sábado, 17 de dezembro de 2011

MORRE NO RIO O ATOR SÉRGIO BRITO AOS 88 ANOS



Morre no Rio o ator Sérgio Britto aos 88 anos

Da Agência Brasil

Morreu na manhã de hoje (17), no Rio de Janeiro, o ator e diretor Sérgio Britto aos 88 anos. Ele estava internado há um mês no Hospital Copa D'Or por causa de problemas cardiorrespiratórios.

Brito foi uma das personalidades mais importantes na história do teatro brasileiro. Atualmente, apresentava na TV Brasil, o programa Arte com Sérgio Britto.

Sérgio Britto foi o criador, diretor e ator do Grande Teatro Tupi, que foi ao ar por mais de dez anos na extinta TV Tupi.

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"O teatro me revigora". Sergio Britto

Do CPDOC - Jornal do Brasil

Sergio Britto, 88 anos, morreu na manhã deste sábado no Hospital Copa D'Or, no Rio de Janeiro, em decorrência de problemas cardiorrespiratórios.

Um ícone da arte dramática brasileira, o carioca Sergio Pedro Correa de Britto nascido em 23 de junho de 1923, foi diretor, ator, apresentador e roteirista. Atuou no teatro, no cinema e na televisão. Foi um dos fundadores do Teatro dos Sete nos anos 1950 e participou ativamente de importantes realizações cênicas dos anos 1960 e 1970. Nos anos 1980, tornou-se um dos sócios do Teatro dos Quatro e, nos 1990, realizou uma série de espetáculos musicados à frente do Teatro Delfim.

A carreira intensa, com mais de 65 anos de dedicação foi documentada na obra O Teatro e Eu, lançada no ano passado.

O ator e diretor foi responsável pela direção de Ilusões Perdidas, primeira telenovela produzida e exibida pela TV Globo. Mas a grande consagração foi com o teatro, onde recebeu diversos prêmios. Em 2010, lançou a autobiografia O Teatro e Eu.

O velório do corpo de Sérgio Britto ocorrerá na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, no início da tarde.

TRAGÉDIA DE CIRCO EM NITERÓI É CONTADA EM LIVRO



Por Alexandre Figueiredo

A tragédia que havia comovido o mundo naquele final de 1961 transformou em trevas a "primavera" social que o ano parecia anunciar. O ano que havíamos esquecido e que a redemocratização não o fez recuperar em todo na memória é revelado aos poucos em raros livros, como o 1961 de Paulo Markun e Duda Hamilton (relançado este ano, com algumas reformulações no texto) e este livro, O Espetáculo Mais Triste da Terra, de Mauro Ventura.

1961 também teve suas tragédias. Uma equipe inteira de patinação dos EUA havia morrido em um acidente com um avião de passageiros e havia cancelado a edição de um torneio de patinação naquele ano. A bela e jovem atriz inglesa Belinda Lee, que havia aparecido num pequeno papel em A Doce Vida de Federico Fellini (1960), faleceu em um acidente de carro. O crítico literário Brito Broca morreu atropelado por um ônibus no Rio de Janeiro e o humorista Péricles Maranhão, criador do Amigo da Onça, se matou inalando gás de cozinha, magoado com as gozações que recebia do personagem.

Outra tragédia também estava ligada a Niterói, com a morte, por queimaduras causadas pela explosão de um helicóptero durante um acidente em Petrópolis, do governador do Estado do Rio de Janeiro, Roberto Silveira - pai do atual prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira, que, criança, estava com a família numa casa de férias, na ocasião - e o jornalista do Diário Carioca, Luís Paulistano, que então trabalhava para o governo fluminense.

Mas nenhuma dessas tragédias comoveu tanto quanto a que matou centenas de pessoas - o número é controverso, entre 300 e 500, 323 para certas fontes, 490 ou 499 para outras - quanto a do Gran Circo Norte-Americano, que então exibia seu espetáculo no bairro de São Lourenço, em Niterói, na área da Praça Dez de Novembro, próxima à Avenida Feliciano Sodré.

Mauro Ventura passou dois anos pesquisando sobre o livro, entrevistando remanescentes (inclusive o cirurgião Ivo Pitanguy, que participou do atendimento às vítimas e parentes de gente que já faleceu, como o empresário José Datrino que abriu mão de sua prosperidade sócio-econômica para prestar assistência às vítimas, transformando-se no Profeta Gentileza.

Ventura não se preocupa em trazer uma versão definitiva do episódio, embora não quisesse também deixar as informações "em aberto", preferindo mostrar as mais diversas informações a respeito da ocorrência, no esforço de trazer à memória os detalhes sobre o terrível acontecimento do incêndio que queimou o Gran Circo Norte-Americano, causando centenas de mortos e feridos.

Isso porque, segundo o jornalista, as informações sobre o que causou a tragédia e o número total de mortos são controversas. Oficialmente, a versão é que o incêndio tenha sido criminoso, causado por um ex-funcionário do circo conhecido como Dequinha, depois que, demitido pela família Stevanovitch, discutiu com outro funcionário.

Ele e outros comparsas, conhecidos como Bigode e Pardal, haviam se vingado com um plano de incendiar o circo no espetáculo do dia 17 de dezembro de 1961. As investigações policiais chegaram ao trio criminoso, que foi detido. Em 1973, Dequinha, depois de fugir da prisão, teria sido morto numa troca de tiros.

Mas mesmo a hipótese de um simples acidente, juntando o curto-circuito com a lona inflamável, foi analisada pelo escritor. E o número controverso de mortos poderia também ter sido maior, já que muitos morreram quando levados aos hospitais de suas cidades, além de muitos corpos carbonizados e de muita gente pisoteada na confusão. Até hoje, há até mesmo o relato de uma menina de cerca de oito anos que até hoje nunca foi encontrada.

Niterói ficou 14 anos sem ter um circo no local. E até hoje o espetáculo choca pelo fato de que em 1961 ainda havia uma relativa inocência, apesar da criminalidade estar crescendo. Afinal, em 1960 já houve a "fera da Penha" que, por uma bobagem amorosa, assassinou uma criança, e passear na Av. Beira-Mar à noite já era bastante perigoso. Mas nada que se compare à insegurança de tempos mais recentes.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

NIEMEYER DESAFIA AS LINHAS DO TEMPO E COMPLETA 104 ANOS



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Grande exemplo de intelectual e figura humana, Oscar Niemeyer, remanescente da excelente geração de pensadores que contribuiu para o desenvolvimento cultural do país, segue em mais um ano de vida, ativo e bastante lúcido. Parabéns, Oscar!

Niemeyer desafia as linhas do tempo e completa 104 anos

Do Portal Vermelho

O homem que desafia as linhas retas e o tempo. Oscar Niemeyer completa 104 anos nesta quinta-feira (15). O famoso arquiteto brasileiro produziu mais de 600 obras no mundo inteiro, entre elas Brasília. Para marcar a data, Niemeyer apresentará os projetos que desenhou para a sede da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) em uma nova edição da revista que edita.

"Como sempre a comemoração será limitada a seus amigos mais íntimos, em casa, mas, para não deixar o dia passar em branco, Niemeyer fez coincidir o aniversário com o lançamento da 11ª edição da (revista) Nosso Caminho", disse Luiz Otavio Barreto Leite, um de seus colaboradores.

A revista, outra iniciativa de Niemeyer para continuar ativo e expor suas ideias, destacará nesta edição os planos da sede da Universidade Latino-Americana, que está sendo construída em Foz do Iguaçu, na fronteira com Argentina e Paraguai.

"A revista incluirá um texto inédito sobre o Haiti do (escritor uruguaio) Eduardo Galeano e uma extensa homenagem a Vinícius de Moraes, mas no que Niemeyer mais trabalhou foi na apresentação de suas ideias para a Universidade Latino-Americana e dos diferentes detalhes da obra", antecipou seu colaborador.

De acordo com Leite, "se trata de um projeto pelo qual Niemeyer tem muito apreço" e com o qual quer desenvolver uma velha aspiração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da atual governante Dilma Rousseff.

O projeto para a universidade, que ocupará 40 hectares na sede de Itaipu, a hidrelétrica compartilhada por Brasil e Paraguai, inclui seis edifícios, alguns já em construção, destinados à reitoria, biblioteca, anfiteatro, restaurante, laboratórios e salas de aula.

Segundo o Governo Federal, a universidade terá capacidade para dez mil estudantes, metade brasileiros e metade de outros países latino-americanos, e oferecerá cursos nas áreas de ciências e humanidades, tanto em espanhol como em português.

A revista Nosso Caminho também apresentará em sua nova edição outros dois projetos desenvolvidos pelo arquiteto nos últimos meses. O primeiro é uma residência particular na Inglaterra que Niemeyer, nascido no Rio de Janeiro em 15 de dezembro de 1907, quer transformar em um modelo da arquitetura moderna.

O outro é o Teatro Musical Rio's, um enorme espaço destinado a shows e musicais, situado no Aterro do Flamengo, que ainda precisa do aval do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e da Prefeitura do Rio para sair do papel.

"A dedicação às diferentes obras que lhe encomendaram, à revista, a seus encontros com amigos para falar de filosofia e a outras atividades é uma forma de mostrar que quer seguir ativo e que não pensa em se aposentar", comentou o colaborador de Niemeyer.

