AOS 69 ANOS, MORRE O ATOR JOSÉ WILKER, VÍTIMA DE INFARTO


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: É chocante a notícia do falecimento repentino do ator José Wilker, uma das figuras mais dinâmicas, joviais e atuantes do cenário da atuação. Profundo conhecedor de cinema, ele ainda teve, no passado, a militância no CPC da UNE, quando se preparava para sair do Ceará, seu Estado de origem, para a então Guanabara.

Wilker era conhecido por uma porção de trabalhos, que incluíram o personagem de Dias Gomes, Roque Santeiro, e figuras históricas como o justiceiro Tenório Cavalcanti e o líder da Revolta de Canudos, Antônio Conselheiro. Também interpretou o ex-presidente Juscelino Kubitschek, participou de filmes como Bye Bye Brasil e Dona Flor e Seus Dois Maridos e uma de suas últimas atividades foi fazer a locução de um comercial dos Correios.

Wilker também era diretor de cinema e teatro e eventual autor de textos. Uma figura dessas vai fazer falta ao nosso país, cada vez mais marcado pela mediocridade. Retificamos a informação do texto original, que creditou 66 anos a idade final do ator, quando ele faleceu com 70 incompletos, ou seja, ainda com 69 anos.

Aos 69 anos, morre o ator José Wilker, vítima de infarto

Do Portal Terra

Morreu na manhã de sábado (5) o ator José Wilker, aos 69 anos vítima de um infarto fulminante. Ele estava em sua casa, no Rio de Janeiro.

Natural de Juazeiro do Norte, no Ceará, mudou-se para o Rio de Janeiro aos 19 anos. Estreou em novelas em 1971, em Bandeira 2, de Dias Gomes, na Rede Globo. A partir daí viveu personagens marcantes, como o protagonista da novela Anjo Mau (1976), de Cassiano Gabus Mandes. Fez muito sucesso com a novela Roque Santeiro (1985), na qual deu vida ao personagem central da trama homônima, ao lado de Regina Duarte e Lima Duarte, escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva.

Dirigiu boa parte dos episódios de Sai de Baixo, exibido também na Rede Globo, entre 1997 e 2002. Ainda na televisão interpretou personagens memoráveis como Giovanni Improtta, na novela Senhora do Destino, onde bordões como “felomenal” e “o tempo ruge e a Sapucaí é grande” ganharam a boca do público. Na minissérie JK, deu vida ao ex-presidente Juscelino Kubitsheck, e em 2012 voltou a ser dono de outro bordão marcante, o “vou lhe usar”, usado por Jesuíno Mendonça, em Gabriela. Seu último papel na TV foi na novela Amor à Vida, em 2013, onde interpretou o médico Herbert.

No cinema, Wilker também teve destaque com papéis como Tiradentes, no filme Os Inconfidentes, em 1972, foi Vadinho, em Dona Flor e Seus Dois Maridos, de 1976; viveu o político Tenório Cavalcanti de O Homem da Capa Preta, em 1986 e Antônio Conselheiro, de Guerra de Canudos, em 1997. Também participou dos filmes Xica da Silva e Bye Bye Brasil, ambos de Cacá Diegues.

Amante de cinema tinha aproximadamente quatro mil fitas em casa, era comentarista oficial da premiação do Oscar, na Rede Globo, além de escrever uma coluna semanal sobre o assunto no Jornal do Brasil, e apresentar o programa Palco & Plateia, no Canal Brasil.

José Wilker deixa duas filhas, Marina, de seu relacionamento com a atriz Renée de Vielmond, Isabel, com a atriz Mônica Torres, e Madá, do casamento com a jornalista Claudia Montenegro. Também foi casado com a atriz Guilhermina Guinle. 

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