sexta-feira, 14 de outubro de 2011

MORRE LEON CAKOFF, FUNDADOR DA MOSTRA DE CINEMA DE SÃO PAULO



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: A cada dia vemos o Brasil um pouco mais acéfalo, sem seus intelectuais mais empenhados. E, numa época de mediocridade cultural, cria-se lacunas sérias. Até porque aos poucos começa a desaparecer uma geração que realmente contribuiu para nossa cultura, enquanto os barões da mídia e do entretenimento enganam a opinião pública dizendo que tudo está um mar de rosas.

Morre Leon Cakoff, fundador da Mostra de Cinema de São Paulo

Crítico tinha 63 anos e lutava contra um câncer desde o ano passado

Do Portal Último Segundo - IG

Morreu nesta sexta-feira, aos 63, o crítico Leon Cakoff, fundador da Mostra de Cinema de São Paulo. Ele sofria de câncer e estava internado no Hospital São José. Seu corpo será velado no Museu da Imagem e do Som (MIS), das 17h desta sexta até as 12h do sábado. Depois, será levado ao Memorial Parque Paulista, em Embu das Artes, onde será cremado.

Nascido em 12 de junho de 1948 em Aleppo, na Síria e descendente da armênios, Cakoff (nome que ele adotou no lugar do Chadarevian da família por causa de problemas com o regime militar) emigrou para o Brasil com oito anos. Em 1974, começou a organizar sessões de cinema do Museu de Arte de São Paulo (MASP), que deram origem à Mostra em 1977.

A primeira edição do festival teve apenas 16 longas e sete curtas. O evento foi crescendo ano a ano e, no ano passado, exibiu mais de 400 títulos. Em seus mais de 30 anos de história, a Mostra foi responsável por revelar ao público brasileiro cineastas como Manoel de Oliveira, Quentin Tarantino, Pedro Almodóvar, Amos Gittai e Abbas Kiarostami.

Cakoff também dirigiu dois curtas em parceria com Renata de Almeida, "Volte Sempre Abbas" (1999) e "Natureza-Morta" (2004), e assinou um terceiro sozinho, "Esperando Abbas" (2004). Além disso, produziu outros dois filmes: "Bem-Vindo a São Paulo", reunião de curtas sobre a cidade dirigidos por 12 cineastas, e "O Mundo Invisível", filme inédito que reúne curtas de Manoel de Oliveira, Wim Wenders e Atom Egoyan, que terá exibição na 35ª Mostra.

Ele ainda escreveu os livros "Gabriel Figueroa – O Mestre do Olhar", resultado de uma grande entrevista com o lendário diretor de fotografia mexicano; "Ainda Temos Tempo", com crônicas de viagem ligadas a cinema; "Cinema Sem Fim", com a história dos 30 anos da Mostra; e "Manoel de Oliveira", sobre o cineasta português.

Veja abaixo a nota de falecimento divulgada pelo Mostra de Cinema de São Paulo:

"Um dos maiores nomes da resistência cultural no Brasil durante a ditadura, Leon Cakoff, fundador da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, morreu hoje, sexta-feira dia 14 outubro, às 13 horas, por conta de complicações decorrentes de um melanoma – câncer que atinge o tecido epitelial. Ele estava internado há duas semanas no Hospital São José, em São Paulo. O corpo vai ser velado no Museu da Imagem e do Som - MIS de São Paulo (Av. Europa, 158 - Jardim Europa) a partir das 17 horas de hoje até às 12 horas de amanhã (sábado, dia 15), para seguir para o Memorial Parque Paulista (R. Dr. Jorge Balduzzi, Nº 520, Jd. Das Oliveiras - Embu Das Artes) onde será cremado".

terça-feira, 11 de outubro de 2011

JOSÉ VASCONCELOS MORRE AOS 85 ANOS


DISCO 'EU SOU O ESPETÁCULO' FOI UM GRANDE SUCESSO DE ZÉ VASCONCELOS LOGO QUANDO FOI LANÇADO, EM 1960.

COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: José Vasconcelos foi um dos grandes comediantes brasileiros que fez muito sucesso na década de 50 e 60. Foi uma geração cujo obituário cresce de forma acelerada. E, numa época em que os "modernos" humorísticos do Pânico na TV, CQC e Zorra Total, causam problemas sérios devido ao caráter ofensivo de certos "humoristas", o humor brasileiro hoje é um dos temas mais discutidos e controversos da atualidade. A morte de Zé Vasconcelos, figura da fase áurea do humor brasileiro, reforça ainda mais o debate.

José Vasconcelos morre aos 85 anos

Humorista ficou famoso com o gago Ruy Barbosa Sá Silva, da Escolinha do Barulho

Do Portal R7

Morreu nesta terça-feira (11) pela manhã o humorista José Thomaz da Cunha Vasconcellos Neto, que completou 85 anos em março deste ano.

“Zé Vasconcelos mostrou que dá para ser irreverente, sem ser indecente”, diz humorista Geraldo Magela

Ele estava internado na UTI (Unidade de Tratamento Intensiva) do Hospital das Clínicas de São Paulo e faleceu às 4h40.

O humorista sofria de Alzheimer e passou os últimos dias de sua vida na cidade do interior paulista, Itatiba.

Foi casado com dona Irene, com quem teve quatro filhos, e permaneceu até o fim de sua vida.

“O Zé Vasconcelos foi uma inspiração para mim”, diz Rick Régis, o novo Sá Silva da Escolinha do Gugu

Um amigo da família informou que eles desejam um sepultamento extremamente discreto e que deve ser feito ainda hoje.

Seu corpo deve ser cremado, por desejo do próprio Vasconcelos, e será removido para o crematório de Embu das Artes, em São Paulo, segundo o amigo.

José Vasconcelos marcou a todos com seu personagem Ruy Barbosa Sá Silva, o gago da Escolinha do Barulho (Record). Inclusive, seus personagens gagos viraram sua marca registrada.

"Me diverti muito assistindo ao Zé", diz Bruno Motta

Nascido em Rio Branco, no Acre, como a maioria dos atores e humoristas de seu tempo, ele começou no rádio, fazendo imitações.

Na década de 1960 criou um projeto divertido que acabou não se concretizando: a Vasconcelândia.

O projeto intencionava criar um parque de diversões semelhante à Disneylândia, em Guarulhos, São Paulo, mas o sonho não saiu do papel.

Nos últimos anos de sua vida esteve afastado da TV para cuidar da saúde.