domingo, 19 de junho de 2016

MARIA BETHÂNIA E A QUESTÃO DA MPB HOJE


Por Alexandre Figueiredo

A MPB está em crise. Não é pela falta de talentos, nem de ideias e nem de propostas, mas por causa da supremacia de formas musicais comerciais que vieram desde a música brega, que na verdade são uma combinação de mentalidades provincianas e uma precária assimilação dos modismos do pop internacional.

Poucos artistas de MPB conseguem sobressair entre o grande público. Conta-se os dedos, por exemplo, quantas cantoras da MPB conseguem ser admiradas pelas pessoas comuns. Maria Bethânia, cantora baiana que fez 70 anos ontem e tem 51 anos de carreira, é um exemplo.

Ela hoje é admirada pelo público comum e normalmente leigo em MPB como a atriz Fernanda Montenegro em relação às artes cênicas. Um nome de valor indiscutível, respeitável e de notável trajetória, mas admirado como se fosse alguém inacessível ou que o grande público vê de maneira bastante distanciada.

Além disso, as coisas mudam tanto que hoje Maria Bethânia é considerada tradicional. Ela é vista de maneira diferente daquela moça de 19 anos que substituiu Nara Leão no espetáculo Opinião, peça inspirada no legado do Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes e tendo iniciado sua montagem já na época do golpe militar, quando a UNE foi declarada ilegal.

Irmã de Caetano Veloso, Maria Bethânia também integrou o movimento Tropicalista e, certa vez, posou para uma foto vestindo jeans e segurando uma guitarra elétrica. No meado da década de 1960 (1965-1967), boa parte da sociedade via de maneira pejorativa o uso da guitarra elétrica, associado a jovens "irresponsáveis". No Brasil, então, a guitarra era o símbolo da americanização cultural.

Na década de 1970, quando a MPB da geração dos festivais dos anos 1960 tornou-se mainstream, Maria Bethânia se destacou pelas músicas lentas e orquestradas, principalmente quando gravava composições de Gonzaguinha ou de Roberto Carlos. Era uma época em que a MPB vivia a transição de uma fase de sofisticação criativa para a rendição às regras comerciais das grandes gravadoras.

Embora o Tropicalismo eventualmente se aventure em comercialismos e flertes ao brega-popularesco, dentro de uma visão condescendente feita sob o pretexto de "combate ao preconceito" e de uma crença um tanto utópica da "indústria cultural", vários nomes da MPB fizeram seu êxodo para gravadoras como a Biscoito Fino, que tem a cantora Olivia Hime, esposa de Francis Hime, como sócia.

Maria Bethânia foi um desses artistas e hoje ela segue sua carreira enfatizando as fases dos anos 1970 aos 1990, mantendo sua elegância na interpretação de canções de outros compositores e em eventuais recitais poéticos.

É uma dramaticidade que deixou de ser novidade, mas cabe ao grande público se preparar para sentir e perceber melhor. Infelizmente, o grande público vai às apresentações de Maria Bethânia como se fossem famílias indo à missa da Páscoa. O pessoal nem presta atenção ao estilo da cantora, considerada "excepcional" por um público que se identifica mais com o brega-popularesco.

Talvez seja culpa da mídia que isola grandes personalidades no Olimpo dos famosos admiráveis, mas que na prática não servem de exemplo para um público que parece achar "normal" as frivolidades e imbecilidades popularescas.

Dessa forma, os brasileiros deveriam rever suas formas de ver a cultura brasileira e enxergar nomes como Maria Bethânia não como uma "artista admirável" mas vista como "anormal", mas admirando-a de verdade e ouvindo e assimilando suas interpretações. A MPB precisa de mais atenção e melhor compreensão.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

HOMENS GRANFINOS DA GERAÇÃO 1950 FIZERAM "COLINHA" PARA "VIVER" O PASSADO

CENA DO FILME CANDELABRO ITALIANO, DE 1962.

