terça-feira, 28 de janeiro de 2014

MORRE AOS 94 ANOS PETE SEEGER, ÍCONE DA MÚSICA FOLK


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: A importância do cantor e músico folk Pete Seeger é tanta que ele já liderava uma cena do gênero nos EUA, nas décadas de 1940 e 1950, e ele se tornou influência decisiva na revitalização do estilo musical nos anos 60.

Só três exemplos comprovam isso, como o caso do grupo The Tokens, que em 1961 popularizou a canção do pouco conhecido compositor africano Solomon Linda, "Wimoweh", reintitulada como "The Lion Sleeps Tonight". A música foi difundida nos EUA por Pete Seeger, que era amigo de Solomon.

Seeger também influenciou o cantor Bob Dylan no começo da carreira e uma canção de Seeger, "Turn! Turn! Turn!", baseada no Livro dos Eclesiastes, foi gravada pelo grupo de folk rock The Byrds.

Morre aos 94 anos Pete Segeer, ícone da música folk

Da Agência EFE

O cantor, pesquisador e compositor de música folk Pete Seeger, considerado como uma das principais figuras desse gênero musical e um ativista dos direitos humanos, morreu em Nova York aos 94 anos, segundo informaram nesta terça-feira (28) diferentes veículos da imprensa dos Estados Unidos.

A morte, ocorrida ontem no New York-Presbyterian Hospital, onde permanecia internado há uma semana, ocorreu "por causas naturais", de acordo com o que disse seu neto, Kitama Cahill Jackson, ao New York Times.

A carreira de Seeger, para quem a música folk tinha um sentido comunitário e era um veículo de ação política, o levou do top dez da música no rádio aos auditórios dos festivais de folk e do seu desprezo pelo Congresso à atuação no Memorial de Lincoln no concerto inaugural em homenagem a Barack Obama.

Cantou para o movimento operário, em defesa dos direitos civis e contra a guerra do Vietnã, apoiou a luta pelo meio ambiente e protestou contra as campanhas belicistas.

Foi mentor de jovens que começavam no folk, como Bob Dylan, Don McLean e Bernice Johnson Reagon; Bruce Springsteen cantou suas canções no álbum We Shall Overcome: The Seeger Sessions (2006), e com Woody Guthrie fez This Land Is Your Land.

Seu 90º aniversário foi celebrado no Madison Square Garden com um concerto no qual Springsteen o apresentou como "um arquivo vivo da música americana e de sua consciência, um testamento do poder da canção e da cultura".

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

MORRE MÁRCIO AUGUSTO ANTONUCCI, CANTOR DE OS VIPS

A DUPLA OS VIPS EM GRAVAÇÃO DE ESTÚDIO, EM 1966. MÁRCIO É O DA ESQUERDA NA FOTO.

COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: O cantor Márcio Augusto Antonucci, que formava os Vips ao lado do irmão Ronaldo Luís, era também um produtivo e dedicado diretor musical de emissoras de TV.

Por sua vez, os Vips eram um dos nomes mais populares da Jovem Guarda, com vários sucessos de lavra própria, composições alheias ou versões de canções dos Beatles. O grupo chegou a se apresentar, nos últimos anos, ao lado de outros ídolos da JG.

Uma curiosidade é que o nome da dupla foi inspirado no título original do filme britânico Gente Muito Importante (The Vips), de 1963, estrelado por Richard Burton e Elizabeth Taylor.

Morre cantor da dupla de rock Os Vips

Márcio Augusto Antonucci fez muito sucesso durante a Jovem Guarda, nos anos 60

Do Portal R7

O cantor, compositor e produtor musical Márcio Augusto Antonucci morreu na manhã desta segunda-feira (20), aos 69 anos.

O artista estava internado desde a semana passada com uma forte pneumonia, na UTI do hospital do município de Angra dos Reis, no Rio, onde morava.  O quadro médico de Márcio se agravou e ele teve complicações com uma infecção generalizada.

Pelo Facebook, a ex-mulher e cantora Lilian Knapp (da dupla Leno e Lilian) lamentou a notícia. 

— Amigos..... O Márcio foi embora.... muito triste....

Um dos três filhos do cantor, Bruno Antonucci também usou a rede social para conversar com os fãs.

— É com muito pesar que informo que o meu pai, ídolo e amigo nos deixou hoje pela manhã. Como disse nos últimos dias, o quadro dele estava estável, porém, hoje, esse quadro mudou. Peço a todos que respeitem esse momento pelo qual toda a família esta passando. Entendo que meu pai foi um ídolo, um “muso” para muitos, mas peço a compreensão de todos. Eu amo e sempre vou te amar. Meu pai foi a minha inspiração para ser o melhor homem que eu posso ser.

