sábado, 29 de setembro de 2012

HEBE CAMARGO MORRE AOS 83 ANOS EM SÃO PAULO



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: A apresentadora Hebe Camargo, que havia feito parte da história da televisão brasileira desde o começo e havia sido a primeira mulher a apresentar um programa de TV (em 1955), estava para reestrear seu programa no SBT, depois de uma passagem na decadente Rede TV!.

Infelizmente, ela não resistiu a uma parada cardíaca. Ela havia sofrido câncer, contra o qual batalhava nos últimos anos.

Hebe, uma das maiores comunicadoras da televisão brasileira, também era cantora e atriz e havia passado por várias emissoras de TV, como Tupi, Record e Bandeirantes. Também foi uma das estrelas do rádio brasileiro, antes de trabalhar na TV.

Vale também destacar que uma de suas últimas participações foi como garota-propaganda de comerciais por TV por assinatura.

Hebe Camargo morre aos 83 anos em São Paulo

Do Portal r7

Apresentadora faleceu após ter uma parada; informação é confirmada pela assessoria

Hebe Camargo morreu aos 83 anos na madrugada deste sábado (29).

A apresentadora sofreu uma parada cardíaca, enquanto dormia, segundo informações da assessoria de imprensa do SBT.

Recentemente, a loira comemorou a volta para a emissora de Silvio Santos, após um ano de incertezas.

Hebe rescindiu o contrato com a RedeTV!, sua última emissora, e nem chegou a estrear na nova casa.

Segundo amigos próximos, Hebe estava muito feliz em poder voltar a trabalhar com seu amigo e antigo patrão.

O ano de 2012 foi difícil para a apresentadora, que foi internada algumas vezes.

Hebe trava uma luta contra o câncer desde 2010, quando foi diagnosticado um tumor no peritônio (membrana que reveste os órgãos digestivos). Ela passou sessões de quimioterapia durante meses, com um breve período de pausa entre abril e setembro de 2011.

Em março deste ano, a apresentadora também precisou ser operada às pressas. Na ocasião, a cirurgia foi feita com urgência para retirar um tumor que causava obstrução intestinal.

Sua última internação foi em agosto de 2012.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

TIM MAIA FARIA 70 ANOS HOJE


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: A soul music foi um gênero cuja força maior se deu nos anos 60 e 70, a partir dos EUA. No Brasil, seu maior representante foi sem qualquer sombra de dúvida o cantor e compositor Tim Maia, que melhor assimilou as caraterísticas musicais do gênero e adaptou brilhantemente para a realidade e a linguagem brasileiras. Tim também foi o precursor do funk (autêntico) brasileiro, expresso em músicas como "Sossego", "Eu e Você, Você e Eu (Juntinhos)" e "Descobridor dos Sete Mares".

Tim era capaz de juntar a esse estilo elementos de baião e samba com natural desenvoltura e o cantor era um dos arranjadores e compositores mais exigentes, chegando a fazer cobranças de desempenho para os músicos de sua banda e orquestra Vitória Régia, uma exigência de qualidade sonora semelhante a de outra figura difícil, João Gilberto. Aliás, entre as últimas gravações de Tim Maia, está um disco de Bossa Nova com a participação de Os Cariocas.

Biografia de Tim Maia

Do Dicionário Cravo Alvim de Música Popular Brasileira


Iniciou sua carreira artística aos 14 anos de idade, integrando, como baterista, o grupo Os Tijucanos do Ritmo, com o qual atuou durante um ano. Em seguida, começou a estudar violão e formou, em 1957, com Roberto e Erasmo Carlos, o grupo Os Sputniks. 

Em 1959, viajou para os Estados Unidos, onde permaneceu durante quatro anos. Estudou inglês e integrou, como vocalista, o conjunto The Ideals. 

Em 1968, gravou seu primeiro disco, um compacto simples contendo suas composições "Meu país" e "Sentimento".

No ano seguinte, destacou-se no cenário artístico com a gravação de "These are the songs", lançada em compacto simples que registrou também a canção "What you want to bet", ambas de sua autoria.

Em 1970, foi convidado para gravar, em dueto com Elis Regina, a faixa "These are the songs", registrada pela cantora no LP "Em pleno verão". Ainda nesse ano, lançou seu primeiro LP "Tim Maia" (Polydor), com destaque para sua composição "Azul da cor do mar", além de "Coroné Antonio Bento" (Luis Wanderley e João do Vale) e "Primavera" (Cassiano). O disco esteve durante 24 semanas nas paradas de sucesso cariocas.

