segunda-feira, 25 de abril de 2016

BILLY PAUL E A QUESTÃO DOS 'FLASHBACKS' NO BRASIL


O falecimento de Billy Paul, ontem, aos 81 anos, de câncer, simboliza a perda de um cantor estrangeiro muito popular no Brasil, talvez mais que nos EUA. E faz refletir sobre a situação do hit-parade que está oculta em uma "cultura de bom gosto" que não consegue avaliar devidamente os ídolos tocados.

Billy Paul era conhecido por sucessos como "Your Song", versão de uma música de Elton John, "Me and Mr. Jones", "Only the Strong Survive" e "July, July, July". e muitos se esquecem que ele foi um dos nomes do soul da Filadélfia (EUA), ao lado de Low Rawls e Barry White.

Seu carisma era mais uma questão de execução de rádio, e, apesar de ter um considerável repertório, não saía do contexto de hit-parade que torna a alegação de "música de bom gosto" um tanto hipócrita, dentro de um mercado de flashbacks musicais que só serve para enriquecer alguns editores de canções estrangeiras.

A exceção que se tem é a rádio Antena Um FM, transmitida em São Paulo e com afiliada no Rio de Janeiro, que tem uma dedicação às músicas internacionais antigas sem a mesmice da maioria das rádios de adulto contemporâneo, que tocam os "grandes sucessos" quase pelo automático, sem oferecer a devida divulgação dos artistas e sem sequer adotar critérios de qualidade.

Quando faleceu, em 2015, o cantor inglês Jim Diamond, ex-integrante do PhD - conhecido no Brasil pelo sucesso "Won't Let You Down" - e da melancólica "I Should Have Known Better" (homônima a uma canção dos Beatles, mas sem relação com esta) deixou como um dos últimos discos um álbum de 2005, que nunca foi lembrado pelas rádios brasileiras de "boa música".

Até que ponto a música do Billy Paul, por exemplo, pode ser avaliada nos limites de uma mentalidade radiofônica? Qual o significado do Som da Filadélfia, o movimento de soul music do começo da década de 1970? Boa música é apenas para bailes românticos? A ideia de música de qualidade restrita a uma trilha sonora de namoros é simplória e muito restritiva.

Certamente, o falecimento de Billy Paul deve ser observado não apenas como uma perda de um talentoso cantor, mas ver o sentido de sua obra, como também o sentido das obras de outros, falecidos ou não, que representam mais do que seus sucessos que passam por trilhas de novelas e pelos limitados e repetitivos cardápios musicais de nossas rádios.

domingo, 24 de abril de 2016

O ROCK CLÁSSICO ESTÁ MORRENDO?


Por Alexandre Figueiredo

Não é só as mortes de nomes como Lemmy Kilmister, fundador do Motorhead, de David Bowie e do supertecladista Keith Emerson, da banda Emerson Lake & Palmer, que põem o rock clássico em uma situação delicada.

Num tempo em que o Black Sabbath anuncia uma turnê de despedida, e até os anos 80, fora do foco de nosso blogue, são abalados com o falecimento do cantor e músico Prince, temos também a notícia de que o AC/DC fará sua atual turnê Rock or Bust com o cantor do Guns N'Roses, Axl Rose, nos vocais, iniciativa que causou repercussão negativa em todo o mundo.

O AC/DC é uma banda australiana de rock pesado. Seus fundadores são o guitarrista Angus Young, famoso por se vestir de aluno rebelde de escola, e seu irmão, Malcolm Young (que deixou a banda recentemente). Seu primeiro vocalista, Bon Scott, acompanhou toda a trajetória da banda nos anos 1970, mas morreu aos 34 anos incompletos depois de ingerir uma dose excessiva de álcool.

Desde então, o ex-vocalista de outra banda, Geordie, Brian Johnson, estava à frente da banda. É com ele que o AC/DC gravou o sucesso mais conhecido, "Back in Black". Mas, recentemente, Brian teve que se afastar da banda ao saber que estava com sérios problemas de audição.

