sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

REGINALDO ROSSI NÃO SE ACHAVA UM "ARTISTA SÉRIO"


Por Alexandre Figueiredo

Um dos nomes da música brega que não merece tantas críticas é o recém-falecido Reginaldo Rossi. Ele, ao lado de alguns outros - como Sidney Magal, por exemplo - , tinham a despretensão que a maioria dos ídolos bregas, neo-bregas e pós-bregas não tem.

Nota-se que, nos últimos anos, estimulada pela blindagem intelectual ferrenha, a música brega e seus derivados (inclusive a "moderna" axé-music e o "arrojado" "funk") foram tomados de um surto de pretensiosismo extremo, às custas da falsa imagem de "vítimas de preconceitos" e do mau humor que seus "artistas" despejavam nos depoimentos à imprensa.

Ingratos, esses ídolos, em vez de expressar alguma gratidão a alguém pelo seu sucesso, resmungavam ou choramingavam só porque não eram vistos como "artistas sérios" nem eram incluídos no primeiro time da MPB.

Por sorte, a quase totalidade do brega-popularesco tinha a solidariedade de um poderoso lobby de intelectuais, empresários e até mesmo do apoio explícito mas quase nunca admitido (pela intelectualidade) dos barões da grande mídia, das "transnacionais" e do latifúndio, daí a criação de artifícios falsos para os breguinhas da hora parecerem "MPB" num dado momento da carreira.

Os bregas dos anos 70 e início dos anos 80 tentaram imitar o que a MPB mais acessível fazia através de intérpretes menores como Biafra e Hermes Aquino ou os de maior apelo comercial, como Guilherme Arantes e Joanna vide o verniz "emepebista" que envolveu nomes como Nahim, Adriana, Ângelo Máximo, José Augusto, Fernando Mendes, Dudu França e Markinhos Moura.

A partir da fusão das fórmulas de pasteurização da MPB dos anos 80 com a cosmética de luxo e pompa que cercou o brega através de Sullivan & Massadas, floresceu a geração neo-brega que marcou a década seguinte através de "sertanejos", "pagodeiros" e axézeiros que faziam brega misturado com pretensões pseudo-MPBistas.

E se os neo-bregas queriam parecer "sofisticados", logo depois, por volta do começo do século XXI, vieram os pós-bregas, que juntavam a vocação brega com uma gama de informações acumuladas, porém confusas e mal-trabalhadas, extraídas do mais básico da "cultura pop" pesquisada na Internet ou naquilo que a televisão e o rádio permitem que seja divulgado.

Daí que os pós-bregas queriam ser "vanguarda", da mesma forma que os neo-bregas com sua "MPB de mentirinha" queriam parecer "requintados", todos querendo algum vínculo à MPB, à "alta cultura", mesmo da forma mais retardatária, forçada e tendenciosa possível, mesmo com muitos covers de MPB feitos para disfarçar seus repertórios autorais sofríveis.

O que faz Reginaldo Rossi - e também Sidney Magal e Falcão, este tratando o brega como um verdadeiro espetáculo de humor - respeitável é que ele nunca quis estar no topo da MPB, não se achava no patamar de um Tom Jobim ou Chico Buarque, não fazia brega pensando que estava fazendo "MPB séria" e, além disso, tinha um excelente senso de humor que falta a um Odair José.

E já que citamos o cearense Falcão, vale acrescentar que o humorista, abominado pelo "semideus" da intelectualidade, "sua santidade papa" Paulo César Araújo, havia parodiado o pretensiosismo pseudo-emepebista dos bregas, através de um disco intitulado A Um Passo da MPB, lançado em 1997, no calor da pretensão dos neo-bregas dos anos 90 em fazer "MPB de mentirinha".

Mesmo muitas tendências e ídolos bregas risíveis - como a Banda Calypso, Grupo Molejo, É O Tchan, Psirico, Calcinha Preta e ritmos como arrocha, tecnobrega e "funk carioca" - tinham uma desesperada pretensão de parecerem sérios, de serem vistos como "MPB séria", mesmo não tendo sequer metade do talento necessário para isso.

