quinta-feira, 29 de novembro de 2012

JORNALISTA JOELMIR BETING MORRE AOS 75 ANOS


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: O jornalismo perdeu uma importante figura que foi o jornalista Joelmir Beting, especializado em economia e política, mas que, na sua experiência no jornalismo esportivo, inventou a expressão "gol de placa", em 1961, o que tornou-se um marco no jargão esportivo.

Até pouco tempo atrás, ele era comentarista da TV Bandeirantes e apresentador ou participante de outros jornalísticos do Grupo Bandeirantes. Também passou por jornais como Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo. O falecimento ocorreu em consequência de um acidente vascular ocorrido no último domingo, que se agravou nos últimos dias.

Jornalista Joelmir Beting morre aos 75 anos

Do Portal Terra

Morreu, à 0h55 desta quinta-feira, aos 75 anos, o jornalista Joelmir Beting, apresentador e mediador do dominical Canal Livre e comentarista do Jornal da Band, em São Paulo. No domingo (25), ele sofreu um AVE (Acidente Vascular Encefálico) no Hospital Israelita Albert Einstein, na zona sul da capital paulista, onde estava internado desde o dia 22 de outubro, devido a uma doença autoimune que tinha nos rins.

O corpo de Beting será velado a partir das 8h desta quinta-feira, no Cemitério do Morumbi. Às 14h, os familiares se encaminharão para o Cemitério e Crematório Horto da Paz.

A morte foi comunicada pelo filho de Joelmir, o também jornalista Mauro Beting, que entrou ao vivo na Rádio Bandeirantes durante a madrugada e leu uma carta de homenagem ao pai. Na TV Bandeirantes, Bóris Casoy, apresentador do Jornal da Noite, demonstrou abatimento ao transmitir a notícia.

Nascido na cidade de Tambaú, interior de São Paulo, no dia 21 de dezembro de 1936, Beting começou a trabalhar cedo, mas sem nunca largar mão dos estudos. Aos 7 anos, já ajudava a família humilde como boia fria. No pequeno município, atualmente com população pouco superior a 20 mil habitantes, ficou até 1955, quando o padre Donizetti Tavares, a quem classificava como guru espiritual e profissional, o orientou a prestar faculdade de sociologia na USP, para depois se dedicar à carreira jornalística.

Ainda na universidade, Beting iniciou-se no jornalismo, em 1957, trabalhando especialmente com futebol nos jornais O Esporte e Diário Popular e na rádio Panamericana - atual Jovem Pan. Na contramão dos jornalistas que costumam fazer mistérios pelos times que torcem, Beting nunca escondeu sua paixão pelo Palmeiras. Cinco anos depois, migrou para o jornalismo econômico.


Em 1968, após lançar a bem-sucedida editoria de Automóveis no caderno de Classificados da Folha de S. Paulo, foi contratado para ser editor de Economia do jornal. Dois anos depois, passou a assinar sua própria coluna, publicada em diversos periódicos brasileiros. Em 1991, foi para o O Estado de S. Paulo.

Beting foi um dos responsáveis pela introdução do jornalismo econômico no rádio, ainda nos anos 1970, e na televisão, na década seguinte. Além disso, lançou livros como Na Prática a Teoria é Outra e Os Juros Subversivos, procurando, assim, clarear o entendimento do tema para leigos. Também assinou ensaios e artigos para as principais revistas semanais do País.

Jornalista respeitado, Beting afirmava trabalhar e estudar, desde a infância, cerca de 15 horas por dia, e dizia realizar no mínimo oito palestras mensais em convenções, congressos e seminários.

Casado desde 1963 com Lucila, Joelmir teve dois filhos: o publicitário e webmaster Giangranco e o comentarista e apresentador esportivo Mauro. Ele também é tio de outro conhecido jornalista, Erich Beting.

Nos últimos anos, Beting foi editor e comentarista econômico do Jornal da Band, além de comentarista de Jornal Gente e Jornal Três Tempos, da Rádio Bandeirantes, do Beting&Beting, exibido pelo Band Sports, e do Primeiro Jornal, Jornal da Noite e do canal fechado Band News. Aos domingos, apresentava e mediava debates sobre política e economia no Canal Livre, da TV Bandeirantes.