Em 1971, gravou mais um LP contendo canções próprias como "Não quero dinheiro (Só quero amar)" e de outros autores como Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle ("Preciso aprender a ser só"). No ano seguinte, lançou novo LP, registrando "These are the songs" e outras canções de sua autoria como "Idade" e "My little girl".

Em 1973, gravou mais um LP intitulado "Tim Maia", contendo "Réu confesso", de sua autoria, e "Gostava tanto de você", de Édson Trindade, entre outras. Ainda na década de 70, fundou seu próprio selo, inicialmente Seroma e, mais tarde, Vitória Régia Discos.

Em 1975, converteu-se à seita Universo em Desencanto, fato que inspirou o lançamento independente (Seroma) dos dois volumes "Tim Maia Racional".

No ano seguinte, gravou o LP "Tim Maia", contendo sua canção "Dance enquanto é tempo" (c/ Paulo Ricardo) e outras.

Ainda nos anos 1970, lançou mais dois LPs intitulados "Tim Maia", em 1977 e 1978, pela Som Livre, o LP "Tim Maia Disco Club" (1978, Atlantic/Warner), contendo suas canções "Acenda o farol" e "Sossego", e o LP "Reencontro" (1979, EMI-Odeon), com destaque para "Canção para Cristina", de Tibério Gaspar.

Nos anos 1980, lançou os LPs "Tim Maia" (1980, Polydor), "Nuvens" (1982, independente), "O descobridor dos sete mares" (1983, PolyGram), com destaque para a faixa-título (Gilson Mendonça e Michel) e "Me dê motivo" (Paulo Massadas e Michael Sullivan), os LPs "Sufocante" (1984, PolyGram), "Tim Maia" (1985, RCA Victor), "Tim Maia" (1986, Continental), que registrou o sucesso "Do Leme ao Pontal (Tomo guaraná, suco de cajú, goiabada para sobremesa)", e os LPs "Somos América" (1987, Continental) e "Carinhos" (1988, Continental).

Lançou, em 1990, pela Continental, o disco "Dance bem". Nesse ano, lançou, pela sua gravadora Vitória Régia, o LP "Tim Maia interpreta clássicos da bossa nova".

Em 1992, a Warner-Continental registrou o CD "Tim Maia ao vivo".

Descontente com as gravadoras, seus discos seguintes, "Voltou clarear" (1994), "Nova era glacial" (1995), "What a wonderful world" (1997), contendo clássicos do pop e do soul norte-americano das décadas de de 1950 a 1970, "Pro meu grande amor" (1997), "Amigos do rei" (1997, com o grupo vocal Os Cariocas, "Só você - para ouvir e dançar" (1997), "Sorriso de criança" (1997), e "Tim Maia ao vivo II" (1998), foram gravados pela Vitória Régia Discos. Ainda nos anos 1990, fez muito sucesso com a gravação, para um comercial de televisão, de "Como uma onda" (Lulu Santos e Nelson Motta), incluída no CD "Tim Maia", de 1993. Na mesma época, foi homenageado por Jorge Benjor na música "W Brasil".

Teve várias músicas regravadas por artistas mais jovens, como Marisa Monte e os grupos Paralamas do Sucesso e Skank.

Em março de 1998, apresentando-se no Teatro Municipal de Niterói, em show que seria gravado para um especial de televisão, foi acometido de um mal estar que o levou ao hospital, vindo a falecer alguns dias depois.

No ano seguinte, foi homenageado com um show tributo por vários artistas da MPB. O espetáculo gerou um especial de televisão e foi registrado em CD e DVD.

Em 2005, foi lançado o DVD "Tim Maia - Programa Ensaio 1992", pela gravadora Trama em parceria com a TV Cultura e a TeleImage.