Também se tornou constrangedor ver que nomes como os "pagodeiros" Péricles e Leandro Lehart - para não dizer o pedantismo de Alexandre Pires, Belo e Thiaguinho - ou "sertanejos" como Daniel e Leonardo, levarem tanto tempo para descobrirem que a MPB tem melhor reputação que o brega, tentando soar "emepebistas" de forma tardia e tendenciosa, depois de tanta breguice feita.

Reginaldo Rossi passou ao largo de tudo isso. E olha que ele fez parte da Jovem Guarda antes, da mesma forma que Odair José e Michael Sullivan (que era o Ivanilson dos Fevers). Mas Reginaldo não queria mudar o mundo, não se achava dono da MPB, não queria ser gênio visionário.

Se ele foi fazer brega, ele o fez numa boa. Da parte dele e seus semelhantes, o brega, sem se levar muito a sério e sem perseguir uma grandiloquência artística e um pretensiosismo artístico-cultural surreais, não incomodava a sociedade e também não ameaçava os espaços da MPB, que sob o pretexto da "diversidade cultural" perderia seus próprios espaços.

Daí ser vergonhoso o quanto os nomes do "funk", seja o "funk carioca", seja o "funk ostentação" ou o que vier, chegarem com um constrangedor discurso "ativista", chorando feito pretensas vítimas da sociedade, arrotando, até com certa arrogância e nervosismo, pretensiosismo extremo que os torna ainda mais chatos e insuportáveis.

Pode ser que Reginaldo Rossi não deixe muitas lacunas musicais, depois de sua morte. Mas deixa uma lição de humildade, despretensão e senso de humor que falta na quase totalidade do brega. Ele mesmo sabia que não iria mudar o mundo e não se achava um "artista sério".

Talvez Reginaldo Rossi tenha sido um dos poucos ídolos bregas que assumiram o verdadeiro sentido do brega: humorismo e diversão. Só isso.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

OS 70 ANOS DE KEITH RICHARDS


Meses depois de Mick Jagger, é a vez do outro membro fundador dos Rolling Stones, Keith Richards, completar 70 anos, mantendo sua trajetória como músico, ator e celebridade bastante controversa, mas admirável.

Keith Richards tem o típico espírito de rock'n'roll, tendo até cometido erros sérios e quase perdido a vida com as drogas que consumiu, mas que também o fez ser um músico respeitado e um artista ímpar, que com Mick Jagger produziu muitas das grandes canções da famosa banda inglesa.

Como guitarrista, Keith tem uma performance ágil, mas sem se preocupar com solos homéricos, mas com acordes vigorosos e eventuais solos econômicos dentro da escola do rhythm and blues (o verdadeiro, não o soul pasteurizado que roubou esse nome), sempre valorizando a melodia e a energia roqueira.

Keith quase sempre compartilhou seus acordes com outro guitarrista. No começo, Brian Jones, o membro fundador que faleceu depois de sair da banda em 1969, tinha essa função. Depois, Mick Taylor com seu estilo peculiar de tocar guitarra foi o seu parceiro. Desde 1975, Keith compartilha os acordes de guitarra com Ronnie Wood, ex-integrante do Jeff Beck Group.

Keith também é notável cantor, geralmente tendo uma faixa com ele nos vocais em cada álbum dos Rolling Stones. Neste caso, Mick às vezes aparece como vocalista de apoio, mas não toca instrumento nas faixas cantadas por Keith (Mick Jagger eventualmente toca guitarra, piano, percussão e gaita).

Com o tempo, o vocal de Keith até melhorou, ganhando a rouquidão que cai muito bem no rock de inspiração fortemente blues dos Rolling Stones. Além disso, Keith é bastante carismático e, como o restante da banda, é sempre um gigante nos palcos, lugar onde os Rolling Stones brilham com toda sua experiência.

