MORRE ATOR E COMEDIANTE JORGE DÓRIA AOS 92 ANOS NO RIO DE JANEIRO


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: O Brasil perdeu hoje o grande ator Jorge Dória, que há tempos estava doente e afastado de suas atividades. Um de seus últimos trabalhos foi no programa Zorra Total, da Rede Globo, onde integrava o elenco fazendo várias esquetes, entre elas a do personagem Maurício, que vivia complexado por ter um filho homossexual. Dória era mais conhecido por personagens cômicos, mas se destacou também ao fazer um papel dramático, de um jornalista no filme 'O Assalto ao Trem Pagador', de Roberto Farias.

Morre ator e comediante Jorge Dória aos 92 anos no Rio de Janeiro

Do Portal Terra

Morreu nesta quarta-feira (6) aos 92 anos o ator e comediante carioca Jorge Dória. Ele estava internado no Hospital Barra D'or, na zona oeste do Rio de Janeiro, desde 27 de setembro. O ator passou os últimos nove anos recluso, de cama, devido a um derrame sofrido em 2006. De acordo com a assessoria do hospital, a morte aconteceu às 15h05 por complicações cardiorrespiratórias e renais. O velório será realizado nesta quinta-feiras (7), a partir das 11h, na sala 1 do Memorial do Carmo, e a cremação às 16h do mesmo dia.

Nascido Jorge Pires Ferreira, no Rio de Janeiro, Jorge Dória tem uma carreira vasta no teatro, cinema e televisão. Iniciou a carreira de ator no longa-metragem A Mãe (1947), dirigido por Theofilo de Barros Filho. No cinema, também se destacou em Assalto ao Trem Pagador (1962), A Dama do Cine Shanghai (1987) e O Homem do Ano (2003), entre outros.

Quem deu o nome Jorge Dória foi um costureiro que estava fazendo sua roupa para o filme Mãe.

No teatro, recebeu uma única premiação: o Mambembe, em 1984, com Escola de Mulheres, de Molière. A estreia nos palcos aconteceu em 1942 com a peça As Pernas da Herdeira, na Companhia Eva Todor, onde permaneceu por quase dez anos. Na década de 60, seu trabalho mais marcante foi na peça Procura-se uma Rosa, escrita por Vinicius de Moraes, Pedro Bloch e Gláucio Gill, dirigida por Léo Jusi.

A partir da década de 70, começou a protagonizar e produzir os espetáculos. Com exceção de Dr. Fausto da Silva (1973), dirigido por Flávio Rangel, Jorge Dória atuou sempre sob a direção de João Bethencourt: Plaza Suíte, de Neil Simon (1970); Chicago 1930 (1971), de Ben Hecht e Charles Mac Arthur; Freud Explica, Explica (1973), de João Bethencourt; A Gaiola das Loucas (1974), de Jean Poiret; Sodoma, o Último a Sair Apague a Luz (1978), de João Bethencourt; O Senhor É Quem? (1980), de João Bethencourt.

Nos anos 80, trabalha com Domingos de Oliveira nos espetáculos: Amor Vagabundo (ou Eternamente Nunca) (1982), de Felipe Wagner; Belas Figuras (1983), de Ziraldo; Escola de Mulheres (1984), de Molière; A Morte do Caixeiro Viajante (1986), de Arthur Miller; Os Prazeres da Vida (1987), de Domingos de Oliveira; Tributo (1987), de Bernard Slade; Os Prazeres da Vida Segundo Jorge Dória (1987) e A Presidenta (1988), de Bricaire e Lasaygues.

Na TV, Jorge Dória trabalhou em diversas novelas como Que Rei Sou Eu? (1989), Meu Bem, Meu Mal (1990), Deus Nos Acuda (1993) e Zazá (1997). Na década de 70, participou do seriado A Grande Família.

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