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ÍRIS BRUZZI TEM CAUSA GANHA NO PROCESSO CONTRA TV RECORD


Essa não é o tipo de notícia que esperaríamos ouvir de Íris Bruzzi, uma das maiores musas do Brasil e um dos símbolos sexuais brasileiros dos anos 1960. Atriz que ultrapassou os limites do teatro de revista, Íris enfrenta a humilhação de ter sido maltratada pela TV Record, ao ponto dela mover um processo trabalhista contra a emissora.

Ela ganhou em segunda instância, num processo contra a emissora, acusada de obrigar a atriz a abrir uma empresa para ser contratada e, desta forma, a emissora descumprir compromissos trabalhistas. Em 2014 o contrato com a Record não foi renovado.

Íris estava na emissora desde 2006, e atuou em novelas de pouca expressão e baixa audiência. Atualmente morando nos EUA, Íris poderá ganhar R$ 1,5 milhão por indenização, além da Record ter que anotar informações da atriz como ex-funcionária em sua carteira de trabalho. A indenização inclui obrigações trabalhistas no tempo em que ela trabalhou na emissora, que no entanto pode recorrer da sentença, embora com menores chances de êxito.

Íris atuou em várias peças de teatro, filmes e novelas da TV. No cinema, ela atuou em filmes como Crime no Sacopã (1963), de Roberto Pires (do clássico filme A Grande Feira, de 1961, que "previu" o incêndio na feira de Água de Meninos, em Salvador), O Homem Nu (1968), de Roberto Santos e Amor Estranho Amor (1982), de Walter Hugo Khoury.

Na televisão, uma das participações mais conhecidas foi na novela Belíssima (2005) ao lado da também ex-vedete Carmem Verônica. No teatro, o trabalho mais recente foi na comédia Subindo pelas Paredes, de 2008.

Íris também é conhecida por ser uma das "Certinhas do Lalau", lista de musas enumerada pelo falecido jornalista Sérgio Porto, sob o pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta. Ela participou de um dos episódios do filme AS Cariocas, de 1966, baseado em contos do mesmo jornalista.

Teria sido bom que as notícias recentes envolvendo Íris incluíssem novos trabalhos de atuação em vez do triste episódio de ser desrespeitada por uma emissora de TV. Mas ficamos felizes por ver a causa dela sendo ganha, num país em que a Justiça anda decepcionando com tantas irregularidades e atuações parciais e tendenciosas.

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