Ainda não foram divulgadas informações sobre o velório e sepultamento do compositor.

História

Ao lado do grupo Os Vips, nos anos 60, Márcio e o irmão Ronald fizeram sucesso com hits como A Volta, Emoção, Coisas que Acontecem, Menina Linda, Largo Tudo e Venho te Buscar, entre outros. 

Em 1976, a dupla se separou e Márcio se tornou produtor da gravadora Som Livre. 

Já em 1995, foi lançado um CD com 29 artistas que fizeram fama durante a Jovem Guarda. Encabeçado pelos Vips, o disco comemorou 30 anos do movimento musical e vendeu 3 milhões de cópias. 

Márcio trabalhou na Globo, SBT e foi diretor musical da Record.

sábado, 11 de janeiro de 2014

MORRE ARIEL SHARON, EX-PREMIÊ DE ISRAEL E GENERAL DA OCUPAÇÃO


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Ariel Sharon, falecido depois de oito anos em regime vegetativo, era um típico exemplo da política de Israel como um "país cliente" dos Estados Unidos, para usar uma definição do pensador Noam Chomsky.  O ex-primeiro ministro israelense fez sua carreira promovendo o massacre e a opressão do povo palestino e a defesa da intervenção norte-americana nas reservas econômicas no Oriente Médio.

Morre Ariel Sharon, ex-premiê de Israel e general da ocupação

Por Moara Crivelente - Portal Vermelho


Ariel Sharon, ex-premiê e militar israelense, morreu neste sábado (11), aos 85 anos de idade. Em coma havia oito anos devido a um derrame cerebral, a piora do seu estado de saúde, nas últimas semanas, vinha resultando na publicação de diversos artigos sobre o seu papel na criação do Estado de Israel e na política recente do país. Neste sentido, sua ação fundamental sobre o conflito e a ocupação da Palestina é ressaltada.

Jornais israelenses falam do "fim de uma era” política de firmeza. Mas Sharon ficou conhecido pelo mundo também pela provocação na ignição da Segunda Intifada – levante árabe contra a ocupação, em 2000 – e no massacre de palestinos e libaneses nos campos de refugiados de Sabra e Chatila, no Líbano, entre as várias guerras das quais participou ativamente.

Para o jornalista e editor do Portal Vermelho, José Reinaldo Carvalho, "com a morte de Ariel Sharon desaparece um dos piores verdugos do povo palestino. Uma vida inteira dedicada ao genocídio, à política de ocupação, a massacres, ao expansionismo do Estado pária de Israel. Infelizmente, Sharon sobrevive na estratégia e ações da mesma natureza do regime sionista".

Exemplos do seu envolvimento em incontáveis episódios de violência e crimes de guerra não faltam. Em Sabra e Chatila, apesar de a extrema-direita libanesa ser autora direta dos ataques, Sharon, que era então ministro da Defesa, foi considerado pessoalmente responsável, inclusive pela Corte Suprema de Israel, já que a área estava sob a ocupação israelense, devido à invasão de 1982. Analistas consideram ainda que a negligência foi consciente e intencional, e que o massacre contou com a coparticipação israelense.

Mas a história de Sharon como militar tem início muito antes disso. Em 1942, aos 14 anos de idade, ele integrou a Gadna, um batalhão da juventude judia, e depois o Haganah, um grupo paramilitar judeu criado para a defesa das colônias judias, mas que combatia os britânicos e os árabes da região. O Haganah foi o precursor militar das forças armadas atuais, chamadas “Forças de Defesa de Israel” (FDI).

Sharon foi comandante do Exército israelense desde a sua criação como tal, em 1948, e participou da guerra que Israel chama de “luta pela independência” – contra o Mandato Britânico que então controlava a região – e que massacrou centenas de milhares de palestinos, forçando outros milhares a refugiarem-se nos países vizinhos ou em outros continentes.

Depois, também foi proeminente nas guerras de agressão de Israel contra o Egito, em 1956, contra diversos vizinhos árabes e os palestinos, na Guerra dos Seis Dias de 1967 e, outra vez, na Guerra do Ramadã, ou do Yom Kippur, de 1973, além da própria guerra de 1982 contra o Líbano. São trajetos que ele fez como general e como ministro da Defesa.

