTRITO FEDERAL NA GUANABARA.

Do portal WikipediaA Guanabara foi um estado do Brasil de 1960 a 1975, no território do atual município do Rio de Janeiro. A palavra guanabara tem sua origem no tupi guarani guaná-pará, e significa "o seio-mar".

HISTÓRIA

Em 1834, a cidade do Rio de Janeiro foi transformada no Município Neutro da Corte, permanecendo como capital do Império do Brasil, enquanto que Niterói passou a ser a capital da província do Rio de Janeiro. Em 1889, a cidade transformou-se em capital da República, o município neutro em distrito federal e a província em estado. Com a mudança da capital para Brasília, em 21 de abril de 1960, a cidade do Rio de Janeiro tornou-se o estado da Guanabara, de acordo com as disposições transitórias da Cons…

PRIMEIRA TRANSMISSÃO DE TV A CORES NO BRASIL FAZ 40 ANOS

Por Alexandre Figueiredo

Hoje faz 40 anos em que se realizou a primeira transmissão televisiva a cores, a partir da TV Difusora de Porto Alegre (hoje TV Bandeirantes local) e a TV Rio (Guanabara, atual TV Record Rio). A TV Globo, do Rio de Janeiro, também participou da façanha.

O evento escolhido foi o desfile tradicional da Festa da Uva, na cidade gaúcha de Caxias do Sul. A foto em questão, aliás, mostra um ônibus "bicudinho" da Mercedes-Benz, provavelmente O-326, que a TV Rio enviou para o Sul do país.

Era tempos do "milagre brasileiro" da ditadura militar e prefeitos com algum senso de oportunismo instalaram aparelhos de TV pelas ruas da cidade para que a população visse a novidade. Aliás, foi assim que Assis Chateaubriand fez para atrair a multidão para a então recém-inaugurada televisão, em vários pontos-chave da cidade de São Paulo, em 18 de setembro de 1950. Em ambos os casos, eventuais falhas técnicas ocorreram.



Mas quem imaginasse que a televisão a cores era u…

30 ANOS SEM KAREN CARPENTER

COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: A cantora da dupla de irmãos Carpenters, a belíssima Karen Carpenter, faleceu no dia 04 de fevereiro de 1983. Talvez esta postagem pareça tardia, mas há exatos 30 anos a notícia do falecimento da cantora já estava espalhada pelos quatro cantos e repercutia mundialmente, causando tristeza profunda em todos os seus fãs.

Os Carpenters podem não ter sido musicalmente excepcionais, mas eram bastante talentosos, pelo talento de pianista de Richard Carpenter e da bela voz de Karen, que por sinal tinha uma beleza sexy que ela mesma não pôde prestar atenção, tão preocupada em se tornar magra que a fez vítima de anorexia nervosa. Pena, porque Karen era linda e desejadíssima mesmo "cheinha" e, se viva estivesse, continuaria belíssima, apenas adaptando suas feições para os 63 anos que poderia completar no próximo dia 02 de março.

Algumas curiosidades notáveis dos Carpenter: os irmãos chegaram a gravar cover da banda progressiva Klaatu e Karen era eventual bater…

REVISTA CAPRICHO JÁ FOI PARA JOVENS ADULTAS

Hoje a famosa publicação da Editora Abril, a revista Capricho, é uma revista para o público adolescente feminino. Desde a década de 80 segue essa orientação, divulgando para o público brasileiro os ídolos teen que fazem sucesso nos EUA, principalmente os ídolos pop em geral.

Mas a origem da Capricho era completamente diferente do seu perfil atual. A revista foi lançada no dia 18 de junho de 1952 - curiosamente, mesma data do nascimento de Isabella Rossellini, atriz e modelo, símbolo da beleza que herdou da mãe, atriz Ingrid Bergman, e passa também para a filha, Eletra - e, a princípio, era quinzenal. Foi a primeira revista que a Abril lançou dedicada ao público feminino. Em novembro, a revista passou a ser mensal, por decisão do proprietário da Abril, Victor Civita, e esta periodicidade vale até hoje, apesar de eventuais períodos em que a revista era publicada quinzenalmente.

A revista misturava dicas para o dia-a-dia feminino, além de reportagens sobre questões sociais que interessa…

HUMORISMO BRASILEIRO PERDE AGILDO RIBEIRO, AOS 86 ANOS

AGILDO RIBEIRO EM TOCAIA NO ASFALTO, DE 1962 - MARCADO PELO HUMOR, AGILDO TAMBÉM ERA EXCELENTE ATOR DRAMÁTICO.

Por Alexandre Figueiredo

O falecimento do ator e humorista Agildo Ribeiro faz com que uma grande geração de comediantes se fosse, praticamente encerrando um ciclo marcado pela criatividade e pelas piadas engraçadas. Foi uma geração que até investiu em bordões, mas ia muito além desses "refrões" humorísticos, em esquetes marcadas por ironias e tiradas muito engraçadas.

Como lembrou o colunista Tony Goes, da Folha de São Paulo, a morte de Agildo encolhe ainda mais o elenco de humoristas remanescentes de uma geração criadora, vinda do rádio e do teatro de revista, mas que teve um vigor próprio que fez muito sucesso na televisão.