Em 2006, seu LP "Tim Maia Racional volume 1", gravado em 1975, e que se tornou um dos mais disputados vinis da música brasileira, recebeu edição oficial em CD pela Trama, com tratamentos de restauração em estúdio a partir de uma cópia, uma vez que as fitas máster foram perdidas. Nesse disco, o cantor e compositor assinou todos os arranjos, além de tocar baixo, bateria, percussão e flauta transversal. Também presentes, os músicos Serginho Trombone (piano), Robson Jorge (órgão elétrico, piano e teclado), Paulinho Guitarra (guitarra, baixo e violão), Beto Cajueiro (baixo), Paulinho Trompete (trompete), Oberdan Magalhães (sax), Robério Rafael (bateria) e Luiz Carlos Batera. O CD ainda incluiu como bônus as gravações originais do LP.

Em 2001, o cantor Fábio publicou o livro "Até parece que foi sonho: meus trinta anos de amizade e trabalho com Tim Maia" (Matrix), em depoimento a Achel Tinoco.

Abrindo as homenagens para o décimo aniversário de seu falecimento, em 2007 foi realizado, no espaço carioca Viva Rio, um show tributo ao compositor e cantor, organizado por pelo jornalista, compositor e produtor Nelson Motta, tendo como banda-base a Orquestra Imperial e a participação de convidados como Rogério Flausino (cantor do jota Quest), Marcelo Camelo, Mariana Aydar e o grupo vocal feminino Chicas, na segunda edição do projeto Accenture Performances. Nesse mesmo ano, foi publicada a biografia “Vale tudo – O som e a fúria de Tim Maia”, de autoria de Nelson Motta

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

MORRE TED BOY MARINO, ÍCONE DO TELECATCH NO BRASIL



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Não se pode confundir o telecatch com as lutas de MMA-UFC de hoje. O telecatch eram lutas cênicas, com um certo tom de comédia, e que no Brasil fizeram Ted Boy Marino um astro do gênero. Depois ele passou a fazer parte do grupo humorístico Os Adoráveis Trapalhões, com Renato Aragão, Wanderley Cardoso e Ivon Curi, embrião do que Renato faria com os Trapalhões, com outros parceiros. Esse programa estreou em 1966 na TV Excelsior do Rio de Janeiro.

Ted Boy, que participou também de vários filmes, tinha 73 anos incompletos, era nascido na Itália e nos últimos anos ainda era lembrado por sua carreira, tendo feito depoimentos em programas de televisão e conquistado fãs mais jovens. Mas ele faleceu devido a complicações causadas pela insuficiência vascular aguda, sofrendo parada cardíaca depois de uma cirurgia de emergência num hospital em Botafogo.

RJ: morre Ted Boy Marino, ícone do Telecatch no Brasil

Do Portal Terra

Astro do telecatch brasileiro durante a década de 1960, Mario Marino, mais conhecido como Ted Boy Marino, morreu, aos 72 anos, nesta quinta-feira no Rio de Janeiro. O ex-atleta da luta livre não resistiu a uma cirurgia de emergência realizada no Hospital Pró-Cardíaco, no bairro de Botafogo, e sofreu uma parada cardíaca, logo após o processo. A morte do antigo competidor e ator foi confirmada ao Terra pelo próprio hospital, que registrou o óbito às 19h (de Brasília).

Mario Marino deu entrada no hospital na manhã desta quinta-feira com insuficiência vascular aguda. A gravidade do estado do ex-astro da luta livre brasileira obrigou a equipe médica a iniciar uma cirurgia de emergência. Entretanto, a tentativa de salvá-lo foi em vão, em virtude da parada cardíaca sofrida depois do processo cirúrgico.

Nascido em Fuscaldo Marina, na província italiana da Calábria, Mario Marino deixou a Europa com apenas 12 anos de idade, quando viajou junto aos pais e mais cinco irmãos rumo a Buenos Aires. Na capital argentina, ainda jovem, trabalhou com sapateiro, aproveitando o tempo livre para praticar a luta livre e o halterofilismo. Antes de despontar no Brasil, Ted Boy já participava de programas de Telecatch argentinos e em Montevidéu.

O sucesso fez Marino viajar para o Brasil no ano de 1965. Pouco tempo depois de chegar ao País, o lutador foi contratado pela extinta TV Excelsior. Na emissora, Ted Boy obteve grande sucesso ao derrotar vilões como Aquiles, Rasputim e Barba Negra ao lado de outros personagens como Tigre Paraguaio e Electra. A participação gerou outros convites.

