FUNDADOR DA SOM LIVRE, JOÃO ARAÚJO MORRE AOS 78 ANOS


O empresário João Araújo, pai do cantor Cazuza, faleceu na manhã de hoje de parada cardíaca, e já foi velado e enterrado no Cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro. Ele tinha 78 anos.

Em 1969, João fundou a gravadora Som Livre, sob o suporte empresarial das Organizações Globo. O nome Som Livre era inspirado na cultura hippie, embora a gravadora se dedicasse inicialmente à música brasileira ao lançamento de trilhas sonoras de novelas que, inicialmente, eram dotadas de material inédito.

Com o tempo, a Som Livre alternou o lançamento de artistas brasileiros, como Djavan e a carreira solo de Rita Lee, com o crescente comercialismo que culminou no padrão atual, em que a gravadora se alimenta das trilhas de novelas (um amontoado de canções radiofônicas lançadas por várias gravadoras) e o lançamento de ídolos comerciais da música.

Nos anos 80, a gravadora serviu, junto à RCA (atual Sony Music), à indústria de sucessos musicais comandada pelo ex-Fevers Michael Sullivan, que com seu então parceiro Paulo Massadas (ex-Lafayette e Seu Conjunto), tornaram-se o paradigma do mais explícito comercialismo musical brasileiro, principalmente através de Xuxa.

Atualmente a Som Livre, além de trilhas sonoras de novelas, tem como contratados ídolos do brega-popularesco como DJ Marlboro, Thiaguinho, Michel Teló, Luan Santana e Gaby Amarantos.

João Araújo foi casado com Lucinha Araújo e os dois tiveram um único filho, Agenor de Miranda Araújo Neto, o cantor Cazuza, que faleceu em 1990, aos 32 anos, vítima de complicações de saúde agravadas pela AIDS.

Cazuza foi vocalista do Barão Vermelho, um dos grupos lançados pelo empresário, não pela Som Livre, mas pelo então selo Opus Columbia, em parceria com a CBS (também atual Sony Music). No entanto, o primeiro álbum solo de Cazuza saiu originalmente pelo selo Som Livre, em 1985.

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