Por Alexandre Figueiredo

Curiosamente, a meia-idade é uma espécie de infância da velhice, Durante um bom tempo vimos, nas colunas sociais, empresários, médicos, publicitários, advogados e economistas nascidos entre 1950 e 1955 e que, casados com mulheres em média 15 anos mais jovens (geralmente nascidas nos anos 1970), ensaiavam um certo pedantismo cronológico, expondo um passado que não viveram.

É verdade que existem pessoas que sentem saudade do que não viveram ou que se identificam com referenciais que existiam antes de nascerem ou quando eram crianças. Mas não é qualquer um que se apropria de um passado que não viveu com desenvoltura e especialidade, poucos têm essa habilidade na humanidade. Sobretudo homens com mania de parecerem mais velhos do que realmente são.

Em muitos casos, há o pedantismo cronológico, em que, por algum interesse em determinada etapa da vida, alguém se agarra a uma época não porque a entende com profundidade, mas porque o entendimento desses tempos é uma forma de ascensão social, um recurso feito para impressionar os amigos e dar uma de culto e experiente.

Num período como o recente, em que pessoas de 50 e 60 anos, ou mesmo de 45, dificilmente mostram maturidade e sabedoria - é só verificar os noticiários e ver que os grisalhos de hoje não são como os de antigamente e vários se envolvem em escândalos amorosos, brigas diversas ou corrupção política - , dá para perceber que os granfinos hoje entre 61 e 66 anos recorreram a um artifício infantil para mostrar uma bagagem vivencial mais velha do que suas idades.

Foi o que se observou quando essa geração completou 50 anos. O empresário tal dizia que conheceu Tom Jobim pessoalmente. O médico tal afirmava conhecer jazz, citando vagamente Benny Carter. Outro médico vai ver um amigo de Pablo Picasso como se fosse do tempo dele. Um economista mostra vinícolas da França do século XIX e por aí vai.

Além disso, todos viraram "fãs" de Frank Sinatra se esquecendo que, quando eram jovens, eram apenas garotos que amavam Eagles e Led Zeppelin. Ou falavam de Glenn Miller como se tivesse sido um tio deles, quando o famoso maestro faleceu em 1944. Falavam também de Nelson Rodrigues, Millôr Fernandes e Vinícius de Moraes como se tivessem se reunido com eles nas rodas boêmias de 1958. Como, sendo garotos entre três e oito anos de idade?

Isso é um fenômeno que até existe no exterior, e faz muitos cinquentões ou sessentões forçarem a barra por um estilo de "maturidade" forçado e antiquado, baseado em padrões que só faziam sentido nos anos 1970.

E como eles não podem ter mesmo a bagagem de octogenários - ficamos imaginando o que médicos de 85 anos acham dos "moleques" de 62, 65 anos que querem ter a bagagem dos mais velhos - , eles têm que recorrer à colinha escolar, pegando alguns macetes que criam uma "vivência" artificial dos anos 1940 e 1950 e até de alguns referenciais mais antigos. Vamos lá.

FRANK SINATRA - Tomam como base a lembrança da apresentação que o famoso cantor estadunidense em 1980, no Rio de Janeiro. A geração born in the 50s não era muito fã de Sinatra, já que passou por uma época em que o cantor estava em baixa (era a época a psicodelia, do movimento hippie e do rock pesado), mas passou a "ser fã" depois de completarem 50 anos, como forma de parecer "sofisticado" para a sociedade.

Em certos casos, o gancho também pode ser os discos de dueto que Sinatra gravou no final da década de 1980, já com os homens empresários, executivos e profissionais liberais com "idade de titios", chegando aos 35 ou beirando os 40 anos de idade.

NAT KING COLE - A apropriação de Nat King Cole se deu pela regravação de seu sucesso "Unforgettable", dueto tecnológico entre uma gravação antiga do cantor e a participação da filha, a hoje falecida Natalie Cole, com acompanhamento gravado na época, de 1991, quarenta anos após a gravação original.