Ele foi obrigado a adotar esta postura para fazer tratamento, pois se Brian continuasse a fazer a Rock of Bust Tour, ele ficaria totalmente surdo. Visando recuperar a audição, ele largou a turnê, e os membros da banda procuraram então um vocalista provisório para completar a excursão.

Um locutor de uma rádio nos EUA lançou o rumor de que o cantor da banda de poser metal (conhecido no Brasil como "metal farofa", em alusão aos "farofeiros de praia" comparados ao contexto do rock) Guns N'Roses, Axl Rose, seria escalado para completar a turnê. O rumor foi depois confirmado.

Era um teste para a reputação do metal farofa, que desde os anos 2000 foi adotado, como um filhote bastardo, pela mídia associada ao rock pesado ou ao rock clássico. O metal farofa surgiu como um pastiche do heavy metal e do hard rock, em que os integrantes se preocupavam mais com o visual, com os factoides (inclusive brigas amorosas com suas mulheres) e, sobretudo, a pose de "roqueiros malvados", daí o termo poser já lançado nos EUA.

Uma curiosidade é que, entre os nomes dessa tendência, teve o grupo Nelson, dos irmãos Gunnar Eric e Matthew Gray, filhos do cantor Ricky Nelson, falecido em 1985, grupo influenciado por Bon Jovi. O grupo continua em atividade, mas sem fazer o sucesso dos nomes principais. A banda Nelson está para o metal assim como o pai para o rock dos anos 1950, expressando uma diluição comercial de cada tendência.

Nomes como Guns N'Roses, Poison, Bon Jovi, Ratt e Mötley Crüe são mais conhecidos. Como são bandas campeãs de vendas e, de factoide em factoide, alimentaram seu sucesso sem cair no ostracismo, viraram um nicho comercial que o segmento do rock autêntico teve que adotar para alavancar nas vendas diante do colapso do rock nos anos 1990.

Com isso, o público médio passou a se acostumar com a ideia, equivocada mas difundida visando interesses comerciais da mídia roqueira, de que o poser metal é sinônimo de "rock clássico", sobretudo para jovens narcisistas que nunca estão dispostos a ter referenciais culturais mais antigos do que o que vivenciam no seu estrito meio temporal de suas vidas.

Essa postura fez com que o poser metal fosse visto como "rock autêntico" por certos setores do rock, mesmo quando outros mantivessem sua habitual desconfiança, já que grupos como Poison e Mötley Crüe equivalem a uma espécie de Menudos no contexto do heavy metal. Músicos posers e de metal chegaram mesmo a fazer parcerias em vários projetos ou eventos musicais.

O teste para ver se essa reputação valia a pena foi dado quando Axl Rose foi convidado para cantar no AC/DC. Sobretudo se levarmos em conta o fanatismo que, no Brasil, o Guns N'Roses possui, que faz a banda ser superestimada pelos roqueiros brasileiros.

A iniciativa, no entanto, fracassou. A reação dos roqueiros foi em maior parte negativa. Poucos gostaram da escolha de Axl. O AC/DC chegou mesmo a ser esculhambado por vários fãs, que antes tratavam a banda australiana com um respeito melindroso. Boa parte dos que reprovaram a escolha de Axl afirmaram a intenção de pedir a devolução do dinheiro dos ingressos.

Isso traz uma reflexão. Afinal, o que é rock clássico? Basta usar jaqueta de couro e ter fama de encrenqueiro? Basta falar palavrão nas entrevistas e ter problemas conjugais com mulheres ou ex-mulheres? Basta usar drogas e se envolver em acidentes, brigas ou destruição de quartos de hotel?

Nos anos 1970, rock clássico era música, por mais que seus integrantes se envolvam eventualmente em incidentes lamentáveis. O Led Zeppelin, por exemplo, era um primor de qualidade musical, e dois de seus membros, o guitarrista Jimmy Page e o baixista John Paul Jones, tiveram formação erudita.

