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Mostrando postagens de Julho, 2016

RÁDIO CIDADE ENCERROU HISTÓRIA ANTES DOS 40 ANOS. MELHOR ASSIM

Por Alexandre Figueiredo

Seria patético uma rádio comemorar 40 anos de existência com uma trajetória totalmente diversa da original. Se o contexto permitisse, tudo bem, mas soaria ridículo que a Rádio Cidade tivesse que comemorar 40 anos como se fossem os 35 anos da Fluminense FM, algo bastante surreal que, certamente, daria um filme de Luís Buñuel.

A Rádio Cidade, que anunciou sua saída do dial para o próximo dia 31 de julho de 2016, na verdade morreu faz muito tempo. Morreu quando o Sistema Jornal do Brasil sentiu ressentimento de não ter largado na frente de uma rádio autenticamente rock, a Fluminense FM, do Grupo Fluminense de Comunicação.

A Fluminense FM, a "Maldita", bem antes da Internet e do YouTube, tinha uma locução sóbria, que não falava em cima das músicas, e seu repertório, mesmo na programação normal, fugia da mesmice do hit-parade, tocando bandas e artistas até hoje pouco conhecidos.

De Gentle Giant a Teardrop Explodes, nenhuma emissora de rádio roqueira teve…

JOANA FOMM É VÍTIMA DO HABITUAL DESCASO AOS TALENTOS VETERANOS

JOANA FOMM EM MACUNAÍMA, FILME DE 1969.

Por Alexandre Figueiredo

Contemporânea de Leila Diniz e Dina Sfat, Joana Fomm, está sendo vítima da habitual injustiça dada aos grandes talentos veteranos, vivendo um drama similar ao que o grande diretor teatral e o brilhante intelectual Luiz Carlos Maciel, divulgou há cerca de um ano.

Assim como Maciel, Joana anda pedindo trabalho. Joana divulgou uma nota no Facebook apelando para ter algum trabalho na TV, seja como atriz ou jornalista. "Amigos, estou precisando trabalhar. Como atriz ou jornalista. Tem horas que fica difícil ainda. Ainda não tinha encarado essa. Alguém precisa de mim?", desabafou.

Joana tornou-se conhecida na virada dos anos 80 para os 90 como a viúva Perpétua da novela Tieta, da Rede Globo, papel que lhe valeu uma premiação no Troféu Imprensa. Ela recebeu o prêmio APCA por sua participação em Dancin' Days e dois prêmios Candango por A Vida Provisória, de 1968, e Césio 137 - O Pesadelo de Goiânia, em 1990.

Ela at…

LOCUTOR E JORNALISTA ELIAKIM ARAÚJO MORRE AOS 75 ANOS

O jornalismo perdeu um de seus melhores profissionais, o também locutor Eliakim Araújo. Ele tinha 75 anos e sofreu de câncer no pâncreas. Ele chegou a iniciar tratamento, num hospital de Fort Lauderdale, na Flórida (EUA), mas não resistiu aos efeitos da doença.

Ele era casado com sua colega Leila Cordeiro, tendo formado com ela um dos primeiros casais do telejornalismo da TV brasileira, apresentando o Jornal da Globo. Eliakim também chegou a apresentar algumas temporadas do Globo Repórter.

Com 55 anos de carreira, Eliakim trabalhou em várias emissoras de televisão no Brasil. Teve passagem por 20 anos na Rádio Jornal do Brasil. A mudança para os EUA se deu quanto ele e a esposa foram contratados pelo canal CBS Telenotícias.

Ultimamente, o casal trabalhava com jornalismo on line e se expressava como duas das vozes críticas contra a decadência e a partidarização da grande imprensa brasileira, cada vez mais comprometida com grupos econômicos e políticos conservadores.

Uma curiosidade na …

CINEMA PERDEU DIRETOR HECTOR BABENCO, AOS 70 ANOS

COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Num tempo em que pessoas dotadas de um grande talento diferenciado, como David Bowie e Umberto Eco, no exterior, e José Wilker, Marília Pera e Naná Vasconcelos, perdem-se grandes referências culturais. Ontem foi a vez de Hector Babenco, há tempos doente, falecer aos 70 anos.

Babenco, que dirigiu Marília em Pixote - A Lei do Mais Fraco, de 1980, era um argentino naturalizado brasileiro, e começou sua carreira nos anos 1970, realizando um cinema crítico e reflexivo, destoando do rigor ideológico do ativismo cinemanovista.

O cineasta recebeu o Oscar de melhor direção em 1986 pelo filme O Beijo da Mulher Aranha (1985), drama baseado num livro do escritor Manuel Puig com atores estrangeiros e brasileiros, que projetou internacionalmente a atriz Sônia Braga (que, recentemente, lançando um novo filme, participou de um protesto contra o governo Michel Temer no Festival de Cannes).

Conhecer a obra de Hector Babenco só é possível vendo seus filmes, e certamente haverá,…

ERIK STRADA, DO SERIADO CHIPS, REPETE EXEMPLO DO VIGILANTE RODOVIÁRIO

Por Alexandre Figueiredo

Em dois casos interessantes, a ficção inspirou a vida real. Depois do Brasil ver o exemplo de Carlos Miranda, ator e protagonista do seriado Vigilante Rodoviário, seguindo o mesmo ofício na sua vida pessoal, é a vez de Erik Strada, ator estadunidense do seriado Chips, também seguir a profissão na realidade.

O seriado Vigilante Rodoviário foi o primeiro seriado brasileiro produzido em película. Produzido entre 1961 e 1963, foi criação do roteirista e diretor Ary Fernandes, com produção de Alfredo Palácios.

Era um seriado de aventura, que telespectadores desavisados pensavam ser mais um "enlatado" dos EUA (lembrando que os seriados estrangeiros passam na TV aberta sempre dublados para o portugues). Mas era um seriado brasileiro, do qual fez parte, no elenco fixo, o hoje conhecido humorista Ary Toledo. Entre os atores convidados, Stênio Garcia chegou a participar de um dos episódios.

O seriado tinha a maior parte das tomadas gravadas na altura do km 38…