Há exatamente um ano, quando completou 103 anos, o arquiteto de Brasília surpreendeu ao apresentar a letra de um samba que compôs com o enfermeiro Caio Almeida e o músico Edu Krieger. A composição foi a forma que encontrou para se distrair durante o período em que esteve internado em um hospital pelos problemas de saúde que sofreu no ano passado.

Por ocasião do 104º aniversário do artista, o recém criado Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) do Rio de Janeiro realizará sua primeira reunião em homenagem a Niemeyer, um dos impulsores do órgão. Com a nova entidade, estruturada não apenas no Rio, mas em todas as unidades da Federação, os 120 mil arquitetos e urbanistas do país deixam de ser vinculados aos conselhos regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Creas) e passam a ter o seu próprio órgão fiscalizador do exercício profissional.

A principal atribuição do CAU, que somente no estado do Rio de Janeiro reúne cerca de 20 mil arquitetos e urbanistas, será a de acompanhar, fiscalizar e normatizar o exercício profissional. Fora do âmbito estritamente legal, Sidney Menezes vê outro importante papel para o órgão.

Outra homenagem a Niemeyer acontecerá no Parque Dona Lindu, projetado por Niemeyer no Recife, onde será inaugurada nesta quinta-feira uma exposição retrospectiva de sua obra que incluirá esculturas, maquetes e desenhos.

Se o 103º aniversário do arquiteto esteve marcado pela inauguração de um dos edifícios que desenhou para o Centro Cultural Oscar Niemeyer em Avilês, na Espanha, o 104º o estará por mudanças na administração do espaço e a possível retirada do nome do brasileiro do complexo.

O Governo do Principado de Astúrias anunciou no meio de uma polêmica que na quinta-feira assumirá a gestão do Centro, até agora administrado pela Fundação Oscar Niemeyer, e por isso o local terá que mudar de nome.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

ESCRITOR MILLÔR FERNANDES TEVE ALTA NO RIO



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: O veterano humorista Millôr Fernandes é conhecido pelos mais velhos como o Emanuel Vão Gogo da coluna Pif-Paf de O Cruzeiro, além de ter fundado a revista homônima à coluna e ter participado da fundação do Pasquim. Mas ele também é autor e tradutor de peças teatrais, traduziu até uma letra em inglês de Renato Russo ("Feedback Song for a Dying Friend") e continua em atividade (só interrompida com seu problema de saúde), está em alta hospitalar depois de cinco meses.

Escritor Millôr Fernandes teve alta no Rio

Do Portal R7

O escritor Millôr Fernandes teve sua alta anunciada pelo Twitter do escritor hoje. Millôr foi internado no dia 7 de fevereiro na Clínica São Vicente, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. No dia 28 de fevereiro foi transferido para outra clínica.

No Twitter, a mensagem foi "A Equipe do saite (sic) feliz: Depois de 5 meses de internação, Millôr teve alta e foi para casa".

Aos 87 anos, o também desenhista, dramaturgo e humorista divulga seus trabalhos pela internet. Na rede de microblogs, ele possui mais de 316 mil seguidores.

Millôr foi um dos fundadores do jornal O Pasquim e publicou dezenas de livros.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

MORRE LEON CAKOFF, FUNDADOR DA MOSTRA DE CINEMA DE SÃO PAULO



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: A cada dia vemos o Brasil um pouco mais acéfalo, sem seus intelectuais mais empenhados. E, numa época de mediocridade cultural, cria-se lacunas sérias. Até porque aos poucos começa a desaparecer uma geração que realmente contribuiu para nossa cultura, enquanto os barões da mídia e do entretenimento enganam a opinião pública dizendo que tudo está um mar de rosas.

Morre Leon Cakoff, fundador da Mostra de Cinema de São Paulo

Crítico tinha 63 anos e lutava contra um câncer desde o ano passado

Do Portal Último Segundo - IG

Morreu nesta sexta-feira, aos 63, o crítico Leon Cakoff, fundador da Mostra de Cinema de São Paulo. Ele sofria de câncer e estava internado no Hospital São José. Seu corpo será velado no Museu da Imagem e do Som (MIS), das 17h desta sexta até as 12h do sábado. Depois, será levado ao Memorial Parque Paulista, em Embu das Artes, onde será cremado.

Nascido em 12 de junho de 1948 em Aleppo, na Síria e descendente da armênios, Cakoff (nome que ele adotou no lugar do Chadarevian da família por causa de problemas com o regime militar) emigrou para o Brasil com oito anos. Em 1974, começou a organizar sessões de cinema do Museu de Arte de São Paulo (MASP), que deram origem à Mostra em 1977.

A primeira edição do festival teve apenas 16 longas e sete curtas. O evento foi crescendo ano a ano e, no ano passado, exibiu mais de 400 títulos. Em seus mais de 30 anos de história, a Mostra foi responsável por revelar ao público brasileiro cineastas como Manoel de Oliveira, Quentin Tarantino, Pedro Almodóvar, Amos Gittai e Abbas Kiarostami.

Cakoff também dirigiu dois curtas em parceria com Renata de Almeida, "Volte Sempre Abbas" (1999) e "Natureza-Morta" (2004), e assinou um terceiro sozinho, "Esperando Abbas" (2004). Além disso, produziu outros dois filmes: "Bem-Vindo a São Paulo", reunião de curtas sobre a cidade dirigidos por 12 cineastas, e "O Mundo Invisível", filme inédito que reúne curtas de Manoel de Oliveira, Wim Wenders e Atom Egoyan, que terá exibição na 35ª Mostra.

Ele ainda escreveu os livros "Gabriel Figueroa – O Mestre do Olhar", resultado de uma grande entrevista com o lendário diretor de fotografia mexicano; "Ainda Temos Tempo", com crônicas de viagem ligadas a cinema; "Cinema Sem Fim", com a história dos 30 anos da Mostra; e "Manoel de Oliveira", sobre o cineasta português.

Veja abaixo a nota de falecimento divulgada pelo Mostra de Cinema de São Paulo:

"Um dos maiores nomes da resistência cultural no Brasil durante a ditadura, Leon Cakoff, fundador da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, morreu hoje, sexta-feira dia 14 outubro, às 13 horas, por conta de complicações decorrentes de um melanoma – câncer que atinge o tecido epitelial. Ele estava internado há duas semanas no Hospital São José, em São Paulo. O corpo vai ser velado no Museu da Imagem e do Som - MIS de São Paulo (Av. Europa, 158 - Jardim Europa) a partir das 17 horas de hoje até às 12 horas de amanhã (sábado, dia 15), para seguir para o Memorial Parque Paulista (R. Dr. Jorge Balduzzi, Nº 520, Jd. Das Oliveiras - Embu Das Artes) onde será cremado".

terça-feira, 11 de outubro de 2011

JOSÉ VASCONCELOS MORRE AOS 85 ANOS


DISCO 'EU SOU O ESPETÁCULO' FOI UM GRANDE SUCESSO DE ZÉ VASCONCELOS LOGO QUANDO FOI LANÇADO, EM 1960.

COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: José Vasconcelos foi um dos grandes comediantes brasileiros que fez muito sucesso na década de 50 e 60. Foi uma geração cujo obituário cresce de forma acelerada. E, numa época em que os "modernos" humorísticos do Pânico na TV, CQC e Zorra Total, causam problemas sérios devido ao caráter ofensivo de certos "humoristas", o humor brasileiro hoje é um dos temas mais discutidos e controversos da atualidade. A morte de Zé Vasconcelos, figura da fase áurea do humor brasileiro, reforça ainda mais o debate.

José Vasconcelos morre aos 85 anos

Humorista ficou famoso com o gago Ruy Barbosa Sá Silva, da Escolinha do Barulho

Do Portal R7

Morreu nesta terça-feira (11) pela manhã o humorista José Thomaz da Cunha Vasconcellos Neto, que completou 85 anos em março deste ano.

“Zé Vasconcelos mostrou que dá para ser irreverente, sem ser indecente”, diz humorista Geraldo Magela

Ele estava internado na UTI (Unidade de Tratamento Intensiva) do Hospital das Clínicas de São Paulo e faleceu às 4h40.

O humorista sofria de Alzheimer e passou os últimos dias de sua vida na cidade do interior paulista, Itatiba.

Foi casado com dona Irene, com quem teve quatro filhos, e permaneceu até o fim de sua vida.

“O Zé Vasconcelos foi uma inspiração para mim”, diz Rick Régis, o novo Sá Silva da Escolinha do Gugu

Um amigo da família informou que eles desejam um sepultamento extremamente discreto e que deve ser feito ainda hoje.

Seu corpo deve ser cremado, por desejo do próprio Vasconcelos, e será removido para o crematório de Embu das Artes, em São Paulo, segundo o amigo.

José Vasconcelos marcou a todos com seu personagem Ruy Barbosa Sá Silva, o gago da Escolinha do Barulho (Record). Inclusive, seus personagens gagos viraram sua marca registrada.

"Me diverti muito assistindo ao Zé", diz Bruno Motta

Nascido em Rio Branco, no Acre, como a maioria dos atores e humoristas de seu tempo, ele começou no rádio, fazendo imitações.