O diferencial do rock clássico, por mais pesado e barulhento que fosse, era a musicalidade. Prestando bem atenção, o heavy metal surgiu como um blues tocado com guitarras barulhentas e batidas pulsantes, baixos soturnos e vozes gritantes.

A convivência temporal entre o progressivo e o metal fizeram com que o rock clássico primasse pelas melodias, mesmo diante de tanta barulheira, até porque eles herdaram as lições que o rock psicodélico havia trazido nos anos 1960.

Hoje, quando muitos imaginam que "rock clássico" é uma questão de sacudir a cabeça para a cabeleira se agitar durante um solo de guitarra, além de personificar os clichês da rebeldia roqueira, o sentido do rock clássico, hoje visto como "antigo", entra em crise e a própria cultura rock sofre um declínio diante de incidentes tão dramáticos como o comercialismo e o falecimento dos grandes mestres.

Sabiamente, os remanescentes do Motorhead decidiram extinguir a banda depois que o cantor e baixista Lemmy Kilmister faleceu, em dezembro de 2015. O Motorhead era ele, frontman e compositor. Seria patético se o Motorhead tivesse que pegar um cantor de banda de poser metal para substitui-lo, por mais carismático que o canastrão seja (ao menos no Brasil).

quinta-feira, 14 de abril de 2016

CASOS DE LULA E DILMA ACABAM DANDO AULA PRÁTICA DA CRISE DA ERA JANGO


Por Alexandre Figueiredo

As pessoas mais jovens têm a oportunidade de relembrar fatos históricos do passado, relacionando a crise política de hoje com a crise que seus pais e avós viveram há 52 anos. A crise política do segundo semestre de 1963 até o primeiro de 1964, que culminou no golpe militar que instaurou uma ditadura de 21 anos, encontra eco na crise atual do governo da presidenta Dilma Rousseff.

A crise atinge o ciclo político do Partido dos Trabalhadores, que se ascendeu no poder em 2003, levando ao cenário político personalidades que combatiam o regime militar: o então presidente da República Luís Inácio Lula da Silva, por exemplo, foi um operário do ABC paulista que se ascendeu durante a crise do "milagre brasileiro" da ditadura militar, por volta de 1974.

Junto a ele, se ascendeu também o antigo líder estudantil José Dirceu, que havia sido preso quando, presidente da União Nacional dos Estudantes em 1968, foi surpreendido por uma ação policial em Ibiúna, interior paulista, que dissolveu o Congresso da UNE e prendeu todos os envolvidos. Ele foi o primeiro ministro-chefe da Casa Civil no governo Lula.

Também se ascendeu o antigo combatente da Guerrilha do Araguaia, José Genoíno, um dos poucos sobreviventes daquele conflito feito contra as tropas da ditadura militar e que ocorreu na região do Rio Araguaia, na Amazônia. Genoíno chegou a ser presidente do PT durante o governo Lula. Ele havia sido preso em 1972 por causa da operação.

Havia também uma estudante que integrou grupos guerrilheiros para combater o regime militar, uma facção radical do movimento estudantil que partiu para essa medida depois que o Ato Institucional Número Cinco (AI-5) tornou a ditadura mais repressiva. Essa estudante se chamava Dilma Rousseff, que hoje governa a República em seu segundo mandato, ameaçado de sofrer o impedimento (impeachment). Detida em 1973, ela chegou a ser torturada.


Hoje, com um processo judicial apressado e com acusações que mais parecem boatos por serem desprovidos de investigação séria e rigorosa, os quatro veem suas trajetórias declinarem. Dirceu e Genoíno foram presos, acusados de envolvimento no esquema do "mensalão", processo de subornos e acordos espúrios comandados pelo publicitário mineiro Marcos Valério.

Recentemente, há o caso da corrupção da Petrobras (Petróleo Brasileiro S. A.), entidade de caráter misto (sócio majoritariamente brasileiro e estatal, com acionistas minoritários privados) surgida em 1953. Investigada pela chamada Operação Lava-Jato, identificou vários responsáveis. O suposto envolvimento do PT é relatado a partir de rumores muito mal analisados.

