sábado, 30 de novembro de 2013

FUNDADOR DA SOM LIVRE, JOÃO ARAÚJO MORRE AOS 78 ANOS


O empresário João Araújo, pai do cantor Cazuza, faleceu na manhã de hoje de parada cardíaca, e já foi velado e enterrado no Cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro. Ele tinha 78 anos.

Em 1969, João fundou a gravadora Som Livre, sob o suporte empresarial das Organizações Globo. O nome Som Livre era inspirado na cultura hippie, embora a gravadora se dedicasse inicialmente à música brasileira ao lançamento de trilhas sonoras de novelas que, inicialmente, eram dotadas de material inédito.

Com o tempo, a Som Livre alternou o lançamento de artistas brasileiros, como Djavan e a carreira solo de Rita Lee, com o crescente comercialismo que culminou no padrão atual, em que a gravadora se alimenta das trilhas de novelas (um amontoado de canções radiofônicas lançadas por várias gravadoras) e o lançamento de ídolos comerciais da música.

Nos anos 80, a gravadora serviu, junto à RCA (atual Sony Music), à indústria de sucessos musicais comandada pelo ex-Fevers Michael Sullivan, que com seu então parceiro Paulo Massadas (ex-Lafayette e Seu Conjunto), tornaram-se o paradigma do mais explícito comercialismo musical brasileiro, principalmente através de Xuxa.

Atualmente a Som Livre, além de trilhas sonoras de novelas, tem como contratados ídolos do brega-popularesco como DJ Marlboro, Thiaguinho, Michel Teló, Luan Santana e Gaby Amarantos.

João Araújo foi casado com Lucinha Araújo e os dois tiveram um único filho, Agenor de Miranda Araújo Neto, o cantor Cazuza, que faleceu em 1990, aos 32 anos, vítima de complicações de saúde agravadas pela AIDS.

Cazuza foi vocalista do Barão Vermelho, um dos grupos lançados pelo empresário, não pela Som Livre, mas pelo então selo Opus Columbia, em parceria com a CBS (também atual Sony Music). No entanto, o primeiro álbum solo de Cazuza saiu originalmente pelo selo Som Livre, em 1985.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

NILTON SANTOS, BICAMPEÃO COM A SELEÇÃO, MORRE NO RIO AOS 88 ANOS


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: O jogador Nilton Santos havia sido um grande memorialista do futebol brasileiro, tendo guardado em sua mente muitas histórias sobre o esporte de seu tempo. Até pouco tempo atrás, dava seus depoimentos sobre os fatos e curiosidades sobre os jogadores de futebol contemporâneos a ele, sobretudo os que haviam jogado com ele na sua carreira esportiva. Nilton faleceu hoje aos 88 anos.

Nilton Santos, bicampeão com a Seleção, morre no Rio aos 88 anos

Do Portal Terra

O ex-lateral esquerdo Nilton Santos morreu aos 88 anos, na Clínica Bela Lopes, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Eleito pela Fifa o melhor jogador de todos os tempos na posição, Nilton Santos estava internado desde o sábado, vítima de insuficiência respiratória. O ídolo botafoguense sofria do Mal de Alzheimer.

Bicampeão mundial com a Seleção Brasileira (1958 e 1962), Santos atuou pelo Botafogo entre 1948 e 1964, contabilizando 729 partidas pelo clube de General Severiano. Ele também disputou as Copas do Mundo de 1950 e 1954.
Melhor lateral esquerdo da história segundo a Fifa, brasileiro (à esq.) disputou quatro Copas do Mundo Foto: Getty Images Melhor lateral esquerdo da história segundo a Fifa, brasileiro (à esq.) disputou quatro Copas do Mundo Foto: Getty Images

Conhecido como "a Enciclopédia do Futebol", ele teve uma pneumonia diagnosticada na segunda-feira, mas apresentou uma melhora no quadro um dia depois.

Nilton vivia há seis anos na Clínica da Gávea, sendo que sofria do Mal de Alzheimer desde 2008.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

POR QUE KENNEDY AINDA DESPONTA COMO MITO NOS EUA, 50 ANOS DEPOIS DE SUA MORTE?


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: O carismático presidente John Kennedy, do Partido Democrata,  era uma das autoridades mais empenhadas em ações imperialistas dos EUA, mas havia fracassado na invasão de soldados norte-americanos e dissidentes cubanos anti-castristas feita na Baía de Los Cochinos em 1961. Também ameaçou travar uma guerra nuclear contra a União Soviética mas, internamente, era também hostilizado e seu assassinato ainda é um mistério. Conservador, Kennedy no entanto foi muito longe do herói que a mitificação oficial dos EUA tenta manter como sua imagem na posteridade.

Por que Kennedy ainda desponta como mito nos EUA, 50 anos depois de sua morte?