Na década de 1960 criou um projeto divertido que acabou não se concretizando: a Vasconcelândia.

O projeto intencionava criar um parque de diversões semelhante à Disneylândia, em Guarulhos, São Paulo, mas o sonho não saiu do papel.

Nos últimos anos de sua vida esteve afastado da TV para cuidar da saúde.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A RENÚNCIA DE JÂNIO QUADROS



Por Alexandre Figueiredo

A história do Brasil sofreu tantos descaminhos que a gente imagina o que seria do país se certos episódios não tivessem ocorrido.

Até a eleição de Jânio Quadros, em 1960, houve tentativas de arranjar uma sucessão mais tranquila para Juscelino Kubitschek que, apesar da grande popularidade, era constantemente incomodado pela oposição por conta das dívidas que JK causou com a construção de Brasília.

Talvez Juscelino fosse um excelente estrategista político. A princípio desistiu da candidatura do marechal Henrique Lott - o mesmo que garantiu a posse de JK em 1955 - para apoiar a candidatura do udenista Juracy Magalhães, não por amores à UDN, mas como forma de entregar o poder à oposição que, com um governo impopular, abriria depois o caminho para JK vencer as eleições de 1965.

Mas a alternativa de Henrique Lott parecia também mais palatável. Lott era legalista e de vocação nacionalista, mas seu governo talvez não sofresse violenta oposição. A oposição seria forte, na medida em que Lott prometia priorizar a educação pública, mas seria difícil algum golpismo com um militar legalista no comando, governando com a Constituição (de 1946, que vigorava então).

Um governo conservador como o de Juracy Magalhães seria menos agradável, mas causaria um descontentamento diferente do que teve Jânio Quadros. Seria um governo "careta", com muitos retrocessos, mas certamente a UDN, saboreando o poder, talvez perdesse a fúria que sempre a acompanhava nos momentos de oposição política.

Jânio Quadros parecia uma figura simpática do professor que era. Dizem que foi bom prefeito paulistano e bom governador paulista. Mas a Presidência da República pareceu muito para ele, e ele tentou ser conciliador à sua maneira, fazendo uma política interna de direita, mas uma política externa de centro-esquerda.

A oposição ficou maluca. Carlos Lacerda, que apoiou Jânio em sua campanha presidencial, foi ver o presidente para pedi-lo explicações sobre sua postura "esquerdista" na política externa e a instabilidade do governo dentro do país, enquanto pretendia também solicitá-lo a ajudar financeiramente a Tribuna da Imprensa, o jornal do governador da Guanabara, que, sabemos, foi um grande jornalista. Conservador e reacionário, mas que escrevia e falava muito bem.

Mas Jânio queria ficar com uma amante, e mandou Lacerda embora para falar com o ministro da Justiça Oscar Pedroso Horta. Lacerda ficou furioso. Achou que foi traído e foi para a televisão dizer que Jânio Quadros pretendia fazer um golpe. Sabe-se que Jânio, como governador paulista, havia apoiado Lacerda naquele golpe de 1955 para impedir a posse de Juscelino, e que tinha o pouco iluminado Carlos Luz, o presidente interino, como um dos artífices. O mesmo golpe desfeito pelo contragolpe do general Lott.

Pois tivemos o governo de Jânio Quadros, dotado de um estranho populismo conservador e moralista, os bilhetinhos etc. E aí Jânio renuncia em sete meses de mandato e Jango prorrogando a estadia no exterior para que o clima esfriasse, porque a oposição não queria sua posse e os ministros militares ameaçavam prendê-lo se chegasse ao país.

Tivemos a crise política de 1961. Tivemos a opção de um parlamentarismo vesgo só para tentar "domar" Jango. E aí tem o plebiscito que aprovou a volta do presidencialismo, mas Jango só irritou a direita com as reformas de base que a classe média não estava preparada para enfrentar (ainda não existia os pseudo-esquerdistas na época; Eugênio Raggi, anti-socialista e anti-varguista, teria sido um udenista assumido), e ainda havia a Guerra Fria no exterior, com reflexos no Brasil.

Aí foi turbulência atrás de turbulência (que, não esqueçamos, veio desde o segundo governo de Getúlio Vargas), até vir o golpe militar que fez atrasar o país.

Daí que até agora estamos reconstruindo o país e retomando o rumo que quase perdemos em 1961 e que perdemos em 1964.

sábado, 13 de agosto de 2011

OS 85 ANOS DE FIDEL CASTRO



Por Alexandre Figueiredo

Ando fazendo muitas pesquisas sobre o ano de 1961, para um livro que pretendo lançar. E, certamente, um dos personagens mais controversos naquela época hoje completa 85 anos, o ex-presidente de Cuba, Fidel Castro.

Pessoalmente, eu tenho uma posição cética diante de governos moldados no poder centralizado do socialismo à antiga. Mas não deixo de reconhecer que tais governos têm suas virtudes, como nos serviços públicos de Educação e Saúde, que no caso de Cuba demonstram êxitos inegáveis, sobretudo na produção de vacinas e nos tratamentos hospitalares.

Também é inegável o carisma que Fidel Castro possui, e pela inquietação que tiveram as autoridades dos EUA quando Cuba decidiu tornar-se socialista, em pleno fervor da Guerra Fria. Isso foi mais ou menos em 1960, porque, aparentemente, a Revolução Cubana de 1959 foi, para os EUA, apenas um movimento de derrubada de uma ditadura corrupta, como no caso de Fulgêncio Batista.

Só depois de 1960 é que as autoridades estadunidenses começaram a coçar suas cabeças diante do pequeno e incômodo país. Com os artífices da Revolução Cubana, Fidel Castro - então como primeiro-ministro, pois só seria presidente em 1976 - , seu irmão Raul, atual presidente do país centro-americano, e o falecido Ernesto Che Guevara (que há 50 anos visitou o Brasil e foi condecorado pelo direitista "híbrido" Jânio Quadros), consolidados politicamente, os EUA não tardaram a reagir contra o país, na medida em que este oferecia suas bases militares para as Forças Armadas da URSS.

Aí veio a invasão da Baía dos Porcos em abril de 1961, quando dissidentes cubanos foram treinados pela CIA para invadir seu antigo país. As tropas de Fidel estavam mais preparadas e botaram os cubanos de alma ianque para correr.

Depois veio a crise dos mísseis, que quase levou os EUA a iniciar uma guerra contra Cuba. Mas John Kennedy já tinha criado a Aliança para o Progresso, uma iniciativa paternal de submeter a América Latina restante ao jugo estadunidense, e a ameaça pegou mal.

Aí Kennedy foi assassinato e seu antigo rival da pré-candidatura do Partido Democrata para a presidência, mas que consentiu em ser vice da candidatura kennedyana, o ex-senador Lyndon Johnson, tornou-se presidente interino e, mais tarde, eleito presidente.

E aí os EUA partiram para cima de qualquer foco de políticas nacionais-populares na AL. Em 1964, nosso país sucumbiu a um regime militar de 21 anos. A Argentina, o Paraguai, a Bolívia e outros países também sucumbiram. E Chile, quando tentava iniciar um governo socialista, sofreu um violento golpe e Augusto Pinochet pegou pesado no autoritarismo, na repressão e censura, com apetite voraz para violar os direitos humanos.

Tudo isso para tentar neutralizar Cuba. Que pode ser um país que não se modernizou, mas pergunta-se se a "perseguição" à imprensa não seria um meio de reagir contra o autoritarismo empresarial, contra a concentração do poder econômico de uma elite que não quer ficar somente com a fortuna, mas também com o monopólio da opinião e dos privilégios sociais?

Ultimamente até fico indagando se, mesmo com seus equívocos, não teriam seu valor os governos da Venezuela e Bolívia, ainda que sigam uma perspectiva de socialismo da mesma linha de 1959.

Em todo caso, Fidel Castro tornou-se uma personalidade notável por manter sua compostura em mais de 50 anos, e de toda forma foi um ícone socialista comparável a Karl Marx, Vladimir Lênin e Leon Trotsky. E que hoje, aposentado da política, escreve suas memórias, traduzidas aqui para Caros Amigos.

Portanto, desejamos parabéns a Fidel, que ele tenha saúde e vida longa. E que possamos debater o socialismo contemporâneo analisando os regimes além dos olhos míopes da mídia golpista.

MURO DE BERLIM - Já o vergonhoso muro de Berlim também completa hoje 50 anos. Um longo muro construído para separar as fronteiras dos países europeus da OTAN (capitalistas) e do Pacto de Varsóvia (comunistas), que impediam as pessoas de transitarem livremente entre os dois lados, sob pena de serem eletrocutadas ou baleadas por soldados vigilantes.

É o lado ruim da Guerra Fria e de regimes "socialistas" que, sim, tornaram-se lamentáveis, como em muitos países europeus. Regimes meramente burocráticos e militares que, apesar do pretexto, nem de longe têm a ver com os movimentos sociais. Meros stalinismos de escritório, que nada fizeram para o povo, sobretudo na Educação e Saúde.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

MORREU ÍTALO ROSSI, ATOR E DIRETOR DE TEATRO


O GRANDE PÚBLICO CONHECEU O TALENTO DE ÍTALO ROSSI EM PAPÉIS COMO O DE "SEU" LADIR, DO EXTINTO SERIADO 'TOMA LÁ, DÁ CÁ'.