Há fortes indícios de partidarização do Poder Judiciário por conta da abordagem parcial da Operação Lava-Jato. O envolvimento de Aécio Neves, neto de Tancredo Neves (que foi primeiro-ministro da fase parlamentarista do governo João Goulart e foi eleito indiretamente presidente da República em 1984, morrendo doente no ano seguinte sem poder tomar posse), não tem a mesma dedicação que se dá ao envolvimento dos petistas.



Da parte da mídia direitista, a pressão pelo impeachment de Dilma Rousseff é muito grande e influi no cenário político e jurídico, havendo uma torcida forte pela saída da presidenta do mandato, em princípio provisória, enquanto houver investigação no Supremo Tribunal Federal, previsto para seis meses.

Da parte da mídia esquerdista, há um aparente otimismo na esperança de ver a situação se reverter, acreditando que, pelo simples fato da direita ser grotesca e enxergar as leis de maneira míope e tendenciosa, e querer resolver a situação na truculência política, o PT, com as leis, as instituições sérias e os movimentos sociais ao seu lado, possa dar a volta por cima e Dilma ficar no cargo.

Mas esse otimismo também existiu em março de 1964, quando a proposta do golpe militar, já mencionada em programas da chamada "Rede da Democracia", união de veículos midiáticos conservadores que faziam campanha contra o presidente João Goulart, já era discutida de maneira aparentemente hesitante pelas Forças Armadas e pela direita civil política de então.

Havia a ilusão do "dispositivo militar" do ministro-chefe da Casa Militar do governo Jango, general Argemiro de Assis Brasil, que estaria "preparado" para barrar o golpe militar contra o presidente. Leonel Brizola, ex-governador gaúcho que iniciava carreira política na Guanabara, como deputado federal, se ofereceu também a treinar guerrilheiros para impedir a ação golpista.

O desfecho, sabemos. Diante da hesitação da direita civil e militar, o governador de Minas Gerais, Magalhães Pinto, convocou o general Olímpio Mourão Filho, de Juiz de Fora, a organizar uma operação militar enviando tanques para o Rio de Janeiro, ponto estratégico para o golpe militar, e o "dispositivo" de Assis Brasil, em rota oposta, mudou de lado e passou a apoiar o levante, que abriu caminho a uma ditadura que se autoproclamava "Revolução" e se dizia "democrática".

Os últimos episódios do governo Dilma Rousseff evocam esse golpismo num outro contexto, em que o Poder Judiciário substitui as Forças Armadas (desmoralizadas depois que a ditadura não resolveu a crise econômica do Brasil). Mesmo assim, semelhanças não deixam de existir.

O ex-presidente Lula, que chegou a fazer cerimônia de possa como ministro-chefe da Casa Civil - parceria invertida em relação a 2009, quando Lula era o presidente e Dilma chefiava a Casa Civil - , foi impedido por liminar com a mesma histeria que a direita política de 1961 teve quando reagiu à garantia da Constituição de 1946 de empossar o vice-presidente João Goulart depois da renúncia de Jânio Quadros.

Curiosamente, Lula dá discursos triunfalistas nas manifestações contra o impeachment como Jango deu na Central do Brasil em 1964. Por ironia, o então presidente da UNE que estava ao lado de João Goulart naquele comício é hoje um dos mais ácidos opositores de Lula e Dilma, o tucano José Serra, hoje senador pelo PSDB paulista, que foi derrotado por Lula na campanha presidencial de 2002.

Se, a partir do próximo domingo, for aprovado o pedido de impeachment de Dilma Rousseff, o vice-presidente, Michel Temer, passará a ser presidente em exercício enquanto a sentença definitiva para o impedimento não for aprovada.