Os Rolling Stones, pelo jeito, pretendem continuar. E a gente aqui deseja vida longa a todos os seus membros, sobretudo Keith neste dia do seu aniversário, e que ele e Mick Jagger continuem nos presenteando com grandes canções e sua banda nos brinde com ótimas performances.

Que Keith Richards, Mick Jagger e seus parceiros continuem dando uma lição de jovialidade e vigor na sua contribuição para a música rock'n'roll.

domingo, 15 de dezembro de 2013

MORRE AOS 81 ANOS PETER O'TOOLE, ATOR QUE FOI INDICADO AO OSCAR OITO VEZES


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE:  Faleceu na noite de ontem o ator Peter O'Toole, conhecido pelo papel de Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia), premiado filme de 1962. Ele trabalhou até o fim da vida, fazendo vários trabalhos recentes, principalmente o filme Troia (Troy), de 2004. Inglês, Peter O'Toole é considerado um dos mais talentosos atores de sua geração.

Ele havia terminado seu último filme, Katharine of Alexandria, e chegou a ser anunciado para trabalhar com Ben Kingsley no filme Mary.

Morre aos 81 anos Peter O´Toole, ator que foi indicado ao Oscar oito vezes

Do Portal Terra


Morreu, na noite de sábado (14), aos 81 anos, o ator Peter O´Toole, conhecido principalmente pelo papel de T. E. Lawrence no longa Lawrence da Arábia (1962) e de Eli Cross em O Substituto (1980). A morte foi confirmada ao site da britânica BBC pelo agente de O´Toole, neste domingo (15).

O ator figura na lista dos atores que mais vezes foram indicados ao Oscar. Foram oito no total, mesma quantidade de nomes como Al Pacino, Marlon Brando, Jack Lemmon e Geraldine Page.

No entanto, diferente deles, O´Toole é o único entre os recordistas que nunca recebeu um prêmio da Academia - foi apenas presenteado com um Oscar Honorário, pelo conjunto da obra, em 2003.

Além de O Substituto e Lawrence da Arábia, O´Toole foi indicado ao Oscar por suas atuações em Um Cara Muito Baratinado (1982), A Classe Governante (1972), Adeus, Mr. Chips (1969), O Leão no Inverno (1968) e Becket, O Favorito do Rei (1964). Ele ganhou no total quatro Globos de Ouro.

O ator deixa três filhos: Kate, Patricia e Lorcan.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

JANGO RECEBERÁ NOVO FUNERAL 37 ANOS APÓS MORTE


Por Alexandre Figueiredo

Nos exatos 37 anos em que se lembra seu falecimento, o ex-presidente João Goulart será enterrado com honras de chefe de Estado, após seus restos mortais terem sido levados a Brasília para perícia médica.

João Goulart sempre foi um político hostilizado pelas forças conservadoras. Era hostilizado também pelas autoridades norte-americanas, que sempre viram no político gaúcho um perigo para a prevalência dos interesses estadunidenses na política brasileira.

Apesar de ser um rico fazendeiro de São Borja, filho de Vicente Goulart, amigo de Getúlio Vargas - que sempre viu em Jango seu herdeiro político - , João Goulart tinha uma natural inclinação para as causas progressistas, tendo simplesmente duplicado o valor do salário mínimo, quando era ministro do Trabalho do segundo governo Vargas, em 1953.

Isso irritou os coronéis das Forças Armadas, que assinaram um manifesto contrário à medida, criando uma crise que fez Vargas destituir o amigo do ministério, a contragosto. A reação criaria uma oposição militar que, em 1964, tiraria Jango do poder.

Consta-se que João Goulart, cujo último ato político foi clandestino - o apoio, mesmo fora do Brasil, à campanha de redemocratização chamada Frente Ampla, liderada pelos antigos desafetos Juscelino Kubitschek e Carlos Lacerda, abortada pela ditadura em 1968 - , teria sido assassinado por envenenamento, durante um exame de rotina.