Biografia de Ítalo Rossi

Do Itaú Cultural

Ítalo Balbo Di Fratti Coppola Rossi (Botucatu SP 1931 - Rio de Janeiro RJ 2011). Ator e diretor. Integrante do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) e um dos fundadores do Teatro dos Sete, Ítalo Rossi possui uma grande naturalidade amparada pela profunda humanização que obtém de suas personagens, aliada a uma consciência física que permite que domine amplamente seus instrumentos de trabalho.

Inicia a carreira no teatro e, depois de uma pequena experiência no Teatro das Segundas-Feiras e no Teatro de Vanguarda, ingressa no Teatro Brasileiro de Comédia, TBC. Já no primeiro espetáculo, sob a direção de Maurice Vaneau em A Casa de Chá do Luar de Agosto, de John Patrick, 1956, recebe o prêmio revelação de ator da Associação Brasileira de Críticos Teatrais (ABCT). No ano seguinte, recebe o prêmio de melhor ator por Os Interesses Criados, de Jacinto Benavente, com direção de Alberto D'Aversa. Com este diretor, ainda no TBC, em 1958, atua em três espetáculos: Vestir os Nus, de Luigi Pirandello; Um Panorama Visto da Ponte, de Arthur Miller; e Pedreira das Almas, de Jorge Andrade. Em 1959 funda, ao lado de Fernanda Montenegro, Sergio Britto e Fernando Torres, o Teatro dos Sete, em que atua com exclusividade durante seis anos, até o encerramento da companhia. No espetáculo de estreia, O Mambembe, de Artur Azevedo e José Piza, sob a direção de Gianni Ratto, interpreta Frazão e, no papel do empresário em dificuldades, empresta uma verve e um histrionismo que lhe valem um novo Prêmio ABCT. Depois de afirmar que seu Frazão é "uma lição de arte de representar", Paschoal Carlos Magno define a atuação de Ítalo Rossi dizendo que ele "nos dá a impressão de ser daqueles mágicos que, inacreditavelmente naturais, retiram do fundo de uma cartola pássaros e estrelas".1 A crítica Barbara Heliodora completa: "O trabalho de Ítalo Rossi é um primor de acabamento, seja em dicção, seja em expressão corporal, seja na limpeza de cada gesto, que é uma unidade completa em si, muito embora perfeitamente integrada na fluência total de toda a sua gesticulação".2

Em 1960, é novamente premiado pelo trabalho na comédia de Georges Feydeau, Com a Pulga Atrás da Orelha. Depois do encerramento das atividades do Teatro dos Sete, em 1965, Ítalo volta a atuar em duas peças curtas, Os Amantes e A Coleção, ambas de Harold Pinter, sob a direção de Flávio Rangel, na recém-criada Companhia Carioca de Comédia, em 1966. No mesmo ano, em Curitiba, protagoniza, com o mesmo diretor, O Sr. Puntila e Seu Criado Matti, de Bertolt Brecht. Em 1967, está em Oh, Que Delícia de Guerra!, de Charles Chilton em colaboração com Joan Littlewood e o grupo do Theatre Workshop, uma encenação de Ademar Guerra.

Na década de 1970, suas atuações mais expressivas são em Dorotéia Vai à Guerra, de Carlos Alberto Ratton, dirigido por Paulo José, 1972; A Noite dos Campeões, de Jason Miller, direção de Cecil Thiré, 1975 - seu desempenho lhe vale o Prêmio Molière; O Santo Inquérito, de Dias Gomes, com o diretor Flávio Rangel, 1976; Os Emigrados, de Slawomir Mrozek, direção de Jorge Takla, 1977; e Os Veranistas, de Máximo Gorki, 1978.

Após um certo afastamento retorna aos palcos, na década de 80, com três espetáculos intimistas. Com estes trabalhos conquista durante anos seguidos o Prêmio Molière. Em Quatro Vezes Beckett, 1985, uma encenação de Gerald Thomas em que a ação concentra-se em partes dos corpos dos atores, Rossi se encarrega do monólogo da boca. Em 1986, ele faz um espetáculo solo com roteiro e direção de Walmor Chagas, Encontro com Fernando Pessoa. Em 1987, ao lado de Daniel Dantas, encarna o filósofo ateu Descartes em Encontro de Descartes e Pascal, de Jean-Claude Brisville. Sentados um frente ao outro, em uma mesa no proscênio de um pequeno palco do Teatro da Aliança Francesa de Botafogo, falando para uma lotação máxima de 80 espectadores, Ítalo se encontra muito próximo ao público. Este pode observar as sutis mudanças na fisionomia de uma personagem revestida de profunda humanidade pelo ator que, pouco gesticula, praticamente não se levanta e, apenas com o trabalho facial e vocal, prende o público em uma discussão puramente intelectual. O crítico Macksen Luiz escreve:

"Ítalo Rossi, definitivamente um ator amadurecido, permite que a ironia, a fraqueza, a inteligência, as manobras e o cansaço de Descartes fiquem transparentes. Ítalo, contido por uma direção que enfatiza as pausas, os silêncios e os tempos mortos, preenche-os com tal requinte interpretativo que a platéia fica em suspenso, conduzida pela sensibilidade do ator. Cada gesto se incorpora ao racionalismo da personagem numa integração absoluta; cada inflexão deixa perceber os "estados de alma" de alguém que deseja fazer valer a razão".3

Em São Paulo, sua interpretação também colhe a admiração dos críticos e do público. Alberto Guzik avalia seu desempenho: "Seu Descartes é um momento luminoso numa carreira excepcional. A composição, embasada em usos precisos de voz e corpo, traça o perfil de um homem arrogante, altaneiro, mas capaz de confessar os próprios equívocos com desarmante sinceridade. A atuação de Ítalo Rossi, impulsionada pela intensidade com que se entrega ao jogo cênico, magnetiza o espectador. Vê-lo em cena é testemunhar o trabalho de um dos primeiros atores do Brasil".4

Na década de 1990, Ítalo Rossi atua em cinco produções do diretor Moacyr Góes. Entre elas, o solo Comunicação a uma Academia, de Franz Kafka, 1994, e O Doente Imaginário, de Molière, 1996.

Notas
1. MAGNO, Paschoal Carlos. O Mambembe no Municipal: a Ordem do Cruzeiro do Sul para o diretor Gianni Ratto. Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 14 nov. 1959.

2. HELIODORA, Barbara. Como se deve amar o teatro: o mambembe pelo teatro dos sete. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 21 nov. 1959. Caderno B.

3. LUIZ, Macksen. Razão e fé. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 14 maio 1987. Caderno B.

4. GUZIK, Alberto. Um brilhante duelo de cérebros. Jornal da Tarde, São Paulo, 15 abr. 1988.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

MORREU BILLY BLANCO, MÚSICO PRECURSOR DA BOSSA NOVA



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Menos uma referência da grande música brasileira está entre nós. O compositor Billy Blanco, que fez parte da geração pré-Bossa Nova (como Dick Farney, Lúcio Alves e Johnny Alf), morreu hoje de manhã. Seguem as informações abaixo e uma biografia do artista.

Uma nota Da família de Billy Blanco, pelo menos temos a bela Lua Blanco, que inicia sua carreira como cantora e atriz. Nossos pêsames a ela pela perda do ilustre avô, figura ímpar de nossa cultura.

Cantor e compositor Billy Blanco morre no Rio de Janeiro

Do Portal Terra

O cantor e compositor Billy Blanco morreu na manhã de sexta-feira (8), no Rio de Janeiro, aos 87 anos. De acordo com informações do hospital Panamericano, na Tijuca, o óbito foi confirmado às 8h10.

Blanco morreu em decorrência de complicações de um AVC (acidente vascular cerebral) hemorrágico sofrido em outubro de 2010, quando ele foi internado no centro hospitalar.

Ainda não está confirmado, mas deve ter um velório na Câmara Municipal do Rio de Janeiro", informou Paulo, filho do músico. "Será feita também a cremação", disse com exclusividade ao Terra.