Por Dodô Calixto - Opera Mundi


Historiadores e especialistas contestam figura de "presidente herói", perpetuado na sociedade estadunidense

A queda de um mito. Esta é uma frase clássica nos EUA para explicar como a morte de John Fitzgerald Kennedy afetou o país em 22 de novembro de 1963. “Qualquer que fosse o desastre natural”, disse o cronista Gay Talese, teria tido um efeito menos catastrófico que o assassinato do presidente. A razão? O jovem democrata, morto aos 46 anos foi responsável pelas ideias mais notórias acerca de questões sociais, econômicas e políticas no século XX na América do Norte, de acordo com historiadores e especialistas. Todavia, 50 anos depois, ainda restam controvérsias sobre o seu legado.


A discussão é que, em vez de políticas públicas, o carisma e a energia com que Kennedy apresentava suas opiniões, somados às conspirações e aos contornos dramáticos de sua morte, teriam transformado o democrata em mito – que persiste, mesmo há 50 anos do fatídico disparo em Dallas, Texas. Diversos críticos de sua gestão afirmam que o estadunidense era muito mais um personagem, inspirado em heróis do cinema, do que um governante, capaz de desenvolver soluções para a problemática da sociedade.


"Kennedy teve acertos e erros na sua administração, assim como todos os outros presidentes dos EUA. No entanto, seus discursos cativantes e o seu carisma fizeram com que, no momento de sua morte, ele alcançasse nível de herói", afirmou o jornalista Seymour Hersh, 76 anos, em entrevista recente. Hersh é autor do livro “O lado negro de Camelot”  - uma das obras mais controversas sobre Kennedy, contestando a verdadeira face do presidente.


Embora a agenda de Kennedy tenha abordado temas complexos da problemática social e econômica dos EUA, cientistas políticos contestam a eficácia do seu trabalho. Muitos afirmam, inclusive, que seu sucessor, Lyndon Johnson, foi quem realmente conseguiu executar os seus planos.


"Aqueles que estudam sua gestão como presidente constatam que, embora tenha tido um grande talento e representasse uma enorme esperança para os norte-americanos, suas conquistas reais em matéria legislativa e diplomática foram extremamente reduzidas", afirma o professor Jeffrey Engel, da Southern Methodist University, de Dallas, em entrevista à agência AP.
O fato, no entanto, é que são poucos os norte-americanos que não colocam Kennedy entre os maiores de todos os tempos. O consenso nos EUA é que um conjunto de fatores auxiliou na promoção da ideia do “presidente herói”.


O principal deles é que os fatos negativos de sua administração, como graves crises no sistema de saúde ou a política intervencionista na América Latina, foram esquecidos pela sua morte trágica - com um tiro na nuca. Assim, a lembrança positiva dos discursos emocionantes diante de milhares de pessoas ficou perpetuado no imaginário da população.


No entanto, Kennedy teve seus méritos, governando o país também em um dos períodos mais conturbados do século XX, a Guerra Fria. Ele exerceu papel chave durante a crise dos mísseis na ilha de Cuba. Para Jeffrey Engel, foi “o momento mais perigoso para a sobrevivência global e Kennedy mostrou-se um calmo, ainda que não perfeito, gestor de crises, conseguindo no final o que ele precisava – a retirada dos mísseis soviéticos de Cuba – a um baixo custo diplomático”, disse Engel.

Kennedy também teve atuação decisiva para a aprovação da Lei dos Direitos Civis, recebendo Luther King Jr. e outros líderes negros na Casa Branca.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

GRUPO MONTY PYTHON VOLTA À CENA APÓS 30 ANOS


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Fundado em 1969, Monty Python foi um dos pioneiros do moderno humorismo mundial, em que a elaboração dos textos e de situações sutilmente ridículas tem maior destaque do que bordões, imitações satíricas ou trocadilhos de duplo sentido, e que havia inspirado, no Brasil, a melhor fase do grupo Casseta & Planeta.

Depois de 30 anos separado, com seus membros remanescentes atuando em trabalhos solo, o grupo humorístico inglês - que também fazia eventuais performances musicais - volta a se reunir para novos trabalhos. O grupo ainda vai dar uma entrevista coletiva para detalhar a nova fase.

Grupo Monty Python volta à cena de novo após 30 anos

Da Agência EFE

Os humoristas do veterano grupo comediante Monty Python se reunirão em Londres na quinta-feira para apresentar seus "novos planos de futuro", nos quais trabalharão juntos após 30 anos de silêncio artístico, informou nesta terça-feira um porta-voz.

John Cleese, de 74 anos, Terry Gilliam, de 72, Eric Idle, de 70 anos, Terry Jones, de 71 e Michael Palin, de 70, anunciarão seus planos em entrevista coletiva na capital britânica, embora o porta-voz não quis especificar se o grupo voltará à cena com uma apresentação ao vivo, um especial de televisão ou um filme.

Os responsáveis de "A vida de Brian", com exceção de Graham Chapman que morreu de câncer em 1989, estão há meses trabalhando em segredo neste novo projeto.