Pela carreira política-militar, vista como a de um feroz combatente por muitos israelenses, Sharon foi apelidado de “Rei de Israel”, ou “Leão de Deus”. Após aposentar-se do Exército, ele filiou-se ao partido Likud, ou “A Consolidação”, em hebraico, de direita – o mesmo ao qual pertence o atual ministro, Benjamin Netanyahu, e que tinha ajudado a fundar, na década de 1970. Foi ministro de vários governos, até ser eleito primeiro-ministro, em 2001. Ocupou o cargo até 2006, quando sofreu um derrame cerebral e ficou em estado vegetativo, mas observadores da época dizem que suas chances de vencer a reeleição eram altas.

Enquanto ainda concorria ao cargo de premiê, Sharon visitou a Esplanada das Mesquitas, onde fica a importante Al-Aqsa, que vários grupos israelenses pretendem destruir para que se construa o Terceiro Templo judeu. A visita de Sharon foi considerada uma provocação pelos muçulmanos e pelos palestinos em específico, que se manifestaram contrariamente, mas foram reprimidos pelas tropas israelenses com munição letal. O episódio contribuiu significativamente para a eclosão da Segunda Intifada, em 2000, contra a ocupação israelense.

Sharon foi responsável por mais violência, neste período. Um dos eventos mais conhecidos foi a chamada Batalha de Jenin, quando tropas israelenses invadiram o campo de refugiados desta região, na Cisjordânia. Muitos palestinos foram mortos em confrontos com as tropas de Israel, apesar da resistência das brigadas organizadas.

No contexto das esparsas negociações com os palestinos, Sharon foi responsável também pela retirada das colônias judias do interior da Faixa de Gaza, em 2005, mantendo o território sob um bloqueio militar extremo, entretanto. A medida causou desavenças no interior do Likud, e o então premiê deixou o partido para formar o Kadima, ou “Adiante”, que ficou classificado de “centrista”, ao qual é filiada a atual ministra da Justiça responsável pelas atuais negociações com a Autoridade Palestina, Tzipi Livni. Assim como a maior parte dos grupos políticos de Israel, tanto o Likud quanto o Kadima classificam-se como sionistas, ideologia colonialista em que se baseia o Estado de Israel.

A retirada da Faixa de Gaza – acordada através do chamado “Mapa para a Paz”, resultado de uma proposta mediada pelos Estados Unidos, pela Rússia e pela União Europeia, em 2003 – foi vista por muitos analistas como uma concessão estratégica, uma vez que, entre outras coisas, Israel deixava de ser “responsável”, como ocupante - condição que o governo não reconhece -, por mais de um milhão de palestinos no território. Ainda assim, nas negociações, Sharon dizia que planejava aceitar, “no futuro”, a consolidação do Estado da Palestina. Entretanto, ao mesmo tempo em que retirou 8.000 colonos de Gaza, levou cerca de 500.000 para a Cisjordânia.

Em 2005, uma pesquisa de opinião conduzida pelo jornal de direita Yiedioth Aharanoth revelava que a maioria dos israelenses considerava Sharon uma das figuras mais importantes da história política israelense, e foi votado como “o oitavo maior israelense de todos os tempos”.

De acordo com a agência palestina de notícias Ma’an, muitos israelenses lembram Sharon como um estadista controverso, mas firme, que liderou o país com um punho de ferro por tempos difíceis. Já para os palestinos e outros povos árabes, que o apelidaram de “a escavadeira”, Sharon é lembrado pelo seu envolvimento e liderança nos massacres em vários países e pelo seu papel na repressão do movimento nacional palestino durante décadas.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

BÁRBARA HELIODORA DEIXA O JORNALISMO TEATRAL DIÁRIO

  

A jornalista Bárbara Heliodora, especialista em crítica teatral, anunciou sua aposentadoria dos textos diários. A jornalista, que desde 1990 trabalhava em O Globo, agora se limita a fazer contribuições esporádicas, já que está com 90 anos de idade, completos em 29 de agosto do ano passado.

Apesar da idade avançada e dos eventuais problemas de saúde, Bárbara, nascida Heliodora Carneiro de Mendonça, não permanecerá inativa. Ela, que é professora aposentada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), se dedicará a sua outra atividade notável, a de tradutora de livros.

Em atividade desde 1957, Bárbara Heliodora começou a carreira profissional na Tribuna da Imprensa.Teve passagem também pela revista Visão e pelo Jornal do Brasil. É membro do Círculo Independente de Crítica Teatral e contribuiu, com seu estilo, para a modernização do texto da crítica teatral.