BIOGRAFIA DE BILLY BLANCO

Do portal Cliquemusic

Natural de Belém do Pará, começou a apresentar-se em cassinos e programas de rádio aos 18 anos, tocando violão. Mais tarde mudou-se para São Paulo, onde foi estudar arquitetura em 1946, mesmo ano em que surgem suas primeiras composições. Dois anos depois radicou-se no Rio de Janeiro e formou um grupo musical para tocar na noite. Por essa época conheceu Dolores Duran - uma das principais intérpretes de suas músicas - e os Anjos do Inferno, que gravaram seu samba "Pra Variar" em 1951. Nos anos 50 sua carreira de compositor deslanchou, e teve músicas gravadas por Dick Farney ("Grande Verdade"), Os Cariocas ("Não Vou pra Brasília"), Doris Monteiro ("Mocinho Bonito"), entre outros. Em 1954 acontece o lançamento da "Sinfonia do Rio de Janeiro", em parceria Tom Jobim, com quem havia composto "Tereza da Praia", primeiro sucesso da dupla, gravado pelos "rivais" Lúcio Alves e Dick Farney. A "Sinfonia" contou com arranjos de Radamés Gnattali e participação de Elizeth Cardoso, Emilinha Borba, Dick Farney, Doris Monteiro, Os Cariocas, Nora Ney, Jorge Goulart e outros. Em 1960 houve uma regravação, com outro elenco e arranjos do mesmo Radamés. Outros grandes sucessos foram "Pistom de Gafieira" e "Viva Meu Samba", gravados por Silvio Caldas; "Camelô", "Praça Mauá" e "Estatutos da Gafieira", por Dolores Duran; "Samba Triste" (com Baden Powell), por Lúcio Alves, "A Banca do Distinto", por Isaura Garcia. Nos anos 60 participou de festivais e espetáculos, em que começou a aparecer em público, com seus sambas em estilo de crítica sócio-comportamental. Wilson Simonal, que gravaria seu "Lágrima Flor" do LP de estréia, foi o intérprete de "Rio dos Meus Amores" no I Festival de Música Brasileira, em 1965. Três anos depois, obteve o 4º lugar da I Bienal do Samba com "Canto Chorado", defendida por Jair Rodrigues. Desde então passou a se apresentar com freqüência em espetáculos, shows e casas noturnas. Em 1993 lançou pela Warner o CD "Guajará: Suíte do Arco-íris".

quarta-feira, 29 de junho de 2011

HOLLYWOOD COMEMORA 50 ANOS DE "BONEQUINHA DE LUXO"


AUDREY HEPBURN TORNOU-SE CÉLEBRE PELA CHARMOSA PERSONAGEM DE "BONEQUINHA DE LUXO"

Filme 'Bonequinha de Luxo', protagonizado por Audrey Hepburn, terá exibição especial de aniversário nos EUA

Do Portal Terra

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood celebrará os 50 anos da estreia do clássico Bonequinha de Luxo ("Breakfast at Tiffany's") com a projeção de uma versão restaurada do filme em formato digital, segundo informou nesta quarta-feira (29) a instituição. A homenagem acontecerá no dia 29 de julho no teatro Samuel Goldwyn, em Beverly Hills.


O filme, protagonizado por Audrey Hepburn e George Peppard, estreou no dia 5 de outubro de 1961 em Nova York, cidade onde acontece a história de amor entre os personagens principais.

O estilo de Audrey no filme, com óculos escuros grandes, vestidos da Givenchy, pérolas e boquilha para fumar cigarros, foi a principal definição de glamour nos anos 1960.

Bonequinha de Luxo, dirigida por Blake Edwards, conta a história de uma jovem independente fanática por festas da alta sociedade nova-iorquina onde ganha afeto e dinheiro de homens influentes sem qualquer envolvimento emocional, até conhecer um aspirante a escritor.

O filme é uma adaptação do romance homônimo escrito por Truman Capote e obteve cinco indicações ao Oscar, levando as estatuetas de Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção, por Moon River, criada por Henry Mancini.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

MARILYN MONROE: ÍCONE DE GLAMOUR SEGUE INTATO



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: O pequeno texto cita uma cinebiografia básica exibida no dia de lembrança dos 85 anos de nascimento da belíssima atriz Marilyn Monroe, musa da década de 1950.

Vale lembrar que ela, no fundo, nunca foi a "loura burra" que sua fama sugeriu. Pelo contrário, ela era inteligente e muito talentosa, além da graciosidade que se somava à sua sensualidade marcante.

Foi casada três vezes, sendo dois de seus ex-maridos famosos: o jogador de beisebol Joe DiMaggio e o dramaturgo Arthur Miller. Um de seus últimos atos foi comparecer a uma cerimônia de aniversário do então presidente dos EUA, John Kennedy, em 1962, quando ela cantou a famosa música de aniversário.

Ícone de glamour segue intato

Por Luís Felipe Soares - Do Diário do Grande ABC

Alçada ao posto de lenda da história do cinema, Marilyn Monroe (1926-1962) completaria hoje 85 anos. A atriz norte-americana marcou época principalmente entre as década de 1950 e 1960 ao se tornar símbolo do glamour de Hollywood e firmar sua posição como exemplo de sensualidade em todo o mundo.

"O caso dela é específico pois ela esteve no fundo do poço e chegou ao topo", diz o professor Maximo Barros, do curso de Pós-Graduação de Cinema da Faap. "Assisti aos seus filmes no cinema e ela transmitia um brilho diferente de tudo o que havia na indústria."

A carreira de Marilyn foi marcada por papéis que são considerados exemplos do estereótipo da ‘loira burra'. Entre suas inesquecíveis participações nas telas estão clássicos como 'Os Homens Preferem as Loiras' (1953), 'O Mundo da Fantasia' (1954), 'O Pecado Mora ao Lado' (1955) e 'Quanto Mais Quente Melhor' (1959).

Segundo Barros, apesar da importância da estrela como ícone da sétima arte, o atual público pouco conhece sua obra. "Hoje, Marilyn se tornou um mito, mas não tem o impacto de antes. Há muita gente que fala sobre ela sem jamais ter visto um de seus filmes."

A oportunidade para se conhecer um pouco sobre sua carreira está em homenagem prestada hoje pelo TCM durante todo o dia. O canal fechado apresenta sessões especiais com alguns títulos que trazem a diva no elenco.

O primeiro filme a ser exibido é 'O Príncipe Encantado' (1957), às 14h. Com direção de Laurence Olivier, a comédia mostra o príncipe Charles em visita a Londres. Durante um show, ele conhece a dançarina Elsie, com quem inicia conturbado relacionamento.

A partir das 16h05, é a vez de 'O Rio das Almas Perdidas' (1954), de Otto Preminger, no qual a atriz interpreta Kay Weston, cantora de um antigo saloon, típico do Velho Oeste.

Outra atração da mostra especial é 'Como Agarrar Um Milionário' (1953), às 17h40. O diretor Jean Negulesco traz trio formado por Marilyn, Lauren Bacall e Betty Grable, que tem o objetivo de arrumar um namorado rico em Nova York.

O dia é encerrado às 22h, com sessão de 'Os Desajustados' (1961), de John Houston. O longa-metragem marca o último trabalho da estrela e também de Clark Gable no cinema.

terça-feira, 24 de maio de 2011

BOB DYLAN FAZ 70 ANOS



Depois do rock dos anos 60 serem relembrados com a vinda de Paul McCartney ao Brasil, hoje é o dia de celebrarmos o aniversário de outro mestre musical, o cantor e compositor Bob Dylan.

Sim, Bob Dylan faz 70 anos e não é sempre que um nome histórico chega a essa idade e faz parte de nosso presente. Pois Bob Dylan foi muito mistificado, muito mitificado, mas sua contribuição à música é de tal relevância que mesmo muitos admiradores não conseguem compreender em sua totalidade.

Afinal, Bob Dylan recusava-se a ser conhecido como um cantor de protesto. Inicialmente tocando canções folk com instrumentos acústicos, irritou muita gente quando, em 1966, apareceu com guitarra elétrica e acompanhado de um grupo de rock. Bob Dylan nem esteve aí para tais reações.

Afinal, Dylan é uma personalidade complexa. Capaz de tocar para João Paulo II e de escrever letras mais complexas, de recusar a compor letras de protesto se houver pressão para isso.

Bob Dylan, por essas e outras, é Bob Dylan. Na vida íntima, um senhor de nome Robert Allen Zimmermann. Na vida artística, um compositor de talento bastante pessoal, que recentemente estava até próximo do blues, como aliás sempre esteve em um momento ou em outro. E, mesmo em discos menos inspirados, não deixava de ser um grande artista.

Aliás, algumas curiosidades envolvendo Bob Dylan e Beatles (já que Paul McCartney esteve por aqui).

Primeiro, ele teria sido o "Dr. Robert" da canção que o grupo inglês gravou no álbum Revolver, de 1966, composta por John Lennon (tendo McCartney no crédito de co-autoria).

Segundo, ele aparece entre os vários "vultos" na capa do álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band.

Terceiro, foi colega de banda do já ex-beatle George Harrison, no grupo de folk rock Travelling Wilburys.

Talvez tenha alguma outra curiosidade envolvendo esses grandes nomes da música que eu tenha esquecido. Mas tudo bem. O que interessa é que vamos festejar o aniversário de Bob Dylan. Sem pieguices, por favor, porque ele não gosta.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

O MESTRE CHICO ANYSIO VOLTA A CENA


O HUMORISTA CHICO ANYSIO NO PAPEL DA MADAME SALOMÉ.

Por Alexandre Figueiredo

Quase perdemos o humorista Chico Anysio, que ficou doente do coração e ficou internado durante meses. Mas, felizmente, o mestre do humor, um equivalente do humorismo ao poeta Fernando Pessoa na arte de criar uma multidão de personagens, se recuperou e completou 80 anos no último dia 12 se preparando para voltar às gravações.

Ele havia sido um dos grandes nomes do rádio antes de entrar para a TV, ainda no final dos anos 1950. Em 1960, foi o primeiro comediante a usar recursos de videoteipe, que através de truques de edição fazia ele contracenar consigo mesmo, no diálogo de diferentes personagens. Seu humorismo já era considerado sofisticado na época, em detrimento do humorismo de chanchada de um Zé Trindade, conforme pude verificar, a título de exemplo, numa carta de missivista para o jornal baiano A Tarde, numa edição de 1961.

