domingo, 27 de outubro de 2013

AOS 71 ANOS, MORRE LOU REED, LÍDER DO VELVET UNDERGROUND


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Um dos maiores nomes do rock dos anos 60, subestimado na época, o cantor, letrista e guitarrista Lou Reed, faleceu hoje aos 71 anos.  Ele, um dos fundadores do Velvet Underground, era o contraponto de Bob Dylan no sentido que, embora seja notável letrista do cotidiano como o outro, Lou se dedicava mais ao submundo e seus hábitos sombrios.

Lou também influenciou o pós-punk dos anos 70 e 80 sobretudo pela atitude modernista de sua banda e das associações com o espírito arrojado de Andy Wahrol, falecido artista plástico que havia empresariado o grupo. Portanto, Lou Reed deixa uma grande lacuna na história do rock. Ele deixa viúva a cantora, tecladista e performática Laurie Anderson.

Aos 71 anos, morre guitarrista Lou Reed, líder do Velvet Underground

Do Portal Terra

Morreu neste domingo (27), aos 71 anos, o guitarrista e compositor norte-americano Lou Reed, de acordo com informações da revista Rolling Stone. A causa da morte ainda não foi divulgada, mas o músico se submeteu a um transplante de fígado em maio deste ano.

Em março, Laurie Anderson, mulher do músico, falou sobre a condição de saúde do marido. "É tão sério quanto parece. Ele estava morrendo. Você não quer isso como diversão", afirmou.

"Não acho que ele vá se recuperar totalmente disso, mas certamente ele estará fazendo as coisas dele em breve", completou.

Um dos maiores nomes do rock, Reed foi um dos líderes do Velvet Underground e já foi considerando um dos melhores guitarristas de todos os tempos pela Rolling Stone, alcançando a 81ª posição no ranking.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

AUTOR DE "ANDANÇA", PAULINHO TAPAJÓS MORRE AOS 68 ANOS


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: O cantor, músico e compositor Paulinho Tapajós, filho do já falecido compositor Paulo Tapajós (um dos primeiros parceiros de Vinícius de Moraes), faleceu depois de seis anos lutando contra um câncer.

Paulinho havia sido consagrado com a música "Andança", gravada em 1968 por Beth Carvalho e Golden Boys, e era considerado um dos mais prestigiados da fase 60-70 da MPB, que hoje vive uma crise por conta das posturas intolerantes de alguns artistas reunidos no movimento Procure Saber. A situação da MPB fica ainda pior quando morrem seus melhores artistas.

Autor de 'Andança', Paulinho Tapajós morre aos 68 anos

Do Portal Terra

O cantor e compositor Paulinho Tapajós, autor de Andança, morreu nesta sexta-feira (25) aos 68 anos. De acordo com informações publicadas no Facebook do primo do artista, o também músico Tibério Gaspar, ele lutava contra um câncer há pelo menos seis anos e estava internado no Hospital TotalCor, em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro.

“Nesse momento recebi com muito pesar a notícia de falecimento do meu primo e amigo Paulinho Tapajós. Começamos juntos a carreira musical. Paulinho era um poeta de infinita grandeza. Estou muito triste com essa notícia embora soubesse que era inevitável e o melhor pra ele. Paulinho lutou bravamente contra um câncer. Foram uns seis anos de sofrimento intenso. Meus pêsames Heloísa. Querido amigo descanse em paz e até algum dia. Um beijo de luz na sua alma...”

Segundo parentes, o velório será neste sábado (26), a partir das 9h, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, onde ocorrerá o sepultamento, às 14h.

O carioca Paulo Tapajós Gomes Filho era filho do compositor, cantor e radialista Paulo Tapajós (1913-1990), que foi nos anos 1940 e 1950 diretor artístico da Rádio Nacional. Também eram músicos os irmãos de Paulinho, o compositor Mauricio Tapajós (1943-1995) e a cantora Dorinha Tapajós (1950-1989).

Durante a infância, Paulinho frequentava o auditório da Nacional, na Praça Mauá, convivendo com artistas como Emilinha Borba, Marlene e Radamés Gnatalli, entre outros. Foi por meio do pai que recebeu as primeiras noções de música. Na adolescência, estudou violão com Léo Soares e Arthur Verocai, que veio a ser seu primeiro parceiro, e mais tarde, aprofundou a técnica com Almir Chediak.

