segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

BÁRBARA HELIODORA DEIXA O JORNALISMO TEATRAL DIÁRIO

  

A jornalista Bárbara Heliodora, especialista em crítica teatral, anunciou sua aposentadoria dos textos diários. A jornalista, que desde 1990 trabalhava em O Globo, agora se limita a fazer contribuições esporádicas, já que está com 90 anos de idade, completos em 29 de agosto do ano passado.

Apesar da idade avançada e dos eventuais problemas de saúde, Bárbara, nascida Heliodora Carneiro de Mendonça, não permanecerá inativa. Ela, que é professora aposentada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), se dedicará a sua outra atividade notável, a de tradutora de livros.

Em atividade desde 1957, Bárbara Heliodora começou a carreira profissional na Tribuna da Imprensa.Teve passagem também pela revista Visão e pelo Jornal do Brasil. É membro do Círculo Independente de Crítica Teatral e contribuiu, com seu estilo, para a modernização do texto da crítica teatral.

Foi diretora do Serviço Nacional do Teatro, entre 1964 e 1967, e sua experiência como professora inclui cursos de graduação e pós-graduação em diversas universidades, como a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Uni-Rio) e a Universidade de São Paulo (USP). Um de seus livros, A Expressão Dramática do Homem Político em Shakespeare, se originou de uma tese de doutorado pela USP.

A crítica teatral testemunhou várias fases do teatro nacional e internacional nos últimos 55 anos. Viu encenarem no palco atores já falecidos como Laurence Olivier, Cacilda Becker, Cleyde Yáconis, Paulo Autran, Sérgio Brito e Ítalo Rossi.

Bárbara é conhecida pelo extremo rigor com que avaliava as peças de teatro, o que causava muita polêmica por suas críticas enérgicas que geraram até desafetos. Uma das últimas peças que receberam avaliações severas foi uma de autoria de outro colunista de O Globo, Artur Xexéo, Zé Trindade - A Última Chanchada, sobre o famoso comediante e cantor.

No lugar da coluna de Bárbara Heliodora em O Globo, entra outro crítico teatral experiente, Macksen Luiz, em atividade desde 1968 e que teve passagens nos periódicos Opinião, Isto É e a extinta revista Bravo, da Editora Abril.

Macksen teve passagem também no Jornal do Brasil. A própria Bárbara e seu sucessor se encontraram para conversar e passar, ainda que com certa informalidade, o cargo deixado pela crítica teatral. Esta semana Macksen começa a analisar peças teatrais.

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