Chico Anysio tem uma longa carreira de êxito, embora tenha enfrentado "geladeiras" mais de uma vez. "Geladeira" é como se chama o período em que um astro contratado por uma emissora de televisão está inativo, sem algum programa para entrar no ar. E, pouco antes de voltar a cena em Zorra Total, era essa a sua condição.

Chico também escreveu roteiros de cinema, lançou vários livros, e até investiu na música. Sua experiência com Baiano & Os Novos Caetanos (com o falecido Arnaud Rodrigues), é uma das passagens mais divertidas da história da Música Popular Brasileira, numa animada gozação, com sabor de homenagem, aos Novos Baianos.

A importância de Francisco Anysio de Paula é tal que ele é escola até para seus próprios filhos. Um deles, Bruno Mazzeo, bem antes de se revelar uma renovação do humor brasileiro - através dos excelentes Cilada e Junto e Misturado, além de, apenas como redator, em A Diarista, e apenas como ator, numa participação em Sob Nova Direção - , participava, junto com o pai, nas redações dos humorísticos deste.

Aliás, Chico havia se esforçado para participar até em novelas como Caminho das Índias, Terra Nostra e Sinhá Moça, não necessariamente em papéis humorísticos.

Além disso, até mesmo sua discreta participação como um deputado demagogo e corrupto no episódio Eleições do seriado Cilada - quando Bruno Mazzeo, numa de suas piadas, homenageou o pai inserindo o personagem Justo Veríssimo numa cena - , foi magistral.

Amanhã Chico Anysio volta a aparecer em Zorra Total, no famoso papel de Salomé, desta vez num "diálogo" destinado à presidenta Dilma Rousseff. Sua volta às gravações foi aplaudida com entusiasmo pelos presentes.

Certa vez, eu até escrevi um artigo questionando a opinião direitista dele, mas é inegável que seu talento de humor é indiscutível, sua genialidade de criar personagens e textos é uma de suas grandes virtudes, que continuam admiráveis.

Longa vida ao grande mestre do humor brasileiro.









terça-feira, 12 de abril de 2011

HÁ 50 ANOS, YURI GAGARIN FOI O PRIMEIRO HOMEM A ENTRAR EM ÓRBITA



Por Alexandre Figueiredo

Não é de hoje que existe o desejo do homem em conhecer o Universo. E mesmo as viagens à Lua já se tornaram notórias em obras de ficção científica de Jules Verne, por exemplo.

Aos 15 anos de Guerra Fria, o sutil conflito político entre os capitalistas EUA e a comunista URSS, as duas potências, que haviam sido momentaneamente aliadas na Segunda Guerra Mundial por conta de um inimigo comum, o nazi-fascismo, disputavam não somente a supremacia política na Terra, mas a supremacia econômica e mesmo tecnológica.

No caso tecnológico, a ênfase, preocupante para a humanidade, estava no arsenal armamentístico e na corrida espacial. E a ascensão política da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas preocupava os Estados Unidos não somente pela sua tese internacionalista de "revolução permanente", mas pelo "apetite" com que os soviéticos exerciam na tecnologia espacial.

Em 1957 os técnicos soviéticos produziram e lançaram seu primeiro satélite artificial, o Sputnik (que teria sucessores com o mesmo nome), lançado na Unidade de testes de foguetes da União Soviética, atualmente conhecido como Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. A façanha indignou as autoridades norte-americanas, que perderam a oportunidade de serem pioneiros na iniciativa.

Pouco depois, ainda em 1957, os soviéticos lançaram o Sputnik II, que transportou o primeiro ser vivo a entrar em órbita, a cadelinha Laika (cujo nome, numa engraçada curiosidade, inspirou muitas famílias a batizarem suas filhas com este nome), que não pôde voltar para a Terra, morrendo no espaço sideral.

Isso fez os EUA correrem atrás e lançarem o Explorer em 1958 e, mais tarde, os três outros satélites artificiais Vanguard I, II e III.

A essas alturas Yuri Gagarin era um professor e aviador, com poucos anos de casado, e talvez não imaginasse que ele mesmo protagonizaria uma façanha, pouco tempo depois. Já como tenente-sênior da Força Aérea Soviética, foi um dos vinte aprovados, em 1960, para integrar o programa espacial soviético, depois de passar por difíceis testes de seleção física e psicológica.

Por causa de sua excelente dedicação nos treinos, Gagarin foi longe e foi escolhido o primeiro homem a enfrentar uma volta em órbita sobre a Terra. A origem camponesa também contou para a escolha, já que tal condição era de muito agrado para a política comunista da União Soviética, então governada pelo presidente Nikita Kruschev.

Também contou para o feito a personalidade cativante de Gagarin e seu diminuto tamanho, de 1,57 m, foi compatível para ele embarcar na nave Vostok, de tamanho pequeno. A nave deu uma volta inteira ao redor da Terra, ao longo de 108 minutos, ou seja, uma hora e 48 minutos.

Gagarin se impressionou com a vista do planeta quando esteve em órbita, e, encantado com a beleza, disse, entusiasmado: "A Terra é azul".

Por cálculos errados dos cientistas, a cápsula espacial de Yuri Gagarin aterrizou de volta ao solo soviético a 320 quilômetros do local previsto, e por conseguinte ninguém esteve à espera do cosmonauta em seu regresso à Terra.

Enquanto o cosmonauta foi promovido de tenente a major, a Agência Tass, a agência de notícias do governo soviético, anunciava que naquele dia, 12 de abril de 1961, marcou-se o início da Era Espacial.

Gagarin tornou-se uma celebridade na União Soviética e no mundo, mas sua popularidade e fama comprometeu seu casamento, na medida em que o major cosmonauta passou a beber muito, chegando a se envolver num acidente, em companhia de uma jovem enfermeira, em outubro de 1961.

Antes disso, no dia 03 de agosto de 1961, Yuri Gagarin visitou o Brasil, a convite do presidente Jânio Quadros, que promovia uma política externa independente dos interesses dos EUA. Já com o governo brasileiro em crise, Gagarin recebeu de Jânio a Ordem do Cruzeiro do Sul, prêmio dado a personalidades de grande importância para a humanidade), num episódio que era brando, diante do mesmo prêmio dado 16 dias depois para o ministro Ernesto Che Guevara, um dos líderes da Revolução Cubana junto a Fidel Castro e seu irmão Raul Castro.

Yuri Gagarin morreu com 34 anos, num acidente aéreo em 27 de março de 1968, junto com seu instrutor Vladimir Seryogin, durante um treino de voo. O avião MiG-15 caiu na localidade de Kisznach, matando os dois na hora. Investigações posteriores constataram que uma turbulência talvez causada pelo choque com um pássaro em voo teria causado o desastre.

quarta-feira, 23 de março de 2011

MORREU A ATRIZ ELIZABETH TAYLOR



COMENTÁRIO DESTE BLOG: Uma das atrizes mais famosas de todos os tempos, conhecida por sua beleza e pelos inúmeros casamentos, a inglesa Elizabeth Taylor, faleceu na manhã de hoje nos EUA.

Atriz Elizabeth Taylor morre aos 79 anos em Los Angeles

Do Terra Notícias

A atriz Elizabeth Taylor morreu vítima de insuficiência cardíaca aos 79 anos nesta quarta-feira (23) em Los Angeles, informou a imprensa internacional como ABC News e CNN.

Ela estava internada no hospital Cedars-Sinai Medical Center há dois meses.

Elizabeth Rosemond Taylor nasceu em 1932, em Londres, Inglaterra. Conhecida como Liz Taylor, iniciou a carreira artística aos dez anos, logo depois de se mudar para os Estados Unidos.

Liz participou de filmes infanto-juvenis e descobriu o amor pelos estúdios de filmagem, de onde não quis mais sair. Evoluindo como atriz talentosa e respeitada pela crítica, nos anos 50 filmou dramas, como Um lugar ao Sol, com o ator Montgomery Clift; Assim Caminha a Humanidade, com Rock Hudson. Nessa década fez ainda A Última Vez Que Vi Paris, ao lado de Van Johnson e Donna Reed.

Elizabeth foi reverenciada como uma das mulheres mais bonitas de todos os tempos. Sua marca registrada sempre foram os traços delicados e os olhos cor azul-violeta, que encantaram gerações.

A atriz também ficou famosa pelos inúmeros casamentos (oito ao todo), sendo o mais conhecido com o ator inglês Richard Burton, com quem se casou duas vezes e fez duplas em vários filmes nos anos 60, como o antológico Cleópatra e o dramático Quem tem medo de Virgínia Woolf?, em que ela ganhou o segundo Oscar. O primeiro prêmio veio em 1960 por O Número do Amor. Nessa época, Liz sagrou-se a atriz mais bem paga do mundo.

Em 1985, com a morte de seu grande amigo, o ator homossexual Rock Hudson, Elizabeth Taylor iniciou uma cruzada em favor dos portadores de aids. Em 2004, a diva passou vários meses de cama devido aos efeitos de uma grave escoliose, uma fratura na espinha, falência cardíaca congestiva, úlceras, além de episódios de bronquite aguda e pnemonia.