Foi diretora do Serviço Nacional do Teatro, entre 1964 e 1967, e sua experiência como professora inclui cursos de graduação e pós-graduação em diversas universidades, como a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Uni-Rio) e a Universidade de São Paulo (USP). Um de seus livros, A Expressão Dramática do Homem Político em Shakespeare, se originou de uma tese de doutorado pela USP.

A crítica teatral testemunhou várias fases do teatro nacional e internacional nos últimos 55 anos. Viu encenarem no palco atores já falecidos como Laurence Olivier, Cacilda Becker, Cleyde Yáconis, Paulo Autran, Sérgio Brito e Ítalo Rossi.

Bárbara é conhecida pelo extremo rigor com que avaliava as peças de teatro, o que causava muita polêmica por suas críticas enérgicas que geraram até desafetos. Uma das últimas peças que receberam avaliações severas foi uma de autoria de outro colunista de O Globo, Artur Xexéo, Zé Trindade - A Última Chanchada, sobre o famoso comediante e cantor.

No lugar da coluna de Bárbara Heliodora em O Globo, entra outro crítico teatral experiente, Macksen Luiz, em atividade desde 1968 e que teve passagens nos periódicos Opinião, Isto É e a extinta revista Bravo, da Editora Abril.

Macksen teve passagem também no Jornal do Brasil. A própria Bárbara e seu sucessor se encontraram para conversar e passar, ainda que com certa informalidade, o cargo deixado pela crítica teatral. Esta semana Macksen começa a analisar peças teatrais.

sábado, 4 de janeiro de 2014

PIONEIRO DO FOLK ROCK, MORRE PHIL EVERLY, DOS EVERLY BROTHERS

PHIL EVERLY (DIREITA) E SEU IRMÃO DON, DA DUPLA EVERLY BROTHERS.

Um dos pioneiros do folk rock, a dupla norte-americana The Everly Brothers, perdeu um de seus integrantes. Aos 75 anos incompletos, faleceu, na última sexta-feira, por doença pulmonar, um dos dois cantores-guitarristas, Phil Everly, que fez muito sucesso ao lado do irmão Don (dois anos mais velho), por conta de sua excelente harmonia vocal e suas brilhantes melodias.

Os Everly Brothers fizeram muito sucesso entre o final da década de 1950 e o começo da de 1960, mais precisamente entre 1958 e 1963, tendo sido um dos nomes mais populares da música internacional mediante um período de crise do rock'n'roll dos anos 50.

Várias canções marcaram a carreira da dupla: "Bye Bye Love", "All I Have to do is Dream", "Cathy's Clown", "Til' I Kissed You", "Wake Up Little Susie", "Man With Money", "Crying in the Rain", entre tantas outras.

O grupo era pioneiro do folk rock, com suas músicas que, dentro do vigor jovial do rock'n'roll, eram fortemente influenciadas pela música country, a canção caipira dos EUA. Algumas fontes na época apostavam nos Everly Brothers entre os que poderiam renovar o rock'n'roll dos anos 50, que passava por um período de acomodação, diluição e até tragédias (como as de Buddy Holly e Eddie Cochran, nomes considerados promissores).

Ao longo do tempo, algumas músicas consagradas ou compostas pelos Everly Brothers foram gravadas por outros artistas:

- "Man With Money" teve uma versão do grupo inglês The Who numa apresentação na rádio BBC, de Londres;

- "Wake Up Little Susie" foi tocada por Simon & Garfunkel na apresentação da dupla, fortemente influenciada pelos irmãos Everly, no Central Park de Nova York em 1981.

- "Crying in The Rain", composição de Carole King e Gerry Goffin, foi gravada em 1990 pelo grupo de tecnopop norueguês A-ha.

- "All I Have to do is Dream" foi gravada como um lado B de compacto pelo grupo R. E. M..

- O álbum da dupla Songs Our Daddy Taught Us, de 1958, foi todo regravado em um tributo formado pelo vocalista e guitarrista do Green Day, Billy Joe Armstrong, e pela cantora, guitarrista e pianista Norah Jones, intitulado Foreverly e lançado no ano passado.

A dupla ainda fazia apresentações ao vivo até o ano passado, depois de um período de inatividade entre os anos 70 e 80. Sua música inspirou nomes como Beatles, Beach Boys, Hollies e Byrds, além dos acima citados, mas pode ser notado até mesmo em nomes mais contemporâneos como The LA's.