"Só restam três dias para a entrevista coletiva de Python. Pedimos que os admiradores de Python estejam em alerta perante a próxima grande notícia", publicou Idle em seu perfil da rede social Twitter.

Este grupo de humor surrealista, fundado no Reino Unido no final dos anos 60, alcançou um grande êxito televisivo com a série "O circo voador de Monty Python", transmitida pela rede britânica "BBC" pela primeira vez em 5 de outubro de 1969 e que levou o grupo a fazer excursões, filmes e musicais.

Depois que a série deixou de ser produzida em 1974, Monty Python se aventurou no cinema com filmes que alcançaram grandes bilheterias e que hoje seguem contando muitos seguidores, como "Os Cavaleiros da Távola Redonda", de 1975, ou "A vida de Brian", de 1979, um êxito que segue sendo transmitido a cada Semana Santa.

Seu último filme, "O sentido da vida", estreou nos Estados Unidos em março de 1983 e foi o último projeto no qual os cômicos de Monty Python trabalharam juntos.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

MORRE ATOR E COMEDIANTE JORGE DÓRIA AOS 92 ANOS NO RIO DE JANEIRO


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: O Brasil perdeu hoje o grande ator Jorge Dória, que há tempos estava doente e afastado de suas atividades. Um de seus últimos trabalhos foi no programa Zorra Total, da Rede Globo, onde integrava o elenco fazendo várias esquetes, entre elas a do personagem Maurício, que vivia complexado por ter um filho homossexual. Dória era mais conhecido por personagens cômicos, mas se destacou também ao fazer um papel dramático, de um jornalista no filme 'O Assalto ao Trem Pagador', de Roberto Farias.

Morre ator e comediante Jorge Dória aos 92 anos no Rio de Janeiro

Do Portal Terra

Morreu nesta quarta-feira (6) aos 92 anos o ator e comediante carioca Jorge Dória. Ele estava internado no Hospital Barra D'or, na zona oeste do Rio de Janeiro, desde 27 de setembro. O ator passou os últimos nove anos recluso, de cama, devido a um derrame sofrido em 2006. De acordo com a assessoria do hospital, a morte aconteceu às 15h05 por complicações cardiorrespiratórias e renais. O velório será realizado nesta quinta-feiras (7), a partir das 11h, na sala 1 do Memorial do Carmo, e a cremação às 16h do mesmo dia.

Nascido Jorge Pires Ferreira, no Rio de Janeiro, Jorge Dória tem uma carreira vasta no teatro, cinema e televisão. Iniciou a carreira de ator no longa-metragem A Mãe (1947), dirigido por Theofilo de Barros Filho. No cinema, também se destacou em Assalto ao Trem Pagador (1962), A Dama do Cine Shanghai (1987) e O Homem do Ano (2003), entre outros.

Quem deu o nome Jorge Dória foi um costureiro que estava fazendo sua roupa para o filme Mãe.

No teatro, recebeu uma única premiação: o Mambembe, em 1984, com Escola de Mulheres, de Molière. A estreia nos palcos aconteceu em 1942 com a peça As Pernas da Herdeira, na Companhia Eva Todor, onde permaneceu por quase dez anos. Na década de 60, seu trabalho mais marcante foi na peça Procura-se uma Rosa, escrita por Vinicius de Moraes, Pedro Bloch e Gláucio Gill, dirigida por Léo Jusi.

A partir da década de 70, começou a protagonizar e produzir os espetáculos. Com exceção de Dr. Fausto da Silva (1973), dirigido por Flávio Rangel, Jorge Dória atuou sempre sob a direção de João Bethencourt: Plaza Suíte, de Neil Simon (1970); Chicago 1930 (1971), de Ben Hecht e Charles Mac Arthur; Freud Explica, Explica (1973), de João Bethencourt; A Gaiola das Loucas (1974), de Jean Poiret; Sodoma, o Último a Sair Apague a Luz (1978), de João Bethencourt; O Senhor É Quem? (1980), de João Bethencourt.

Nos anos 80, trabalha com Domingos de Oliveira nos espetáculos: Amor Vagabundo (ou Eternamente Nunca) (1982), de Felipe Wagner; Belas Figuras (1983), de Ziraldo; Escola de Mulheres (1984), de Molière; A Morte do Caixeiro Viajante (1986), de Arthur Miller; Os Prazeres da Vida (1987), de Domingos de Oliveira; Tributo (1987), de Bernard Slade; Os Prazeres da Vida Segundo Jorge Dória (1987) e A Presidenta (1988), de Bricaire e Lasaygues.

Na TV, Jorge Dória trabalhou em diversas novelas como Que Rei Sou Eu? (1989), Meu Bem, Meu Mal (1990), Deus Nos Acuda (1993) e Zazá (1997). Na década de 70, participou do seriado A Grande Família.