Com isso, Temer fará um governo semelhante ao que Tancredo Neves fez como primeiro-ministro: conciliador, porém mais próximo do conservadorismo do que do reformismo social. O que pode ser o fim do ciclo do PT na liderança política nacional.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

RADIALISMO ROCK: TUDO ERRADO HOJE


Por Alexandre Figueiredo

O quadro do radialismo rock vive uma situação surreal. No Rio de Janeiro, parece roteiro de filme de Luís Buñuel: uma rádio pop, que foi pioneira numa linguagem e num estilo, a Rádio Cidade, pretende comemorar 40 anos de existência renegando sua própria história original.

O surrealismo está no fato de que a Rádio Cidade quer ser reconhecida como "rádio de rock", sem ter vocação nem competência para o estilo. Além do mais, a equipe de radialistas não tem especialização no rock, sendo composta de radialistas pop que estavam na Cidade quando usava a franquia Jovem Pan e cujo coordenador é um DJ popularesco vindo da extinta Beat 98.

A grade de programação da Rádio Cidade não abrange tendências do rock, sendo apenas programas de hit-parade disfarçados ou clones muito mal-dissimulados do Pânico da Pan (humorístico da Jovem Pan FM, que ganhou versão televisiva hoje chamada Pânico na Band). Uma das atrações de um dos programas é o futebol, esporte sem relação alguma com a cultura rock.

A Rádio Cidade hoje é o foco de pretensão, depois que outra rádio canastrona, a 89 FM de São Paulo, não conseguiu esconder sua simbiose com a Jovem Pan FM, com o coordenador Tatola Godas - que se autoproclamava "punk" - tendo um olho em Tutinha (Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho, dono da JP) e outro nos roqueiros Lobão e Roger (Ultraje a Rigor). Em ambos os casos, focos de reacionarismo ideológico.

Em ambas, o que se nota é que se fez tudo errado no radialismo rock. Os mais novos não conseguem perceber isso, porque não vivenciaram as rádios de rock originais, que tinham um repertório abrangente, uma grade de programação que tivesse programas de rock e não os top 10, 20 ou 40 roqueiros e locutores que falassem sem afetação nem gracinhas e nem voz de maricas como se notam nas "rádios rock" de hoje.

Em outros tempos, no Sudeste, uma década antes da Fluminense FM (RJ) e 97 Rock (SP), tinha rádios realmente alternativas de rock que adotavam uma postura sóbria e abrangente. Em Niterói, houve a Federal AM (760 khz), de sintonia sofrível mas programação impecável, que, depois de se encerrar, transferiu seus estúdios para o Rio de Janeiro e se transformou na Manchete AM.

Além da Federal, havia a Eldorado FM, ou Eldo Pop (98,1 mhz), no Rio de Janeiro, e Excelsior FM (90,5 mhz), em São Paulo, frequências hoje ironicamente ocupadas por emissoras de programação tipo AM.

A Eldo Pop era coordenada por Nilton Duarte, o Big Boy da Mundial AM, que preferiu não colocar locução na rádio roqueira. A emissora tinha apenas vinhetas e os ouvintes tinham que se virar para identificar as músicas. Mas valia a pena, pois a programação era de primeira e investiu numa abordagem ampla do rock dos anos 60 e 70.

A Excelsior fazia a sua parte, sob coordenação do jornalista Maurício Kubrusly. Conhecida como "A Máquina do Som", a emissora divulgava as tendências alternativas dos anos 1970, mantendo os ouvintes paulistas a par do que ocorria fora da mesmice do hit-parade.

Através desses três exemplos, observa-se que o radialismo rock autêntico não se constitui em um mero cardápio de "sucessos musicais", humorísticos tolos, locutores engraçadinhos que constrangem até quando não fazem gracinhas.

Da mesma forma, o radialismo rock não é coisa de "aventureiros" radiofônicos, mas de gente com muito conhecimento de causa e muito conhecimento de rock, com segurança para mostrar tanto coisas novas e antigas sem se limitar aos "grandes sucessos" e tornar assim a divulgação de artistas do rock bem mais interessante, instigante e renovadora.