Praticamente os homens granfinos dessa geração só citam "Unforgettable", ignorando o resto do repertório de Nat, seja "Route 66" (regravada, nos anos 80, por uma banda de tecnopop, Depeche Mode, referencial "juvenil demais" para os granfinos) ou "Blue Gardenia", que, embora tenha tido uma versão na voz de um cantor dos anos 1950, Cauby Peixoto, este intérprete é considerado "poplar e exótico demais" para os empresários, executivos e profissionais liberais na casa dos 60 anos.

CENTRO HISTÓRICO DE ROMA - Um dos clichês desses granfinos é viajar, com suas esposas, para visitar o centro histórico da capital italiana. Tentam mostrar uma desenvoltura que dá uma falsa impressão de que tais homens detém os segredos da fundação de Roma (que, sabe-se, teve registros históricos perdidos).

No entanto, a verdade é que tais referenciais foram tirados de uma comédia romântica juvenil, Candelabro Italiano (Rome Adventure), de 1962.

PINTURA IMPRESSIONISTA - Nota-se que nos meios granfinos sempre existe o hábito de haver eventos de exposições de artes plásticas, um passatempo muito antigo na alta sociedade, desde os tempos da belle-èpoque francesa. Sobretudo quando quadros e esculturas são expostos e vendidos em leilão.

Junte-se a isso a um certo pedantismo cultural e cronológico e vemos os empresários, executivos e profissionais do sexo masculino alegando que "entendem muito" das artes plásticas do século XIX e da primeira metade do século XX.

MILLÔR FERNANDES - O humorista que escrevia suas crônicas cotidianas até atravessou o tempo para poder ser compreendido por diversas gerações. Mas os granfinos born in the 50s se apropriam dele como se fossem contemporâneos do notável escritor, falecido há quatro anos.

Os granfinos, no entanto, deixaram claro que só começaram a acompanhar os textos do autor nos anos 1970, como no Pasquim, ou até nos anos 1980, praticamente indiferentes a obras polêmicas como A Verdadeira História do Paraíso e a revista O Pif Paf, assim como a coluna homônima a este periódico, quando Millôr, escrevendo para O Cruzeiro, usava o pseudônimo de Emanuel Vão Gôgo.

JAZZ - A compreensão de jazz destes granfinos tenta ser exemplar mas é confusa. Geralmente confundem standards (fusão dos musicais da Broadway dos anos 1920-1930 com o Dixieland, versão elitista e comportada do jazz, popularizada pelos filmes da fase de ouro de Hollywood) com jazz.

Há uma preferência para o "jazz para namorar", com canções românticas de Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan e Louis Armstrong, ou momentos jazzísticos de Frank Sinatra e Tony Bennett, também apreciados em canções eminentemente românticas. Ás vezes, músicos conhecidos como Benny Carter, Miles Davis, Dizzy Gillespie e Dexter Gordon são citados.

Mesmo assim, não há muita profundidade na apreciação do jazz, e isso mais parece coisa de cinquentão ou sessentão querendo ser "mais velho", como crianças que brincam de ser gente grande. Paciência, não se cria um Luiz Orlando Carneiro (crítico de jazz do Jornal do Brasil) em escritórios empresariais ou consultórios médicos.

OUTRAS COISAS - Outros referenciais "mais antigos" também foram pescados por esses "coroas" de fontes mais tardias e acessíveis, como a revista Seleções do Reader's Digest, que lhes desenha o "mundo" que querem "compreender", o filme Cinema Paradiso, para entender um cinema mais antigo e a canção "Perhaps Love", dueto de John Denver e Placido Domingo.