Já consolidado como astro da luta livre, Ted Boy Marino ganhou ainda mais reconhecimento quando passou a protagonizar "Os Adoráveis Trapalhões". Ao lado de Wanderley Cardoso, Ivon Cury e Renato Aragão, o antigo membro do Telecatch comandou um dos programas de maior sucesso das primeiras décadas da televisão brasileira.

A grande repercussão da parceria com Renato Aragão rendeu mais convites para Ted Boy Marino. Em 1968, ele interpretou um lutador no filme "Dois na Lona", em película conhecida pela "final" envolvendo o lutador e Lobo, o ator Roberto Guilherme. Na TV Globo, Marino imediatamente participou de quatro programas: Sessão Zás Trás; Orion IV x Ted Boy Marino; Oh, que Delícia de Show e o já famoso Telecatch, no horário nobre dos sábados.

Apesar de manter-se em evidência durante quase uma década, Marino não se segurou com o declínio do Telecatch. A partir de então, o ex-lutador figurou como coadjuvante do programa "Os Trapalhões", protagonizado pelo amigo Renato Aragão, e "Escolinha de Professor Raimundo".

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

AOS 84 ANOS, MORRE ANDY WILLIAMS, CANTOR DE "MOON RIVER"


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Andy Williams foi um dos mais destacados apresentadores de TV dos EUA e também um cantor, da linha crooner, conforme anunciou o Just Jared. Ele estava doente há um bom tempo, por câncer na bexiga e estava se tratando contra a doença. Seu falecimento se deu antes que ele vivesse para receber a homenagem pelos 75 anos de carreira, numa apresentação no Moon River Theater, em Branson, Missouri, EUA.


Andy foi mundialmente conhecido pela gravação da música "Moon River", de Henry Mancini com letra de Johnny Mercer, que foi tema do filme Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany's), de 1961.

Aos 84 anos, morre Andy Williams, cantor de "Moon River"

Do Portal Terra

Foi anunciada pelo site TMZ, nesta quarta-feira (26), a morte do cantor Andy Williams, aos 84 anos, intérprete da música-tema do filme Bonequinha de Luxo, o clássico Moon River.

De acordo com o site, o artista sofreu uma parada cardíaca, na noite de terça-feira (25), em sua casa no Branson (Califórnia), depois de uma longa batalha contra um câncer na bexiga. Williams, que já ganhou nove discos de ouro e cinco de platina, já teve seu próprio show de televisão, o The Andy Williams Show.

O cantor já se apresentou ao lado de grandes nomes da música como Ella Fitzgerald, Judy Garland, Sammy Davis Jr., Dorival Caymmi e Tom Jobim. Nas últimas décadas, Williams - que deixou sua mulher Debbie e os filhos Robert, Noelle, e Christian, era conhecido por seus CDs natalinos.

75 anos de carreira


No fim do ano, Andy seria homenageado pelos seus 75 anos de carreira em um show comemorativo no Moon River Theater, com participações de estrelas como Debbie Reynolds e Frankie Avalon.

Dos álbuns mais recentes aos mais antigos, a discografia de Andy Williams compreende: Sings... (2009), I Don't Remember Ever Growing Up (2007), Andy Williams Live: Christmas Treasures (2001), Branson City Limits (1998), We Need a Little Christmas (1997), Nashville (1991), I Still Believe in Santa Claus (1990), Close Enough for Love (1986), Andy (1976), Other Side of Me (1975), Solitaire (1973), You've Got a Friend (1971), Love Story (1971), Born Free (1967), Shadow of Your Smile (1966), Merry Christmas (1965), Warm and Willing (1962), Under Paris Skies (1961) e Lonely Street (1959).

domingo, 9 de setembro de 2012

SAMBISTA ROBERTO SILVA MORRE AOS 92 ANOS NO RIO DE JANEIRO



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: O sambista Roberto Silva, um dos grandes nomes do moderno samba brasileiro dos anos 50, faleceu aos 92 anos, sendo mais um nome da música brasileira autêntica a partir. Ele acreditava, segundo depoimento de sua viúva, que novas gerações possam herdar as lições dele, mas deve-se tomar muito cuidado, porque diluições do samba, sobretudo pela forma que é feita pelos "sambregas" da geração anos 90 para cá, não contribuem para o fortalecimento do gênero, mas sim pelo seu enfraquecimento e pelo esquecimento das suas ricas expressões pelos mais jovens.