É triste pensar que os humoristas que há mais de 50 anos estavam em muita evidência, como Chico Anysio, José Vasconcelos, Renato Corte Leal e Paulo Silvino, estão falecidos, com Agildo se somando a eles. Até pouco tempo atrás, ainda tínhamos Pa…

CASOS DE LULA E DILMA ACABAM DANDO AULA PRÁTICA DA CRISE DA ERA JANGO

Por Alexandre Figueiredo

As pessoas mais jovens têm a oportunidade de relembrar fatos históricos do passado, relacionando a crise política de hoje com a crise que seus pais e avós viveram há 52 anos. A crise política do segundo semestre de 1963 até o primeiro de 1964, que culminou no golpe militar que instaurou uma ditadura de 21 anos, encontra eco na crise atual do governo da presidenta Dilma Rousseff.

A crise atinge o ciclo político do Partido dos Trabalhadores, que se ascendeu no poder em 2003, levando ao cenário político personalidades que combatiam o regime militar: o então presidente da República Luís Inácio Lula da Silva, por exemplo, foi um operário do ABC paulista que se ascendeu durante a crise do "milagre brasileiro" da ditadura militar, por volta de 1974.

Junto a ele, se ascendeu também o antigo líder estudantil José Dirceu, que havia sido preso quando, presidente da União Nacional dos Estudantes em 1968, foi surpreendido por uma ação policial em Ibiúna, interio…

O DIA QUE "UNIU" MARIELLE FRANCO E EDSON LUÍS DE LIMA SOUTO

Por Alexandre Figueiredo
50 anos separam duas tragédias, mas de repente elas se tornam bem próximas, pela comoção causada entre os brasileiros. O estudante Edson Luís de Lima Souto, também funcionário do restaurante Calabouço, no centro do Rio de Janeiro, e a vereadora do PSOL, Marielle Franco, se uniram pelas tragédias a que foram vítimas, que os transformaram em símbolos na luta contra a repressão aos direitos humanos.
Edson nasceu em 1950 e foi morto aos 19 anos, quando almoçava no restaurante em que trabalhava, ocasião que tornou-se trágica quando um tiroteio o atingiu, no momento em que policiais tentavam prender manifestantes estudantis. Edson não era militante e acabou sendo atingido, morrendo na hora, em 28 de março de 1968.
Marielle nasceu em 1979. Ativista negra, LGBT e feminista, ela foi a quinta vereadora mais votada nas eleições para o Legislativo do Rio de Janeiro, em 2016. Ela saía de um evento de debates na Lapa quando, já no bairro do Estácio, o carro em que estava f…

MORREU A ATRIZ E BAILARINA HELOÍSA MILLET

Faleceu na última sexta-feira, no Rio de Janeiro, a atriz e bailarina carioca Heloísa Millet, aos 64 anos de idade, vítima de câncer. Tendo sido conhecida pelo seu trabalho de bailarina na abertura do programa Fantástico, da Rede Globo, em 1974, ela depois foi levada pelo diretor de teatro Zbigniew Ziembinsky para seguir carreira de atriz.

Ao saber do sucesso como bailarina da abertura do programa, Heloísa teve a impressão que relatou numa entrevista de 1994: “Sou pequena, baixa, e quando fiz aquela abertura, virei um mulherão de dois metros de altura. Então, acabaram-se os meus complexos".

Depois, ela fez uma personagem, Betina, na novela Estúpido Cupido, em 1976, e a esse trabalho seguiram-se outros nas novelas Espelho Mágico (1977), Te Contei? (1978), Feijão Maravilha (1979), Marrom-glacê (1979) e Elas por Elas (1982), todas na Globo.

Heloísa também participou da minissérie Terras do Sem Fim (1981) e no elenco do humorístico Estúdio A...Gildo (1982), comandado por Agildo Rib…

CINEASTA ROBERTO FARIAS MORRE NO RIO

COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Embora não tenha sido um cineasta ligado ao Cinema Novo, movimento de vanguarda cinematográfica brasileiro, Roberto Farias foi um notável realizador de filmes e também de produções de televisão, tendo sido também patriarca de uma grande família de atores e diretores brasileiros, com um clã que inclui o irmão Reginaldo Faria, o sobrinho Marcelo Faria e os diretores de televisão Mauro Farias, Maurício Farias e Lui Farias.

Roberto Farias, que encerrou a vida como consultor da Rede Globo, está associado também à experiência do cantor Roberto Carlos como ator de cinema. Era sogro da cantora Paula Toller e das atrizes Andrea Beltrão e Heloísa Perissé. O marido de Andrea, Maurício Farias, atualmente está envolvido como diretor e co-roteirista dos humorísticos Zorra e Tá No Ar - A TV na TV.

Cineasta Roberto Farias morre no Rio

Do Portal G1

O cineasta, produtor e distribuidor Roberto Farias morreu nesta segunda-feira (14), aos 86 anos, no Rio de Janeiro. De acordo com a …