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Mostrando postagens de Março, 2016

QUANDO UNIVERSITÁRIOS NÃO TINHAM MEDO DE MÚSICA DE QUALIDADE

O PIANISTA JOHNNY ALF TOCANDO COM SUA BANDA NO BECO DAS GARRAFAS, EM 1959.

Por Alexandre Figueiredo

É constrangedor que, nos dias de hoje, o gosto musical dos universitários seja tão indigente, só para usar uma expressão mais cordial. Ver que os jovens que cursam ou cursaram o ensino superior se inclinam à música brega-popularesca, numa época em que até mestrandos e doutorandos fazem monografias tentando "folclorizar" o jabaculê musical das rádios, é preocupante.

Afinal, em outros tempos o público universitário tinha um gosto musical mais apurado. E isso se tornou bem claro entre os anos 1950 e 1970, quando as universidades tinham fama de grandes redutos de cultura autêntica, resultado tanto de pesquisas quanto de curiosidades dos estudantes.

No final da década de 1950, pelos idos de 1958 e 1959, universidades no Rio de Janeiro e São Paulo se tornaram grandes redutos da Bossa Nova, o polêmico estilo musical cujos detratores acusavam de ser cópia do jazz estadunidense ou de s…

LIVROS PARA COLORIR SERIAM ARTIGO DO FEBEAPÁ?

Por Alexandre Figueiredo

O mercado literário brasileiro está uma piada. Literatura analgésica e anestesiante. Ao que se saiba, a missão do livro de transmitir Conhecimento para as pessoas foi deixado de lado. As pessoas preferem obras que "divirtam" e "relaxem", no primeiro caso as obras de besteirol mais vazio de conteúdo, no segundo caso obras de auto-ajuda mística e deslumbramento religioso.

2015 é considerado um dos piores anos do mercado literário, e prova que o brasileiro até está comprando mais livros, mas a qualidade das obras obtidas é muito, muito inferior. Lá fora, autores como Umberto Eco são verdadeiras "feras" que conseguem furar o bloqueio do comercialismo e figurar entre os mais vendidos.

Mas no Brasil Umberto Eco nunca passaria de um blogueiro com pouco mais de uns cinco seguidores, publicando textos que, num dia, mal conseguem obter uns quinze leitores, dois deles concordando e apoiando suas linhas de raciocínio, o resto lendo mal e pro…

VOLTAMOS!

INFELIZMENTE, NÃO DEU PARA TRAZER DAVID BOWIE DE VOLTA. ELE DISSE ADEUS, MESMO.

Voltamos. Seja para atender aos pedidos dos leitores, seja por causa do quadro de mediocrização cultural que se encontra hoje. Tentamos dar um norte, deixando o blogue para esclarecer as pessoas e, embora tenhamos um grande respaldo, ele é insuficiente para reverter o quatro lamentável dos nossos dias.

No meio do caminho, perdemos muitas pessoas brilhantes que contribuíram para as décadas de 50, 60 e 70. Hugo Carvana, João Ubaldo Ribeiro, Bárbara Heliodora, Antônio Abujamra, Luiz Carlos Miele, Marília Pera, David Bowie, Alan Rickman, Umberto Eco, Keith Emerson, Severino Filho (Os Cariocas) e Pierre Boulez, deixando o mundo órfão de mentes brilhantes de contribuições diversificadas.

Enquanto isso, o Brasil, pelo menos, sucumbe a uma avalanche de mediocrização cultural, que faz as pessoas ficarem tão burras que agora estão repetindo, de maneira caricata e grosseira, o surto reacionário dos opositores de João…