Joelmir Beting é o criador do "gol de placa" e da placa do gol

Joelmir Beting, que morreu aos 75 anos na madrugada desta quinta-feira (29), marcou seu nome na história ao criar a expressão "gol de placa", após uma partida entre Santos e Fluminense, no Maracanã (Rio de Janeiro), no dia 5 de março de 1961. A quatro minutos do final do jogo, vencido pelos santistas por 3 a 1, Pelé dominou a bola no campo de defesa e driblou seis adversários antes de mandar para o gol. Joelmir trabalhava no jornal O Esporte e ficou tão impressionado que mandou fazer uma placa de bronze para colocar no saguão do estádio, com os dizeres: "neste estádio, Pelé marcou no dia 5 de março de 1961 o tento mais bonito da história do Maracanã".

A partir de então, os jornalistas de rádio começaram a usar a expressão "gol de placa" sempre que achavam que o feito de um jogador era um gol merecedor de aplausos.

Em agosto de 2011, em entrevista ao programa Jogo Aberto, da Band, o jornalista explicou o acontecido: "eu não sou o autor da expressão 'gol de placa' no futebol, eu sou o autor da placa do gol, e o Pelé o autor do gol que ganhou a placa. Eu que tive a ideia, eu que fiz a placa e paguei com o dinheiro do meu bolso. Em nome do meu jornal, fui ao Maracanã, e a instalei. A partir daquele dia, todo o pessoal dos jornais de rádio começou a dizer: 'este gol também merece uma placa. Parece um gol de placa'. Daí veio a expressão 'gol de placa', que hoje é do vocabulário comum. Virou uma expressão popular não só para falar de futebol. Quando completou 50 anos do 'gol de placa', o Pelé me deu uma placa de acrílico. Eu fiz a de bronze e ele me devolveu a de acrílico com outro texto: 'gratidão eterna ao Joelmir Beting. Gratidão eterna do autor do gol de placa ao autor da placa do gol'.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

AS NOVAS GERAÇÕES DEVERIAM CONHECER MAIS JIMI HENDRIX


Por Alexandre Figueiredo

As novas gerações não conhecem a boa música, "velha" demais para elas. Apenas conhecem aquilo que a grande mídia martela. E isso numa era em que a Internet fornece uma gama maior de informações, mas, sobretudo no Brasil, a mídia faz os jovens irem na contramão dessa abrangência toda.

Sobre o rock, então, nem se fala. O cardápio roqueiro da patota é indigente e indigesto, sobretudo pela falta ou escassez de rádios de rock autênticas, sobretudo nos anos 90, onde, enquanto os especialistas de rock tinham que montar oficinas de consertos de aparelhos de som para sobreviver, garotões que não entendiam bulhufas de rock comandavam os microfones e até mesmo as programações inteiras do que eles acreditavam ser "as rádios rock".

Isso faz com que quem tem menos de 40 anos pouco percebesse a importância de um músico que estaria fazendo 70 anos hoje, e que havia falecido precocemente em 18 de setembro de 1970, meses antes de completar 28 anos, por causa de uma demora no socorro médico.

Jimi Hendrix foi um músico ímpar, e se destacava até mesmo quando era apenas um músico acompanhante de artistas da soul music e rhythm and blues. Levado pelo então baixista dos Animals, conhecida banda britânica, Chaz Chandler, para Londres, que então era considerado um dos polos da moda e do comportamento juvenil dos anos 60, Hendrix iniciou carreira lá.

E a história sabemos. O músico norte-americano formou então o trio inglês Jimi Hendrix Experience, com uma "cozinha" impecável. Depois Hendrix formou a Band of Gypsies e, em seguida, fazia inúmeros ensaios e gravações no estúdio Electric Lady. Tocou várias guitarras e até arriscou ser baixista em algumas de suas canções.

Era excelente cantor e um guitarrista que ia da guitarra base para a solo com uma agilidade incrível. Seu modo de tocar guitarra foi de tal forma tão impactuante que os fabricantes tiveram que fazer adaptações técnicas no instrumento. E o som de Hendrix era uma síntese que envolveu rock, soul, folk, jazz, psicodelia, eletrônica e blues, além de ter antecipado o som heavy.

E o que Jimi Hendrix teria feito se ele não tivesse morrido tão cedo? Não se sabe, exatamente. Sua mente era autocrítica e bastante criativa, e seu compromisso com a música era tão grande que ele poderia investir em grandes surpresas. Ele, de fato, deixou uma grande lacuna para a música, que teria sofrido grandes transformações com o seu legado pós-1970.

