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Mostrando postagens de Junho, 2016

MARIA BETHÂNIA E A QUESTÃO DA MPB HOJE

Por Alexandre Figueiredo

A MPB está em crise. Não é pela falta de talentos, nem de ideias e nem de propostas, mas por causa da supremacia de formas musicais comerciais que vieram desde a música brega, que na verdade são uma combinação de mentalidades provincianas e uma precária assimilação dos modismos do pop internacional.

Poucos artistas de MPB conseguem sobressair entre o grande público. Conta-se os dedos, por exemplo, quantas cantoras da MPB conseguem ser admiradas pelas pessoas comuns. Maria Bethânia, cantora baiana que fez 70 anos ontem e tem 51 anos de carreira, é um exemplo.

Ela hoje é admirada pelo público comum e normalmente leigo em MPB como a atriz Fernanda Montenegro em relação às artes cênicas. Um nome de valor indiscutível, respeitável e de notável trajetória, mas admirado como se fosse alguém inacessível ou que o grande público vê de maneira bastante distanciada.

Além disso, as coisas mudam tanto que hoje Maria Bethânia é considerada tradicional. Ela é vista de maneir…

HOMENS GRANFINOS DA GERAÇÃO 1950 FIZERAM "COLINHA" PARA "VIVER" O PASSADO

CENA DO FILME CANDELABRO ITALIANO, DE 1962.

Por Alexandre Figueiredo

Curiosamente, a meia-idade é uma espécie de infância da velhice, Durante um bom tempo vimos, nas colunas sociais, empresários, médicos, publicitários, advogados e economistas nascidos entre 1950 e 1955 e que, casados com mulheres em média 15 anos mais jovens (geralmente nascidas nos anos 1970), ensaiavam um certo pedantismo cronológico, expondo um passado que não viveram.

É verdade que existem pessoas que sentem saudade do que não viveram ou que se identificam com referenciais que existiam antes de nascerem ou quando eram crianças. Mas não é qualquer um que se apropria de um passado que não viveu com desenvoltura e especialidade, poucos têm essa habilidade na humanidade. Sobretudo homens com mania de parecerem mais velhos do que realmente são.

Em muitos casos, há o pedantismo cronológico, em que, por algum interesse em determinada etapa da vida, alguém se agarra a uma época não porque a entende com profundidade, mas …

THOMAS SKIDMORE SE FOI NUM PERÍODO DE CRISE POLÍTICA NO BRASIL

Por Alexandre Figueiredo

O historiador estadunidense Thomas Elliot Skidmore, considerado brasilianista por se especializar em estudar o Brasil, faleceu ontem vítima do Mal de Alzheimer, aos 83 anos - faria 84 em julho - num momento em que o Brasil vive uma crise política e reavalia seus fatos históricos.

Curiosamente, é difícil não recorrer a livros como Brasil: de Getúlio a Castelo, obra mais famosa de Thomas Skidmore, para analisar os fatos políticos de hoje, em que o presidente interino Michel Temer, com seu governo retrógrado, estabelece um "ponto de encontro" entre antigos fatos históricos, como o governo Jânio Quadros e a ditadura militar.

Thomas Skidmore era doutor em História Moderna pela Universidade de Harvard, em 1960. Era natural de Ohio. Veio ao Brasil em 1961 para uma pesquisa de pós-doutorado, pouco após a renúncia de Quadros. Iniciou um trabalho que deu origem ao seu mais famoso livro, que ele esperou a conclusão do governo do general Castelo Branco, em 1967…

O EXEMPLO DE MUHAMMAD ALI

Por Alexandre Figueiredo

O pugilista e ativista social Muhammad Ali, nascido Cassius Clay, perdeu a luta contra o mal de Parkinson e nos deixou na noite de ontem, 03 de julho. Embora esteja associado ao boxe, esporte controverso por causa da agressividade - mas nem tanto diante da grosseria dos torneios UFC de hoje - , ele também marcou sua carreira por sua filantropia e trajetória humanista.

Ele tornou-se notável quando venceu uma luta de boxe nas Olimpíadas de Roma, de 1960. No ano seguinte, 1961, já se tornava um dos maiores astros do boxe, aos 19 anos. Teve um estilo próprio e ágil de pugilista peso-pesado. Ainda era Cassius Clay, já que o nome Muhammad Ali foi adotado em 1964.

Quando foi comemorar o título de Campeão Mundial de Boxe em 1964, derrotando Sonny Liston, Clay foi para uma festa com o ativista Malcolm X, e decidiu se converter à religião muçulmana do amigo, os Muçulmanos Negros, passando então a adotar o nome que marcou até o fim da vida.

Um dos exemplos mais corajoso…