Tais referências, vindas dos anos 90, fizeram com que os antigos yuppies dos anos 1980 chegassem aos anos 2000, com 50 anos, "desenhando" um passado que não viveram e continuam compreendendo muito pouco. Frustrados em não entender o mundo pré-1960, eles vão se consolar indo ver o roqueiro dos anos 1980, Paulo Ricardo, em uma apresentação ao vivo.

domingo, 12 de junho de 2016

THOMAS SKIDMORE SE FOI NUM PERÍODO DE CRISE POLÍTICA NO BRASIL


Por Alexandre Figueiredo

O historiador estadunidense Thomas Elliot Skidmore, considerado brasilianista por se especializar em estudar o Brasil, faleceu ontem vítima do Mal de Alzheimer, aos 83 anos - faria 84 em julho - num momento em que o Brasil vive uma crise política e reavalia seus fatos históricos.

Curiosamente, é difícil não recorrer a livros como Brasil: de Getúlio a Castelo, obra mais famosa de Thomas Skidmore, para analisar os fatos políticos de hoje, em que o presidente interino Michel Temer, com seu governo retrógrado, estabelece um "ponto de encontro" entre antigos fatos históricos, como o governo Jânio Quadros e a ditadura militar.

Thomas Skidmore era doutor em História Moderna pela Universidade de Harvard, em 1960. Era natural de Ohio. Veio ao Brasil em 1961 para uma pesquisa de pós-doutorado, pouco após a renúncia de Quadros. Iniciou um trabalho que deu origem ao seu mais famoso livro, que ele esperou a conclusão do governo do general Castelo Branco, em 1967, para lançá-lo.

Uma curiosidade é que os dois livros em que ele cobre a Era Vargas e a ditadura militar têm títulos mais criativos nas traduções brasileiras. Brasil: de Getúlio a Castelo, de 1967, e Brasil: de Castelo a Tancredo, de 1988, se intitulam simplesmente Politics in Brazil e Politics in Brazil 2.

Quanto a Brasil: de Getúlio a Castelo, cuja tradução brasileira foi lançada em 1969, já na vigência do Ato Institucional Número Cinco (AI-5) que, por razões óbvias (rígidas censura e repressão), também metia seus dedos no mercado literário, uma polêmica já foi iniciada com a obra.

Diante do fato inédito de um pesquisador dos EUA, naqueles tempos da ditadura militar, escrever um livro sobre História do Brasil, sobretudo de fatos considerados bastante recentes - Skidmore foi um dos primeiros a serem informados da "revolução" ocorrida em 1964 - , as "patrulhas" de esquerda o acusavam de ser agente da CIA e defensor do regime militar.

No entanto, em várias vezes Skidmore expressou ser contra a ditadura militar e, em pelo menos duas situações, manifestou seu protesto contra a prisão do também historiador Caio Prado Jr. - fundador da Editora Brasiliense - e a repressão a diversos acadêmicos, sobretudo da Universidade de Brasília, ousado projeto educacional que foi violentado pela ditadura desde seus primeiros quatro anos.

Skidmore respondeu que as informações trazidas por seus dois livros vieram sobretudo de amigos que ele fez no Brasil, como Juscelino Kubitschek. É até duvidoso que algumas fontes definam a obra Brasil: de Getúlio a Castelo como baseada em fontes lacerdistas, ou seja, de Carlos Lacerda, antigo opositor de Getúlio Vargas e defensor do golpe militar de 1964.

Mas era uma época de muita exaltação política, da guerrilha armada e das "patrulhas" ideológicas. A esquerda era muito mais sectária e partidarizada que a de hoje, havendo tendências marxistas, maoístas, castristas e leninistas, ou até mesmo stalinistas. Skidmore foi acusado de "agente da CIA" por uma classe que, por exemplo, não suportava o sucesso do "apartidário" cantor Wilson Simonal.

Quanto ao cenário atual, é irônico que um historiador brasilianista faleça num momento em que a imprensa internacional entra em "saia justa" com a imprensa brasileira. É um cenário de radicalização das grandes corporações midiáticas que, adotando uma visão reacionária e tendenciosa, querem manter o monopólio de narrativa e abordagem dos fatos históricos.

Dessa forma, Globo, Veja, Folha e Estadão se empenham em desqualificar o que jornalistas estrangeiros veem com maior objetividade: a implantação de um governo ultraconservador, representado por Michel Temer, de forma golpista e comprometida com retrocessos que pretendem desfazer conquistas sociais históricas.