Podemos inferir que Jimi Hendrix estaria fazendo jazz rock. Era admirado por Frank Zappa, amigo de Robert Fripp e do grupo Emerson Lake & Palmer. Teria, só nos anos 70, gravado pelo menos uns cinco discos conceituais, e além das canções vocais, faria também grandiosas viagens instrumentais. Mas, sem dúvida alguma, gravaria discos diferentes do que ele gravou, por conta de seu poder criativo.

Hendrix seria hoje um discreto músico veterano, mas sem dúvida alguma dedicado ao seu compromisso com a qualidade musical e a criação. Teria feito grandes mudanças na história do rock, que muito da mediocridade que vemos hoje em dia não teria tanto êxito.

Infelizmente, hoje, vemos jovens se contentando em achar que poser metal é rock clássico, quando eles de forma bastante preconceituosa desprezam e esnobam o verdadeiro classic rock. Com toda a certeza, falta o mestre Jimi Hendrix para dar umas boas lições para essa criançada que só quer brincar de rock com rosas e revólveres...

sábado, 24 de novembro de 2012

MORRE NOS EUA O ATOR LARRY HAGMAN, O 'JR', DE DALLAS


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE:  O ator Larry Hagman era uma das figuras mais conhecidas da televisão mundial, a partir de seu estrondoso sucesso no sitcom Jeannie é um Gênio (com roteiro escrito pelo escritor de best sellers Sidney Sheldon), fazendo par romântico com a atriz Barbara Eden, marcada na época pela sua beleza e sensualidade. Mas, depois, Larry tornou-se conhecido também pelo seriado Dallas, que marcou a década de 70 e ganhou uma continuidade recentemente. Pouco antes de falecer, Larry já havia participado da atual temporada do seriado, revivendo o vilão "JR".

Morre nos EUA o ator Larry Hagman, o 'JR', de Dallas

Da Agência France Press

LOS ANGELES, 24 Nov 2012 (AFP) - O ator norte-americano Larry Hagman, que ficou célebre ao interpretar "JR" na série televisiva Dallas, morreu na sexta-feira (local) em consequência de um câncer, informou sua família em um comunicado. "Larry morreu rodiado por seus filhos", declarou a família.

"Foi uma morte serena, como ele desejava", completa a nota. Ainda segunda a família, Hagman morreu na tarde de sexta-feira em um hospital de Dallas, como resultado de complicações de um câncer no fígado.

Hagman foi um dos principais personagens da série Dallas, no papel de John Ross (JR) Ewig, um homem de negócios impiedoso e cruel. A série marcou as noites da televisão norte-americanas de 1978 a 1991 e foi divulgada em todo o mundo a partir dos anos 1980. Vinte anos mais tarde, JR voltou para as telinhas em uma continuação da série junto de parte do elenco original, com sua mulher Sue Ellen (Linda Gray, 71) e o simpático Bobby (Patrick Duffy, 63).

Larry Hagman ficou conhecido em meados da década de 1960 com a comédia televisiva "I Dream of Jeannie" ("Jeannie é um gênio"), na qual interpretava um astronauta da NASA que namorava a charmosa "gênio da lâmpada" Jeannie (Barbara Eden). "Posso dizer honestamente que perdemos não só um grande ator e um ícone da televisão, mas também um elemento da cultura norte-americana", escreveu Eden em sua página do Facebook pouco depois de sua morte.

Nas primeiras horas após o anúncio, dezenas de artistas começaram a se manifestar, como o protagonista de "Star Trek" (Jornada nas estrelas), William Shatner, e o ex-apresentador da CNN, Larry King, que publicou em sua conta no twitter: "Estou surpreso. Ele me ajudou a deixar de fumar. Realmente era uma pessoa muito especial".

Apesar de Hagman viver e trabalhar no sul da Califórnia (oeste dos Estados Unidos), seu nome permanecia indissociável do estado do Texas, cenário de "Dallas". Em 1985, ele apresentou "Lone Star", um documentário sobre a história do Texas divulgado no canal de televisão pública PBS.

Hagman também fez carreira no cinema, interpretando o governador corrupto Picker no filme de Mike Nichols "Primary Colors", com John Travolta e Emma Thompson. Em 2012, vinte anos depois do final de "Dallas", "o canalha" JR retornou às telas pelo canal fechado TNT, em uma continuação da série, e atingiu 7 milhões de telespectadores.

Larry Hagman nasceu em 21 de setembro de 1931 em Fort Worth (Texas). Seus pais se divorciaram em 1936 e ele passou a viver com sua avó, em Los Angeles.