domingo, 27 de março de 2016

VOLTAMOS!

INFELIZMENTE, NÃO DEU PARA TRAZER DAVID BOWIE DE VOLTA. ELE DISSE ADEUS, MESMO.

Voltamos. Seja para atender aos pedidos dos leitores, seja por causa do quadro de mediocrização cultural que se encontra hoje. Tentamos dar um norte, deixando o blogue para esclarecer as pessoas e, embora tenhamos um grande respaldo, ele é insuficiente para reverter o quatro lamentável dos nossos dias.

No meio do caminho, perdemos muitas pessoas brilhantes que contribuíram para as décadas de 50, 60 e 70. Hugo Carvana, João Ubaldo Ribeiro, Bárbara Heliodora, Antônio Abujamra, Luiz Carlos Miele, Marília Pera, David Bowie, Alan Rickman, Umberto Eco, Keith Emerson, Severino Filho (Os Cariocas) e Pierre Boulez, deixando o mundo órfão de mentes brilhantes de contribuições diversificadas.

Enquanto isso, o Brasil, pelo menos, sucumbe a uma avalanche de mediocrização cultural, que faz as pessoas ficarem tão burras que agora estão repetindo, de maneira caricata e grosseira, o surto reacionário dos opositores de João Goulart, em 1964, agora querendo a presidenta Dilma Rousseff fora do poder.

É o analfabetismo político, a ignorância histórica, que apenas refletem o cenário da bregalização da cultura popular, em que o povo pobre é tratado de maneira caricatural e grosseira e hoje está povoado de safadões e popozudas querendo enganar a rapaziada, e que no teatro temos a supremacia das franquias da Disney e das comédias americanizadas e, na literatura, a aberração dos "livros para colorir" ao lado das frivolidades de sempre (auto-ajuda, besteirol barato etc).

Pela ignorância das pessoas, a História se repete como uma farsa, vendo que, guardadas as diferenças de contexto, fatos históricos negativos se repetem de maneira ainda mais grosseira, o que faz com que pessoas imitassem os anos 50, 60 ou 70 pelo fato de não conhecer os erros dessas épocas.

A histeria contra a presidenta Dilma repete a histeria contra João Goulart em 1964. A bregalização cultural de hoje e o afastamento da MPB do grande público lembra o quadro de música brasileira dos anos do governo do general Emílio Médici, com a ressalva de que, pelo menos, o público universitário dos anos 1970 tinha em suas mãos uma cultura musical de qualidade. Hoje, nem isso.

Os retrocessos culturais do Brasil ainda encontram uma letargia da população porque a crise sócio-cultural acontece sem que as pessoas percebam o que realmente acontece. Pior: sem que elas se interessem em saber como ocorre essa crise.

Desta forma, voltamos para relembrar de coisas interessantes e retomar a proposta original de apresentar fatos e curiosidades das três décadas que as gerações mais jovens precisam conhecer. Sejam bem-vindos novamente, caros leitores!

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