Entre 1968 e 1970, Paulinho Tapajós foi um dos mais premiados compositores nos festivais que mobilizavam o país na época. No 3º Festival Internacional da Canção (FIC), obteve o terceiro lugar com Andança, composta em parceria com Edmundo Souto e Danilo Caymmi e defendida pela cantora Beth Carvalho. A canção contabiliza hoje quase 300 gravações, superando outro sucesso do compositor, Cantiga por Luciana, vencedora do 4º FIC, em 1969, e hoje com mais de 100 gravações em todo o mundo.

Paulinho Tapajós era também produtor musical, escritor e arquiteto, formado em 1971 pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Compôs temas para novelas, entre eles Irmãos Coragem, em parceria com Nonato Buzar (1970). Entre 1987 e 1992, foi diretor da União Brasileira de Compositores (UBC).

sábado, 19 de outubro de 2013

EM TEMPOS POLÊMICOS DO "PROCURE SABER", LEMBRAMOS CEM ANOS DE VINÍCIUS DE MORAES



Por Alexandre Figueiredo

A Música Popular Brasileira, pelo menos na sua geração sofisticada de grandes compositores e intérpretes, vive hoje uma grande polêmica em torno do movimento Procure Saber, formado por artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Milton Nascimento e Djavan.

O movimento Procure Saber, articulado pela produtora Paula Lavigne, ex-mulher de Caetano Veloso, defende que a produção de biografias, literárias ou audiovisuais, de personalidades vivas ou mortas, deva ser feita sob autorização dos biografados ou de seus herdeiros legais.

É uma crise de reputação, que no entanto causa o efeito irônico da redescoberta da MPB autêntica. Se os principais cantores e compositores da chamada "elite" da MPB são classificados como "censores" por intelectuais e jornalistas diversos, sua música de excelente qualidade é redescoberta pela curiosidade daqueles que nunca haviam se interessado em ouvi-los para valer.

Antes, o interesse era relativamente tímido, talvez pela própria influência da grande mídia e da blindagem intelectual, para as quais o grande público devia se subordinar ao "popular" estereotipado das canções piegas ou grotescas de funqueiros e os ditos "pagodeiros" e "sertanejos", entre outros.

Até pouco tempo atrás, a MPB autêntica era apreciada pelo grande público de forma secundária, como se fosse uma música estrangeira. Mesmo o sambista Paulinho da Viola - que não integra o Procure Saber, mas integra a geração dos membros envolvidos - , para o público de seu próprio bairro, o subúrbio carioca de Madureira, soa "estrangeiro".

A MPB moderna, da qual veio essa geração que hoje causa muita controvérsia mas desperta curiosidade, teve sua ascensão no meio da década de 60, mais precisamente entre 1965 e 1967 - com alguns surgidos entre 1969 e 1974 - , quando a sofisticação musical da Bossa Nova se fundiu com as pesquisas folclóricas do Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes.

Nesses dois caminhos estava um personagem comum, o poeta Vinícius de Moraes. Poeta em atividade desde 1928, aos 15 anos de idade, Vinícius tinha potencial para absorver a influência culturalmente libertária da Semana de Arte Moderna. E fez, quando entrou em contato com intelectuais como Manuel Bandeira, Mário de Andrade, Oswald de Andrade e tantos outros.

Em 1937, já estava entrosado com o meio intelectual da antiga capital federal, o Rio de Janeiro, quando participou do imenso grupo que colaborou com a concepção do IPHAN, então SPHAN (Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), fundado por Rodrigo Melo Franco de Andrade e Mário de Andrade.

O poeta chegou a ser adepto do Integralismo, mas depois largou essa ideologia de cunho fascista fundada por Plínio Salgado e apoiada por Menotti del Picchia, ambos oriundos do movimento modernista de 1922. Vinícius, além de seguir sua poesia, trabalha também como jornalista e crítico de cinema.

Nos anos 1940 tornou-se diplomata do Itamaraty nos EUA, mas encerra as atividades por causa de seu gosto pela boemia e pelo convívio com os amigos da classe intelectual e artística. Apesar disso, ele teve um desempenho satisfatório no posto.

Conhecido ativista cultural, ele só ganharia a fama entre o grande público depois do sucesso da peça Orfeu da Conceição, uma adaptação que ele fez da tragédia grega Orfeu e Eurídice para o subúrbio carioca.

A peça seria musicada pelo maestro Oswaldo Gogliano, o Vadico, que havia sido parceiro de muitas canções compostas por Noel Rosa. No entanto, ele não tinha disponibilidade, na época em que foi convidado, por volta de 1955, para fazer a trilha sonora. Vinícius, então, procurou um outro músco e viu num pianista da noite, Antônio Carlos Jobim, o parceiro ideal.