Jango tinha problemas cardíacos, vivia deprimido desde que foi expulso do poder em 1964. Mas isso não ocorria a ponto dele ter falecido por "causas naturais", e além disso Jango era uma figura que autoridades da CIA e as ditaduras latino-americanas associadas queriam eliminá-lo.

Acusado pela oposição por ser "manipulador de sindicatos", Goulart tinha uma vocação humanista que pode ter causado controvérsia ao deixar o poder em 1964 sem promover reação, mas ele o fez por não querer que brasileiros se sacrifiquem numa guerra contra as bem-equipadas tropas golpistas, que recebiam suporte das Forças Armadas estadunidenses.

Jango, nessa época, foi enterrado como um semi-anônimo, sem honras de chefe de Estado. Só agora ele receberá as homenagens, numa cerimônia que incluirá missa e discursos. A viúva Maria Teresa Goulart, seus filhos Denise e João Vicente (este presidente do Instituto João Goulart) e netos do ex-presidente estarão presentes na cerimônia.

Autoridades de São Borja e do Rio Grande do Sul farão homenagens e terão representantes no enterro. O governo gaúcho será representado pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Pedro Westphalen (PP). O governador Tarso Genro (PT) está em visita à China, curiosamente um dos países visitados por João Goulart durante a renúncia do então presidente Jânio Quadros, em 1961.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

NELSON MANDELA MORRE AOS 95 ANOS EM TSHWANE



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Guerrilheiro e ativista, Nelson Mandela foi um dos mais importantes militantes contra o regime de separatismo racial que durante muitos anos dominou a política da África do Sul. Ficou preso durante 27 anos e, anos depois de ser libertado (1990), foi eleito presidente do país. Ultimamente ele estava muito doente e faleceu em consequência do agravamento de sua infecção pulmonar.

Nelson Mandela fica como um dos símbolos da luta pelos direitos humanos, tornando-se um personagem histórico de grande importância entre os movimentos ativistas do mundo inteiro.

Nelson Mandela morre aos 95 anos em Tshwane

Do portal Vermelho

Morreu nesta quinta-feira (5) aos 95 anos o ex-presidente da África do Sul e eminente lutador contra o regime de segregação racial do apartheid no país, Nelson Mandela, segundo anunciou no início desta noite o presidente do país, Jacob Zuma, em Tshwane, nome local da cidade de Pretória, capital do país.

Segundo informações médicas, desde 26 de junho Mandela se encontrava em "estado vegetativo permanente". Ante o estado crítico de Mandela, os médicos aconselharam aos familiares na época que desligassem as máquinas que mantinham vivo o ex-presidente.

Em 8 de junho Mandela sofreu uma piora em seu estado de saúde, com uma infecção pulmonar que o fez retornar ao hospital em "estado grave mas estável".

Era a segunda vez em dois meses que o ex-presidente sul-africano era hospitalizado por causa do mesmo problema de saúde que o fez ser internado em março de 2013 e dezembro de 2012.

Mandela passou três semanas em um hospital de Tshwane e posteriormente foi submetido a uma operação de extração da cálculos biliares.

Mandela foi o primeiro presidente negro da África do Sul e lutou durante décadas contra o regime de segregação racial do 'apartheid', imposto pela minoria branca euro-sul-africana.

Em 1990 foi libertado depois de cumprir 27 anos de prisão, por sua luta contra o regime racista da África do Sul, isso fez com que recebesse o Prêmio Nobel da Paz em 1994.

PIONEIRO NA DIREÇÃO DE SHOWS, FAUZI ARAP MORRE AOS 75 ANOS EM SP


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Um dos diretores do teatro contemporâneo, Fauzi Arap, que foi um dos pioneiros a trabalhar a linguagem teatral nas apresentações musicais, faleceu hoje de manhã devido a um câncer na bexiga. Ele foi também dramaturgo, ator e poeta.

