HÁ 48 ANOS, MORRIA NAT KING COLE


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: As gerações recentes se limitam a ver Nat King Cole como um cantor romântico. Mas esse foi um aspecto menor de sua carreira, já que ele foi um exímio pianista, tinha uma excelente banda de jazz e, com surpreendente desenvoltura, gravou boleros e mariachis com um espanhol impecável.

Nat foi conhecido por sucessos como "Route 66", "Blue Gardenia", "When I Fall In Love", "Unforgettable" e, em espanhol, por canções como "Ansiedad", "Quiçás, Quiçás" e "Cachito". Quando veio ao Brasil, em 1959, tornou-se um grande destaque na imprensa brasileira, pelo seu carisma, talento e popularidade.

Nat King Cole era considerado um dos artistas mais refinados de seu tempo, e permanece até hoje como um símbolo de sofisticação musical que fascinou até mesmo nossos bossanovistas. Atualmente, mesmo num estilo bem diferente do pai, a cantora Natalie Cole segue carreira aproveitando as lições que Nat deixou para ela.

Há 48 anos, morria Nat King Cole; veja vida e carreira do cantor

Do Portal Terra

Nesta sexta-feira (15), completam-se 48 anos da morte do cantor Nat King Cole, um dos maiores nomes do jazz. O músico, que fumava cerca de três maços de cigarro por dia, morreu vítima de um câncer no pulmão, aos 45 anos, em Santa Mônica, na Califórnia.

Cole era filho do açougueiro Don Edward Coles, que também era diácono da Igreja Batista, e de Perlina Adams, que toca órgão na congregação. Ela foi sua primeira e única professora de piano, com quem aprendeu jazz, gospel e música clássica.

Em 1943, emplacou seu primeiro sucesso, Straighten Up and Fly Right, que vendeu mais de 500 mil cópias. Depois, emplacou músicas como Mona Lisa, Stardust, Unforgettable, Nature Boy, Christmas Song e Quizás, Quizás, Quizás.Nat King Cole lutou contra o racismo durante toda a sua vida e não se apresentava em locais com segregação racial. Em 1956, chegou a ser atacado duranet um show no Alabama pelo grupo White Citizens Council, que tentava sequestrá-lo.

O músico também fez história na TV, com o The Nat King Cole Show, o primeiro programa do tipo comandado por um negro. Ficou um ano no ar, por não ter patrocínio.

Além da música e da TV, Cole fez teve uma carreira no cinema, estrelando mais de 20 filmes, incluindo Cidadão Kane. Seu último longa foi Cat Ballou, em 1965, com Jane Fonda e Lee Marvin.

Durante sua vida, Cole teve uma passagem pelo Brasil em abril de 1959, em que fez shows no Rio de Janerio e São Paulo. Ele chegou a almoçar com o presidente da República da época, Juscelino Kubistscheck, no Palácio das Laranjeiras.

Nat King cole é pai da cantora Natalie Cole, que herdou o talento do pai e já ganhou oito Grammy Awards.

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