Sambista Roberto Silva morre aos 92 anos no Rio de Janeiro

Do Portal Terra

O sambista carioca Roberto Silva, conhecido como Príncipe do Samba, morreu na madrugada de hoje (9), em casa, aos 92 anos, vítima de complicações decorrentes de um câncer, segundo parentes. Silva gravou cerca de 20 álbuns, além de dezenas de compactos e centenas de músicas de compositores como Ataulfo Alves, Lamartine Babo e Nelson Cavaquinho.

Entre seus maiores sucessos destacam-se Maria Teresa, Normélia e Jornal da Morte. Nascido no Morro do Cantagalo, na zona sul do Rio de Janeiro, Roberto Napoleão Silva trabalhou como cantor nas rádios Nacional e Tupi.

Segundo a viúva Syone Guimarães da Costa, mesmo aos 92 anos, o Príncipe do Samba ainda fazia apresentações. "Ele adorava fazer o que ele fazia e morreu querendo continuar cantando. Ele gostava muito dessa juventude agora, das pessoas novas que estavam chegando no samba e dizia: 'eles é que vão dar continuidade ao que eu plantei'. Tenho certeza de que ele não será esquecido", disse.

O corpo de Roberto Silva está sendo velado no Cemitério de Inhaúma, na zona norte da cidade, e será enterrado às 16h. Ele deixou sete filhos, além de netos e bisnetos.

domingo, 2 de setembro de 2012

PROGRAMA DA TV ITACOLOMI ANTECIPOU O FANTÁSTICO

FOTOS AO LADO TERIAM FEITO PARTE DO PROGRAMA "A NOITE É DA GUANABARA", DA TV ITACOLOMI. ACERVO CARLOS FABIANO BRAGA

Por Alexandre Figueiredo

Uma curiosidade da televisão brasileira é que o programa que deu origem ao formato de revista eletrônica não foi transmitido no Rio de Janeiro nem em São Paulo, nas em Belo Horizonte.

A capital mineira havia ganho, em 1955, sua primeira emissora de televisão. A TV Itacolomi, ligada aos Diários Associados, já se beneficiava pela experiência técnica brasileira resultante do trabalho da TV Tupi do Rio de Janeiro e de São Paulo e pelo seu equipamento ela já foi conhecida como a emissora de TV mais moderna da América Latina.

Destinada a uma programação voltada para os aspectos culturais de Minas Gerais, a emissora de Belo Horizonte provocou uma grande polêmica entre os mineiros quando passou a se integrar em rede com as duas principais emissoras dos Associados, a Tupi carioca e a paulista.

As redes, é claro, não eram em satélite (isso só ocorreria a partir de 1969), até o videoteipe era uma tecnologia recente, usada por poucas emissoras (em Minas só veio em 1965), e os programas geralmente eram retransmitidos por gravação ou haviam transmissões locais dos mesmos programas. Só um exemplo: o programa infantil Gladys e Seus Bichinhos, da escritora e desenhista Gladys Mesquita Ribeiro, tinha edições feitas na TV Tupi carioca (de onde se originou o programa), na TV Tupi paulista e na TV Itacolomi. A apresentadora teria que viajar com sua equipe e todo o material para fazer seu programa em outras praças.

Pois nem tudo era negativo na "desmineirização" da televisão em Belo Horizonte. De um modo, foi benéfico, porque trouxe novidades na televisão local. Mas evidentemente isso deixou de lado a produção local e a divulgação da cultura mineira, enquanto valores próprios do eixo Rio-São Paulo eram veiculados para os mineiros.

Pois um dos aspectos positivos foi a produção de um programa de variedades, do estilo "revista eletrônica", cujo pioneirismo foi implantado na TV Itacolomi em 1961. Trata-se do programa A Noite é da Guanabara, produzido pela agência Esquire de Fernando Barbosa Lima e Mauro Borja Lopes, este nada menos que o famoso cartunista Borjalo (que as gerações recentes conhecem pelos desenhos da abertura do teleteatro Sai de Baixo da Rede Globo).

Borjalo foi um dos diretores do programa, que apesar do nome assustar, a princípio, os mineiros mais provincianos, correspondia não ao Estado governado por Carlos Lacerda, mas a uma famosa rede local de eletrodomésticos, as Lojas Guanabara, que fez história na capital mineira. Havia até mesmo um imponente prédio no centro da capital mineira. No entanto, a rede foi extinta anos depois.