Pioneiro na direção de shows, Fauzi Arap morre aos 75 anos em SP

Do Portal Terra

O diretor e dramaturgo paulistano Fauzi Arap morreu nesta quinta-feira (5), aos 75 anos, em São Paulo. O corpo do diretor, ator e autor, que estava com câncer na bexiga, será velado a partir das 10h desta sexta (6) na Catedral Ortodoxa, na capital paulista. O enterro será no Cemitério São Paulo, na zona oeste da cidada.

Formado em engenharia civil, Arap migrou para a dramaturgia no final dos anos 1950, quando integrou a fase amadora do Teatro Oficina, comandado por José Celso Martinez. Ele participou da primeira montagem profissional do grupo, em 1961, em A Vida Impressa em Dólar, de Clifford Odetts.

Arap atuou em diversas peças até os 29 anos, quando passou a se dedicar exclusivamente à direção, em peças como Abre a Janela e Deixa Entrar o Ar Puro e o Sol da Manhã. Em 1971, ajudou a projetar o nome de Maria Bethânia quando a dirigiu, valorizando as encenações, no espetáculo Rosa dos Ventos, em um de seus diversos trabalhos como um pioneiro na direção de shows de música no Brasil. Na década de 1970 também começou a trabalhar como autor.

Arap recebeu diversos prêmios, entre eles o Molière, o APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e o Prêmio Shell. Em 1998, lançou sua autobiografia, Mare Nostrum - Sonhos, Viagens e Outros Caminhos, focado quase que exclusivamente em sua paixão pelo teatro e pelas artes.

domingo, 1 de dezembro de 2013

DONO DA KISS FM PODE RETOMAR TV EXCELSIOR


A TV Excelsior, emissora de televisão que marcou a década de 1960 e que, mesmo em boa situação financeira, foi lacrada pela ditadura militar pelo simples fato do seu principal dono, Mário Wallace Simonsen, ser aliado de João Goulart e Leonel Brizola, poderá voltar ao ar em breve.

A presidenta Dilma Rousseff deve assinar, daqui a alguns dias - a data ainda não foi acertada - o decreto que anistia a TV Excelsior, anulando a cassação feita em 30 de setembro de 1970 pela ditadura militar, já anos depois de Mário Wallace ter se suicidado, deprimido com o fim da sua companhia aérea Panair e com a perseguição que a ditadura fazia contra ele.

Atualmente, o espólio da TV Excelsior, sob razões ainda não esclarecidas, está nas mãos do empresário paulista Paulo Abreu, dono de várias rádios paulistanas, como Mundial FM e a rádio de rock Kiss FM.

Paulo, no entanto, não conseguiu até agora achar espaços na TV aberta. Ele pensa em entrar no Canal 3. As antigas frequências da Excelsior, como o canal 2 carioca e o canal 9 paulistano, foram preenchidos por outras emissoras, sendo as atuais respectivamente a TV Brasil (educativa) e a Rede TV!.

Para que o decreto seja assinado, será preciso esperar os ajustes técnicos para possibilitar a entrada da Excelsior no Canal 3. Este canal costuma provocar interferência em emissoras vizinhas - canais 2 e 4 - na televisão analógica.

A TV Excelsior foi conhecida por ser a primeira emissora de televisão a adotar uma grade padrão de programação, distribuindo atrações em horários fixos para exibição de filmes, novelas, jornalísticos etc.

A emissora também foi notabilizada pelo sucesso do programa Brasil (Ano Corrente), que a atriz e diretora de teatro Bibi Ferreira lançou na emissora, um programa de auditório que alternava entrevistas com personalidades brasileiras e atrações musicais nacionais. O programa teve quatro temporadas anuais: Brasil 60, Brasil 61, Brasil 62 e Brasil 63, conforme o ano em questão.


A emissora também foi a primeira a testar a televisão a cores, dez anos antes de sua implantação oficial no Brasil. Isso porque, já em 1962, o programa Moacir Franco Show, apresentado pelo famoso ator e cantor, havia sido o primeiro programa usado no teste. Outros programas, como o humorístico-musical Times Square, também foram testados.