Em 1997, a atriz passou por uma delicada cirurgia para remover um tumor do cérebro. No passado, a estrela também já teve problemas com o vício em álcool e drogas.

Confira a filmografia:
Searching for Debra Winger (2002)
Get Bruce (1999)
The Flintstones - O Filme (1994)
Common Threads: Stories from the Quilt (1989)
Michael Jackson: The Legend Continues (1988)
Moonwalker (1988)
Genocide (1982)
A Little Night Music (1978)
Ana dos Mil Dias (1969)
A Megera Domada (1967)
O Pecado de Todos Nós (1967)
Os Farsantes (1967)
Quem Tem Medo de Virginia Woolf? (1966)
Adeus às Ilusões (1965)
Cleópatra (1963)
Gente Muito Importante (1963)
Disque Butterfield 8 (1960)
De Repente no Último Verão (1959)
Gata em Teto de Zinco Quente (1958)
A Árvore da Vida (1957)
Assim Caminha a Humanidade (1956)
A Última Vez que Vi Paris (1954)
No Caminho dos Elefantes (1954)
O Belo Brummel (1954)
Ivanhoé - O Vingador do Rei (1952)
Quo Vadis (1951)
Um Lugar ao Sol (1951)
O Pai da Noiva (1950)
Quatro Destinos (1949)
Príncipe Encantado (1948)
As Delícias da Vida (1947)
Nossa Vida com Papai (1947)
A Mocidade é Assim Mesmo (1944)
Evocação (1944)
Jane Eyre (1944)
A Força do Coração (1943)

domingo, 6 de março de 2011

MORRE ALBERTO GRANADO, COMPANHEIRO DE CHE EM SUA VIAGEM DE MOTOCICLETA



COMENTÁRIO DESTE BLOG: Na época em que a filha de Che Guevara, Aleida Guevara, chegou ao Brasil para passar o Carnaval em Florianópolis, o amigo do político e militante latino-americano (nascido na Argentina, mas um dos responsáveis pela Revolução Cubana de 1959), Alberto Granado, testemunha de suas aventuras juvenis ao lado de Che, faleceu ontem, aos 88 anos.

Morre Alberto Granado, companheiro de Che na sua viagem de motocicleta

Do sítio Opera Mundi

Alberto Granado, amigo e companheiro de Ernesto Che Guevara em sua viagem de motocicleta pela América do Sul, morreu neste sábado (05/03) em Havana, aos 88 anos, confirmaram fontes familiares.

Granado, nascido em 8 de agosto de 1922 em Córdoba (Argentina) e estabelecido em Cuba desde 1961, morreu de causas naturais, explicou seu filho, também chamado Alberto.

A televisão estatal cubana definiu neste sábado Granado como um "fiel amigo de Cuba" e detalhou que, segundo sua vontade, será cremado neste sábado em Havana e suas cinzas serão espalhadas por Cuba, Argentina e Venezuela.



Amigo de infância de Che Guevara, foi seu acompanhante na viagem que realizaram de motocicleta em 1952 pela América do Sul, um percurso que despertou a consciência política do guerrilheiro argentino.

Sobre "La Poderosa", o moto de Granado, os dois percorreram juntos boa parte do Cone Sul até que, nove meses depois, se separaram na Venezuela.

A viagem foi levada ao cinema em 2004 pelo filme "Diários de Motocicleta", dirigido pelo diretor brasileiro Walter Salles e protagonizado pelo mexicano Gael García Bernal, no papel de Che, e pelo argentino Rodrigo de la Serna, como Alberto Granado.

Após essa viagem, Granado retornou à Argentina para trabalhar como bioquímico, mas, após o triunfo da revolução cubana, Che o convidou para ir a Havana e, um ano depois, decidiu ficar na ilha com sua esposa e seus filhos.

Em 2008, Alberto Granado viajou à Argentina para participar das comemorações do 80º aniversário de nascimento de Che Guevara na cidade de Rosário.

Sua última viagem ao exterior foi ao Equador há alguns meses, disse seu filho, que destacou que Granado foi um "grande revolucionário" e um homem que amava muito a vida.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

MORREU O GUITARRISTA GARY MOORE



O obituário de pessoas famosas anda muito solto ultimamente.

Desta vez, foi um músico de rock clássico, o guitarrista Gary Moore, no começo do dia de hoje, enquanto dormia, num hotel da Espanha. A informação foi confirmada pelo seu ex-empresário.

Especializado em blues, Gary Moore também fez jazz rock, rock pesado, gravou com vários outros músicos (inclusive George Harrison) e integrou dois grupos, Skid Row (o que é rock clássico, mesmo; nada a ver com a bandinha farofeira dos anos 90) e Thin Lizzy, do saudoso baixista Phil Lynott.

No Brasil, foi famoso pela música "Still Got The Blues", que virou até tema de novela. Mas seria preguiçoso para os fãs de rock clássico ficar só nessa música. Para quem quiser conhecer a carreira do músico da Irlanda do Norte, aqui está uma amostra da trajetória do músico. "Still Got The Blues" está aqui como guia para os mais jovens.













sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O QUE ERA UMA "REVISTA ELETRÔNICA" HÁ MAIS DE 45 ANOS



Numa época em que a crise de audiência atinge o "Fantástico" da Rede Globo, para não dizer a das chamadas "revistas eletrônicas" da TV Record, Rede TV e CNT, simplesmente sofríveis, uma boa sugestão seria ver esse fragmento de um dos remanescentes do desaparecido acervo televisivo da década de 60, a primeira em que a TV brasileira produziu programas gravados em vídeoteipe.

Houve vários programas de shows e vários programas chamados "revistas eletrônicas", que misturam jornalismos, curiosidades, musicais e esquetes humorísticas. Até mesmo cientistas e filósofos poderiam ser citados sem que o espectador sentisse qualquer estranheza. O "Jornal de Vanguarda" da TV Excelsior é um exemplo de um programa inovador do gênero. O "Primeiro Plano", inicialmente da TV Excelsior e depois da TV Tupi, foi outro.

É o "Primeiro Plano" o programa desse fragmento publicado no YouTube. Apresentado por Terezinha Mendes (como uma voz doce e meiga que é rara nos dias de hoje), e os históricos locutores Luiz Jatobá (nenhum parentesco com a jornalista e minha ex-colega Rosana Jatobá) e Cid Moreira, que participou do extinto "Jornal de Vanguarda", o programa parece insosso para os mais jovens.

No entanto, o programa tinha um ritmo ágil de locução, alternada entre os três apresentadores, com bons textos, boa edição de imagens, esquetes humorísticas (uma delas com os conhecidíssimos José Santa Cruz - também dublador do Dino da Silva Sauro e integrante do Zorra Total - e Lúcio Mauro) e um musical (no caso, um número de Bossa Nova).

É muito pouco para quem não viveu a fase da televisão dos anos 50 e 60, mais precisamente até 1968, quando o vigor criativo era impressionante e fez história. Infelizmente, incêndios eliminaram vários registros desses programas, restando apenas alguns fragmentos. Mas o consolo é que muita coisa foi, pelo menos, registrada em depoimentos e livros sobre a História da Televisão.

Numa época em que a televisão brasileira sofre uma grave queda de qualidade - que já começa a refletir na queda de audiência que atinge até mesmo os badalados Domingão do Faustão, Fantástico e Pânico na TV - , vale a pena pesquisar pelos acervos restantes da televisão brasileira, disponíveis no YouTube.

Mas, antes de mais nada, é aconselhável que os mais jovens se interessem também a ouvir dos mais velhos as memórias que eles têm dos anos dourados de nossa televisão. Nem todo mundo pôde ver TV antigamente, mas os que viram guardam, pelo menos, alguma lembrança saudosa desses tempos.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O ÚLTIMO TANGO DE MARIA SCHNEIDER


A ATRIZ, FAMOSA PELO FILME "O ÚLTIMO TANGO EM PARIS", FALECEU DEPOIS DE MUITO TEMPO DOENTE.

Por Ricardo Calil - Último Segundo

No obituário da atriz Maria Schneider, sua família informa que a atriz francesa morreu de câncer. Sem querer soar esotérico, seria possível dizer também que ela foi vítima do cinema.

Eu ganho a vida louvando o cinema. Mas às vezes é preciso reconhecer que ele faz mal a algumas pessoas. Parece ter sido esse o caso de Maria Schneider. Em uma entrevista dada ao jornal britânico “Telegraph” em 2006, depois de um longo período de reclusão, Schneider deu a entender que não segurou a onda de ter se transformado, do dia para a noite, não apenas em estrela de cinema, mas também em símbolo de uma geração, com “O Último Tango em Paris” (1972).

Ela declarou abertamente que se arrependeu de ter feito o filme de Bernardo Bertolucci. “Se eu pudesse voltar no tempo, teria dito não. Teria feito meu trabalho gradualmente, discretamente. Eu teria sido uma atriz, mas de maneira mais tranqüila”. A famosa cena de sexo com ela, Marlon Brando e uma barra de manteiga foi parte do problema. “Quando me falaram da cena, eu tive uma explosão de raiva. Eu joguei tudo que estava à minha volta. Ninguém pode forçar alguém a fazer algo que não está no script. Mas eu não sabia isso. Eu era muito jovem. Então, eu fiz a cena e chorei. Minhas lágrimas em cena eram verdadeiras.”