A Noite é da Guanabara era apresentado pela atriz Elizabeth Gasper, nascida na Alemanha mas radicada no Brasil, e que era uma das musas da época. Mas tinha vários convidados, em diversos quadros. O programa era composto de entrevistas, musicais, notícias, curiosidades e esquetes humorísticas. Tinha um quadro com o compositor Lamartine Babo, onde ele contava estórias e depois cantava. Seu sobrinho, Oswaldo Sargentelli, também tinha um quadro, baseado no seu famoso formato de entrevistas onde ele perguntava com a voz em off (não aparecia na tela).

Conta Fernando Barbosa Lima que certa vez o quadro de Sargentelli teve como convidado o deputado federal petebista, Emílio Carlos, de aparência galântica. Mas aí Sargentelli anunciou, meio hesitante, o nome de um jornalista, com essas palavras: "Deputado Emílio Carlos, pergunta do jornalista Virgílio... Veado".

Emílio, sentado de costas para a câmera, não se conteve em risadas, puxando a gargalhada para a equipe em volta do cenário. Passada a gargalhada, Sargentelli continuou: "Pergunta do jornalista Virgílio Veado. Deputado Emílio Carlos, é verdade que as moças de São Paulo, nas eleições, o achando tão bonito só pensam em beijar o senhor?".

Emílio Carlos, gozador, respondeu: "Seu Veado, como é que, com esse nome, o senhor faz uma pergunta dessas?". Cinco minutos depois o jornalista, que era presidente do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, armado de um revolver, gritou, irritado: "Veado é uma família tradicional de Minas...".

Felizmente, houve acordo e um pedido de desculpas foi formalizado no dia seguinte em mensagem dirigida ao Sindicato dos Jornalistas. Mas, no momento da reação furiosa de Virgílio, Emílio tentou explicar: "Eu não tenho nada com isso, seu Veado. É coisa da equipe do programa". Felizmente o episódio terminou sem tragédia.

O programa A Noite da Guanabara fez sucesso imediato, de tal forma que os astros da televisão paulista e carioca queriam aparecer no programa. Os cinemas deixaram de exibir a última sessão porque as pessoas estavam em casa vendo o programa. E ainda havia os televizinhos e as televisitas, porque televisão custava caro e era artigo de luxo.

O programa também serviu para dois convidados da televisão carioca, o humorista Chico Anysio e a vedete Rose Rondelli - que foi uma das "certinhas" de Stanislaw Ponte Preta - se conhecerem e se apaixonarem. Da relação, nasceu o também comediante Nizo Neto, parceiro do pai em vários quadros humorísticos, como o Ptolomeu, o aluno inteligente, na penúltima versão da Escolinha do Professor Raimundo, da TV Globo, entre 1990 e 1995. Nizo é também conhecido dublador de televisão, tendo feito as vozes de Ferris Bueller (Curtindo a Vida Adoidado) e Stiffler (American Pie 1).

Sendo produção da Esquire, A Noite da Guanabara se beneficiou com a parceria da agência com os Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul (depois vinculados à Varig), que transportava em avião toda a equipe que fazia o programa. No entanto, Lamartine Babo, que tinha medo de avião, preferia ir para a capital mineira de trem ou, quando muito, na carona de carro.

O programa fez história na televisão mineira, em especial na história da TV Itacolomi, e é considerado um dos maiores sucessos do Estado, nesta fase inicial da televisão. A televisão era em preto e branco, feita ao vivo e com poucas pessoas sendo donas de aparelhos de televisão.

Mais tarde, o formato inspiraria programas como Primeiro Plano (que passou pela TV Tupi e chegou a ser transmitido nos primeiros anos da TV Globo do Rio) e, a partir de 1973, se tornou nacionalmente conhecido através do Fantástico, também da TV Globo.

sábado, 1 de setembro de 2012

COMPOSITOR HAL DAVID MORRE AOS 91 ANOS


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: O compositor Hal David encerra sua vida deixando para a história da música muitas letras feitas para vários compositores de melodias, sobretudo seu principal parceiro, o maestro e pianista Burt Bacharach, mas incluindo também Henry Mancini e John Barry, outros que foram especializados nessa geração mais criativa e autoral do easy listening.