A trilha sonora então foi trabalhada e, entre as canções incluídas, destaca-se "Se Todos Fossem Iguais a Você", lançada no ano da peça, 1956, e que prenunciava o tipo de canção romântica que caraterizaria boa parte do repertório da Bossa Nova.

Ao longo de sua carreira, que ganhou a consagração definitiva com a música "Garota de Ipanema", mas também apoiou o CPC da UNE, e ainda deu à entidade estudantil um hino composto com Carlos Lyra,bossanovista integrado ao movimento cepecista. Vinícius teve vários parceiros, de Antônio Maria a Toquinho, e sempre militou em favor da cultura brasileira.

Falecido em 1980, Vinícius de Moraes, se vivo fosse, estaria preocupado com o zelo extremo dos membros do Procure Saber. Amante da liberdade, ele provavelmente seria favorável à produção de biografias não-autorizadas, que poderiam somar às biografias oficiais.

Evidentemente ele não apoiaria o sensacionalismo, mas não iria também exigir que biógrafos sempre peçam autorização de biografados para produzir seus documentos. Como homem de cultura, Vinícius seria favorável à abrangente produção do conhecimento tão cara para a expressão e renovação dos valores sócio-culturais que constituem patrimônio em nosso país.

FONTES: G1, Portal Terra, Diário do Centro do Mundo.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

AOS 78 ANOS, MORRE A ATRIZ NORMA BENGELL NO RIO DE JANEIRO


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Uma das musas mais prestigiadas de sua geração, atriz produtiva e envolvida com as vanguardas culturais - como a Bossa Nova e o Cinema Novo - , a atriz Norma Bengell encerrou a vida injustiçada, num país de memória curta em que as únicas notícias dadas sobre a atriz se limitam aos escândalos causados pelas acusações de corrupção envolvendo o filme dela, "O Guarani". Grande injustiça. E além disso ela ainda esbanjou talento num de seus últimos trabalhos, a sitcom 'Toma Lá Dá Cá", da Rede Globo.

Aos 78 anos, morre a atriz Norma Bengell no Rio de Janeiro

Do Portal Terra

A atriz Norma Bengell morreu na madrugada desta quarta-feira (9), vítima de complicações decorrentes de um câncer de pulmão.

Ela foi internada no último sábado (5) no Hospital Rio Laranjeiras, na zona sul do Rio de Janeiro, e morreu por volta das 3h, segundo informações de parentes.

O corpo da atriz será velado ainda hoje no Cemitério São João Batista, em Botafogo, a partir das 18h . A cremação está marcada para às 14h da quinta-feira (10) no Cemitério do Caju.

Carreira

Nascida no Rio de Janeiro, no dia 21 de fevereiro de 1935, Norma Aparecida Almeira Pinto Guimarães d'Áurea Bengell teve um carreira sólida no cinema, mas também se aventurou na música e na televisão.

Foi imortalizada por ser a primeira atriz brasileira a apresentar uma cena de nu frontal, no filme Os Cafajestes (1962). Começou sua carreira em 1959, no longa O Homem do Sputnik, estrelado por Oscarito, em que encantou os espectadores com todo a sua sensualidade, em uma paródia bem sucedida da atriz Brigitte Bardot.

Depois, estrelou uma sequência de filmes, como Conceição (1960), Mulheres e Milhões (1961) e o renomado O Pagador de Promessas, dirigido por Ancelmo Duarte e baseado na peça homônima de Dias Gomes. Também esteve em algumas produções italianas como Una bella grinta (1965), de Giuliano Montaldo, e I cuori infranti (1963), de Victorio Caprioli e Giano Puccini. Em toda sua carreira, foram mais de 50 filmes.

A atriz também se aventurou como diretora. Sua primeira produção foi Eternamente Pagu (1988), mas a de mais destaque foi O Guarani (1996), baseada no romance de José de Alencar e estrelado por Márcio Garcia, Tatiana Issa, Glória Pires, Herson Capri, José de Abreu, entre outros.

Em 2008, entrou para o casting da TV Globo, onde estrelou Deise Coturno no seriado Toma Lá, Dá Cá, de Miguel Falabella. Antes disso, já tinha participado das atrações Alta Estação (2006), Partido Alto (1984), entre outros.

Norma Bengell esteve presente também no mundo da música. Os primeiros sucessos foram A Lua de Mel na Lua  e E Se Tens Coração, que estava na trilha sonora de Mulheres e Milhões. Em 1959, lançou seu primeiro LP, Oooooh! Norma. O segundo viria apenas em 1977, Norma canta Mulheres.