Ou seja, meio um governo golpista, à maneira da ditadura militar, mas de maneira confusamente "democrática" como o de Jânio Quadros, embora Michel Temer seja tão inexpressivo politicamente como, por exemplo, Paschoal Ranieri Mazzili, o presidente da Câmara dos Deputados que assumiu a Presidência da República durante as crises da renúncia de Jânio em 1961 e do golpe contra João Goulart em 1964.

Se bem que, hoje, o presidente da Câmara dos Deputados afastado do seu mandato, Eduardo Cunha, tenha mais a ver com um direitista eufórico, mas sem a erudição cultural de Carlos Lacerda que, por mais reacionário que fosse, era pelo menos inteligente e articulado.

sábado, 4 de junho de 2016

O EXEMPLO DE MUHAMMAD ALI



Por Alexandre Figueiredo

O pugilista e ativista social Muhammad Ali, nascido Cassius Clay, perdeu a luta contra o mal de Parkinson e nos deixou na noite de ontem, 03 de julho. Embora esteja associado ao boxe, esporte controverso por causa da agressividade - mas nem tanto diante da grosseria dos torneios UFC de hoje - , ele também marcou sua carreira por sua filantropia e trajetória humanista.

Ele tornou-se notável quando venceu uma luta de boxe nas Olimpíadas de Roma, de 1960. No ano seguinte, 1961, já se tornava um dos maiores astros do boxe, aos 19 anos. Teve um estilo próprio e ágil de pugilista peso-pesado. Ainda era Cassius Clay, já que o nome Muhammad Ali foi adotado em 1964.

Quando foi comemorar o título de Campeão Mundial de Boxe em 1964, derrotando Sonny Liston, Clay foi para uma festa com o ativista Malcolm X, e decidiu se converter à religião muçulmana do amigo, os Muçulmanos Negros, passando então a adotar o nome que marcou até o fim da vida.

Um dos exemplos mais corajosos de Ali foi quando, convidado para atuar como capitão na Guerra do Vietnã, em 1967, ele recusou-se a fazer, dizendo: "O que um vietcong me fez para que eu esteja em guerra com ele"? Com a recusa, Ali foi punido pela Justiça estadunidense, além de ter sido duramente criticado por simpatizantes da ação bélica dos EUA.

Ali foi condenado a cinco anos de prisão e multa de US$ 10 mil. Pagou fiança, mas teve o passaporte e a licença para lutar confiscados, além de perder o título mundial de boxe conquistado em 1967. Passou o tempo dando palestras para faculdades e instituições muçulmanas.

Como pugilista, só sofreu cinco derrotas em 61 lutas. Se aposentou do boxe em 1981. Em 1984, divulgou à imprensa que foi diagnosticado como portador de Mal de Parkinson, Na cerimônia das Olimpíadas de 1996, em Atlanta, Geórgia, EUA, Ali mostrava sintomas da doença, andando lento e com os braços trêmulos ao carregar a tocha olímpica.

Nos últimos anos, Ali se dedicava a projetos filantrópicos, comparecendo a eventos e dando contribuições. Fez tratamento contra a doença usando células tronco, em 2010. Em janeiro de 2015 foi internado devido a uma infecção urinária.

A última aparição de Muhammad Ali foi durante um evento realizado no Arizona, em abril. Em maio, foi internado após sofrer problemas respiratórios, que se agravaram até a noite de 03 de junho, quando o ex-pugilista faleceu, aos 74 anos.

Ali tornou-se um exemplo de pugilista e figura humana, e só a coragem de ter recusado a participar da Guerra do Vietnã, numa época em que havia o ativismo sócio-cultural da Contracultura, o fez uma figura admirada e respeitada por muitos, que morre num ano em que grandes personagens nos deixam, época marcada pela crescente mediocrização da sociedade contemporânea.

Resta manifestarmos nossa gratidão ao grande Muhammad Ali.