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OS 50 ANOS DOS ROLLING STONES


Há cinquenta anos, os Rolling Stones fizeram sua primeira apresentação oficial, no Marquee Club de Londres, mostrando seu rhythm and blues branco, como era a forma de rock'n'roll adotada pelas bandas dos anos 60.

Pois, antes de 1962, as "pedras" já rolavam, e foi em 1960 quando, numa estação de trem da pequena cidade de Dartford, dois amigos de infância, Mick Jagger e Keith Richards, se reencontraram. Decidiram trocar discos de rock e blues e a trocar ideias sobre música.

Convidados, em 1962, por Brian Jones para montar uma banda, cujo nome, Rolling Stones, é baseado no título da canção de Muddy Waters, "Rolling Stone", decidiram acrescentar sua colaboração à riquíssima cena britânica dos anos 60, que mesmo antes do sucesso mundial dos Beatles já mostrava-se instigante e vibrante.

Na primeira apresentação, só constavam Jagger e Richards da atual formação. Mas ela já tinha o baixista Bill Wyman, hoje fora da banda. Charlie Watts só entrou no final de 1962. Mas já em 1963 os Rolling Stones estavam na sua primeira formação mais popular, com Jagger, Richards, Jones, Wyman e Watts.

Pareciam "mais rudes" que os Beatles e foi forjada uma rivalidade entre os dois. Mas, por debaixo dos panos, os dois grupos chegaram a combinar que um não "atropelasse" o outro no lançamento de um compacto. E, segundo dizem os Stones, eles até visitavam hospitais. Por outro lado, John Lennon era tão rebelde quanto os Rolling Stones.

Os Stones têm uma grande trajetória. Gravaram um disco psicodélico, Their Satanic Majesties Request, de 1967, numa época em que Jagger e Richards apareciam no clipe de "All You Need is Love" dos Beatles e já se entrosavam com um músico do Jeff Beck Group, Ron Wood. O disco psicodélico teve a participação de Jimmy Page e John Paul Jones (arranjador orquestral da música "She's a Rainbow"), que começavam a formar uma banda chamada Led Zeppelin.

Por sua formação, passou também o guitarrista de blues Mick Taylor, co-responsável pelo álbum conceitual Exile On Main Street, de 1972, numa fase em que a música negra norte-americana se tornou influência mais forte no som do grupo inglês, que havia criado um selo próprio, a Rolling Stones Records.

No Brasil, foi através desta fase que os Rolling Stones se tornaram realmente populares nos anos 70, na carona dos bichos-grilos que ouviam Hendrix, Janis e rock progressivo. Antes, apenas "Satisfaction" teve boa recepção entre o público que se identificava com a Jovem Guarda.

Os Stones atravessaram décadas e são capazes de gravar álbuns como Tattoo You e Voodoo Lounge, respectivamente de 1981 e 1994, com o mesmo vigor que consagrou a banda. Por isso, seria maldade alguém rogar que os Stones se aposentem.

Eles são grandes músicos, seus discos, mesmo os menos inspirados, procuram sempre primar pela qualidade musical. Mesmo quando flertam com a disco music, como "I Miss You" e "Emotional Rescue", duas grandes canções por sinal.

Por isso, os Stones merecem longa carreira. Para o bem do rock'n'roll, vamos manter as "pedras" rolando. Parabéns pelos 50 anos dos Rolling Stones.

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