Compositor Hal David morre aos 91 anos

Do UOL Entretenimento

 O compositor Hal David morreu aos 91 anos devido a complicações de acidente vascular cerebral na manhã de sábado (1), em Los Angeles, de acordo com Jim Steinblatt, porta-voz da Sociedade Americana de Compositores, Autores e Editores. As informações são do site da revista "Variety"

Hal David escreveu junto com seu parceiro musical, Burt Bacharach, dezenas de canções atemporais para filmes, televisão e uma variedade de artistas na década de 1960. A dupla é responsável por faixas como "Raindrops Keep Fallin 'On My Head",''Close To You" e "That's What Friends Are For".

"Como letrista, Hal era simples, conciso e poético - transportava volumes de significado em poucas palavras possíveis e sempre a serviço da música", disse o atual presidente da ASCAP, o compositor Paul Williams, disse em um comunicado.

"Não é de admirar que muitos de seus versos tornaram-se parte do nosso vocabulário cotidiano e suas canções, o pano de fundo de nossas vidas."

Muitas letras e músicas de Bacharach e David continuam a ressoar na cultura pop, incluindo "Do You Know the Way to San Jose" e "I Say A Little Prayer"  e "What The World Needs Now Is Love".

Suas música foram gravadas por intérpretes como The Beatles, Barbra Streisand, Frank Sinatra, Neil Diamond e sua parceira de longa data Dionne Warwick.

Em maio deste ano, Bacharach e David receberam o Library of Congress Gershwin para Canção Popular, durante um show tributo na Casa Branca que contou com a presença do presidente, Barack Obama.

A mulher de Hal, Eunice David, aceitou em seu nome, já que o marido pôde comparecer, pois se recuperava de um acidente vascular cerebral. Bacharach, 83, agradeceu a Obama, dizendo que este era o prêmio mais importante de sua vida e superava até mesmo o Oscar.

Na ocasião, Obama disse que "os dois ainda estavam com tudo"  e salientou que suas músicas ainda estão sendo gravadas por artistas como Alicia Keys e John Legend.

"Acima de tudo, eles permaneceram fiéis a si mesmos. E com uma autenticidade inconfundível, eles capturaram as emoções das nossas vidas diárias - os bons momentos, os maus momentos, e tudo mais", falou o presidente.

Vida e obra

Nascido em 25 de maio de 1921 em Nova York, David estudou em escolas públicas antes de estudar jornalismo na Universidade de Nova York. Ele serviu o exército durante a Segunda Guerra Mundial como membro de uma unidade de entretenimento no sul do Pacífico. Após a guerra, ele escreveu letras para vários compositores.

David conheceu Bacharach quando ambos trabalhavam no Edifício Brill em Nova York. Eles marcaram o seu primeiro grande sucesso com "Magic Moments", que vendeu um milhão de cópias na voz de Perry Como.

Em 1962, a dupla começou a escrever para Dionne Warwick. O trio criou vários sucessos populares, incluindo "Don't Make Me Over," ''Walk On By", ''I Say a Little Prayer", ''Do You Know the Way to San Jose", ''You'll Never Get to Heaven" e "Always Something There to Remind Me".

Antigo membro da Sociedade Americana de Compositores, Autores e Editores, David atuou como presidente da organização de 1980 a 1986.

Em uma entrevista de 1999, David explicou seu sucesso como letrista: "Tente contar uma narrativa, as músicas devem ser como um pequeno filme, contada em três ou quatro minutos. Tente dizer coisas tão simples quanto possível, o que provavelmente é a coisa mais difícil de fazer. "

A equipe de sucesso se separou após a refilmagem do musical de 1973, "Lost Horizon", massacrado pela crítica. Bacharach ficou deprimido e se tornou recluso em sua casa de férias, recusando-se a trabalhar. Os dois voltaram a compôr juntos em 1992, trabalhando com Dione em "Sunny Weather Lover".

David teve colaborações bem sucedidas com vários outros compositores:  com John Barry ele escreveu a música-título do filme Bond James "Moonraker"; Albert Hammond com "To All the Girls I've Loved Before", dueto de Julio Iglesias e Willie Nelson e  com Henry Mancini com "o maior presente" em "O Retorno da Pantera Cor de Rosa".

Hal David deixa a mulher, Anne Rauchman, com quem se casou em 1947 e dois filhos.