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MORRE AOS 93 ANOS A EX-VEDETE DO TEATRO DE REVISTA VIRGÍNIA LANE


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Os teatros de revista eram comédias teatrais popularíssimas, que incluíam muitos números musicais, com um grande coral e muitos dançarinos. As moças que atuavam e cantavam em coro eram chamadas "coristas". E durante muito tempo essas peças eram certeza de lotação absoluta.

De Carlos Machado a José Vasconcellos, muitas peças do teatro de revista - jocosamente chamadas de teatro rebolado - fizeram sucesso no Brasil dos anos 40, 50 e no começo dos anos 60. Depois, a moda passou e seu teor humorístico migrou para os humorísticos populares de TV. Uma dessas vedetes, Virgínia Lane, faleceu hoje aos 93 anos, de infecção urinária.

Morre aos 93 anos a ex-vedete do teatro de revista Virginia Lane

Da Agência Brasil

Morreu nesta segunda-feira (10), no município de Volta Redonda, no sul do Rio de Janeiro,  a ex-vedete Virginia Lane, que estava internada desde o último dia 2 no CTI do Hospital São Camilo, devido a uma grave infecção urinária. Segundo as primeiras informações, ela morreu por falência múltipla dos órgãos. 

A prefeitura de Piraí, onde a ex-vedete morava desde o início da década de 1970, já está providenciando  o serviço funerário. O corpo será embalsamado em Volta Redonda, de onde irá para Piraí. Em Piraí, ela receberá homenagem durante duas horas, na Câmara de Vereadores local. Dali, o corpo da artista será levado para o Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, antes de seguir para o Cemitério do Caju, também na capital do Estado, onde será enterrado nesta terça-feira (11), no jazigo da família.

O coordenador da Casa de Cultura de Piraí, Hudson Valle, disse à Agência Brasil que o prefeito, Luiz Antonio da Silva Neves, decretou luto oficial de três dias.

Virginia Lane, nome artístico de Virginia Giaccone, nascida no Rio em 28 de fevereiro de 1920, atingiu o auge de sua carreira no início da década de 1950. Durante quatro anos consecutivos, ela estrelou nos teatros da Praça Tiradentes, no centro do Rio, revistas musicais produzidas por Walter Pinto.

Um desses espetáculos, intitulado Seu Gegê - uma referência ao então presidente Getúlio Vargas -, valeu à atriz o título de "A Vedete do Brasil", dado pelo próprio presidente. Anos mais tarde, Virginia Lane contou, em diversas entrevistas concedidas à imprensa, que manteve um relacionamento amoroso durante dez anos com Getúlio Vargas.

O início da carreira de Virginia, no entanto, ocorreu bem antes, em 1935, na Rádio Mayrink Veiga, no programa Garota Bibelô, apresentado por César Ladeira. Em 1943, ela trabalhou como corista no Cassino da Urca, onde foi também crooner - cantor ou cantora principal de uma orquestra popular - e dançarina, atuando com as orquestras de Carlos Machado, Tommy Dorsey e Benny Goodman.

Famosa como vedete do teatro de revista, Virginia Lane gravou em 1951, para o Carnaval, a marchinha Sassaricando, de Luis Antonio. O sucesso foi tanto que a música acabou mudando o nome da revista Jabaculê de Penacho, que ela estrelava na ocasião, e deu origem à expressão maliciosa "sassaricar".

A marchinha é cantada até hoje pelos foliões durante o Carnaval. Desde 2007, está em cartaz nos teatros do Rio com o musical Sassaricando, de Sergio Cabral e Rosa Maria Araújo, que resgata a importância das marchinhas para o Carnaval carioca. 

Virginia Lane atuou também em 37 filmes, principalmente musicais e chanchadas das companhias cinematográficas Cinédia e Atlântida, nos anos 1940 e 1950. Na televisão, participou de programas na TV Tupi, na mesma época do teatro de revista, e mais recentemente, em 2005, integrou o elenco, ao lado de outras ex-vedetes, da novela Belíssima, da TV Globo.

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