Sua vida depois do filme dava um tango: ela foi viciada em cocaína e heroína e chegou internar-se em um asilo para doentes mentais de Roma. Apesar de ter feito 48 filmes, só chamou atenção novamente em “O Passageiro – Profissão: Repórter” (1975), de Michelangelo Antonioni, mas no geral foi para receber pesadas críticas por sua atuação. Recentemente, Jack Nicholson, que foi seu parceiro em cena, contou que teve que segurar Schneider em uma cena para que ela não caísse, porque ela estava dopada por analgésicos.

Nos últimos anos, possivelmente debilitada pelo vício e pela doença, sua figura frágil lembrava muito pouco a garota fornida de “Último Tango”. Símbolo de liberdade sexual nos anos 70, Maria terminou seus dias como protagonista de uma das histórias mais tristes do cinema recente.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

HÁ 50 ANOS, JÂNIO QUADROS TOMOU POSSE



Por Alexandre Figueiredo

No dia 31 de janeiro de 1961, Jânio da Silva Quadros se tornou presidente da República. O Brasil havia saído da ressaca da Era Kubitschek, que a História registrou, com natural otimismo mas com um certo exagero, como o período dos Anos Dourados.

Sem dúvida alguma, havia muito ânimo do país avançar, com o projeto "50 anos em 5" de Juscelino Kubitschek, presidente que quase teve o mandato perdido por um golpe defendido pela UDN, naqueles idos de 1955, quando Juscelino e seu vice, João Goulart, foram eleitos para assumir o Executivo federal.

Naqueles tempos - como em 1960 na eleição que deu vitória a Jânio - havia eleição em separado para vice-presidente, e Jango era hostilizado pela direita brasileira, daí a tentativa de golpe para banir a posse da chapa vitoriosa, a do PSD-PTB. Mas um contragolpe, movido pelo general Henrique Teixeira Lott, que destituiu o presidente interino, Carlos Luz (presidente da Câmara dos Deputados, que havia sucedido Café Filho, por sua vez presidente titular depois que Getúlio Vargas morreu, em 1954, mas que retirou-se do mandato para tratamento de doença) e nomeou o presidente do Congresso Nacional, senador Nereu Ramos, para o cargo de presidente interino, havia garantido a posse de JK e seu vice, em 1956, portanto, há 55 anos.

Juscelino fez seu governo com ênfase na industrialização, na substituição de importados, na construção de estradas e, acima de tudo, na construção da nova capital do país, Brasília, fruto de uma promessa inusitada num comício em Jataí (GO), quando o jovem Toniquinho da Farmácia, lembrando-se da Constituição de 1946, perguntou se JK cumpriria o dispositivo que indicava a mudança de capital do Brasil do Rio de Janeiro para o Planalto Central, reivindicação que havia desde o século XVIII, ainda no tempo colonial.

O governo de JK representou uma esperança grande para os brasileiros. Havia um clima de debates públicos em torno de um projeto para o Brasil, a música brasileira viva tanto a novidade da Bossa Nova quanto a revalorização das músicas de raiz (samba, baião etc), e discussões nas universidades e cineclubes deram origem a iniciativas como o Cinema Novo, os Centros Populares de Cultura, o Método Paulo Freire de alfabetização para adultos, etc. A Casa Canadá transformou a moda feminina no país, servindo até mesmo à primeira-dama Sarah Kubitschek. E a seleção brasileira de futebol tornou-se pela primeira vez campeã mundial, em 1958.

O senão de Juscelino Kubitschek talvez tenha sido, segundo dizem, o consentimento à corrupção política para burlar a burocracia e acelerar a finalização das obras em Brasília. Além disso, o estímulo aos investimentos estrangeiros fez aumentar o poder de pressão das empresas multinacionais, de forma mais intensa do que 1942, quando a Política da Boa Vizinhança do então presidente estadunidense Franklin Roosevelt fez introduzirem-se filiais brasileiras de empresas dos EUA (como a Coca Cola).

A oposição política pressionou para que a Era JK não tivesse continuidade. Isso encontrou ainda mais um estímulo. O possível indicado para suceder Juscelino dentro de sua chapa, o então independente general Teixeira Lott (de vocação nacionalista, mas que havia apoiado o udenista Juarez Távora nas campanhas de 1955), que depois do contragolpe tornou-se ministro da Guerra (pasta correspondente ao atual Ministério da Defesa) de JK, não tinha carisma suficiente para ganhar as eleições.

Lott tinha uma vocação democrática, legalista, e fazia defesa de políticas nacionalistas e era um grande defensor do ensino público. No entanto, seu jeito discreto, aparentemente sisudo, impediu que ele tivesse carisma suficiente para ganhar a campanha eleitoral de 1960.

Por outro lado, um político esquisito, sem vinculação partidária, que parecia um primo perdido do comediante Groucho Marx e era inclinado a um discurso rebuscado e ideias ao mesmo tempo populistas e conservadoras, que havia sido bem sucedido como governador de São Paulo.

O matogrossense (hoje seria sul-matogrossense) Jânio da Silva Quadros tornou-se eleito porque sua campanha tinha um quê de espetáculo. Suas ideias eram confusas, mas ele tinha um discurso envolvente e um forte apelo popular.

O que tornou a situação ainda mais confusa é que, com as votações em separado de presidente e vice-presidente, a chapa de Henrique Lott, se não conseguiu eleger seu titular, conseguiu dar vitória ao vice, o mesmo Jango da chapa de JK, derrotando o jurista Milton Campos da chapa janista.

Consta-se que havia setores do empresariado paulista que estimularam essa vitória fatiada entre as duas chapas, através da criação dos comitês Jan-Jan (Jânio-Jango). E, na cerimônia de posse, a primeira posse presidencial realizada na República, estavam Jânio Quadros, João Goulart e Juscelino Kubitschek. Tudo na mais santa paz. Mas, logo no dia seguinte, Jânio já disparava contra JK, acusando-o de corrupto.

Diante desse quadro doido, Jânio Quadros mostraria-se um político instável, às vezes de grandes decisões, noutras de tolas frescuras, que na política interna era radicalmente conservador, mas na política externa chegava a ser receptivo aos regimes socialistas, tendo colocado um quadro do presidente da então Iugoslávia Jozip Broz Tito.

A gente fica indagando se não teria sido melhor para o país que Henrique Lott tivesse vencido, porque com ele, talvez, o Brasil não teria perdido a cabeça e mergulhado num longo período de atraso político e social.

Evitou-se que um militar de vocação democrática se tornasse presidente da República, mas a História provou que militares sem qualquer inclinação para o interesse do povo governassem o país por muito tempo.

MORREU O COMPOSITOR JOHN BARRY



COMENTÁRIO DESTE BLOG: Um aspecto pouco conhecido de John Barry foi a fase entre 1959 e o comecinho dos anos 60, quando ele comandava a banda John Barry Seven, na qual era também trumpetista. A banda fazia um som tipo guitar instrumental mesclado com arranjos orquestrais, através de músicas como "Beat Girl" (cuja introdução de guitarra foi sampleada por Norman Cook para "Rockafeller Skank", do projeto Fatboy Slim) e "Saturday Child", respectivamente de 1959 e 1960.

John Barry também foi conhecido como co-autor e maestro de orquestração na música "A View To A Kill", um dos sucessos do Duran Duran, lançado em 1985.

Morre compositor John Barry, autor de música de filmes de James Bond

Da Agência EFE

O compositor britânico John Barry, famoso por seus trabalhos nas trilhas sonoras dos filmes do agente James Bond, "A História de Elza", "Entre Dois Amores", "Dança Com Lobos" e "Perdidos na Noite", morreu aos 77 anos de ataque cardíaco, informou nesta segunda-feira à rede "BBC".

Nascido em York (norte da Inglaterra) em 3 de novembro de 1933, Barry ganhou fama como líder do grupo The John Barry Seven, mas é mundialmente conhecido pela música dos filmes do agente 007 "Goldfinger" e "You Only Live Twice".

Seu trabalho, com estilo que se caracterizou pelo uso de instrumentos de sopro-metal, permitiu ganhar cinco Oscar e recebeu prêmio especial Bafta (o Oscar britânico) em 2005.

Barry, que casou-se quatro vezes, compôs mais de dez trilhas sonoras dos filmes de James Bond.










sábado, 29 de janeiro de 2011

MORRE A ATRIZ GEÓRGIA GOMIDE



Do portal Terra

A atriz paulistana Geórgia Gomide, que atuou em mais de sessenta novelas, começando em 1963 na TV Tupi, e protagonizou o primeiro beijo gay da história da TV brasileira, no teleteatro Calúnia, no mesmo ano, morreu neste sábado (29), aos 73 anos, de infecção generalizada, em São Paulo. O velório será no hospital Beneficência Portuguesa, na Bela Vista (região central de São Paulo), e ela deve ser enterrada no cemitério da Consolação.

Nascida em 1937 no elegante bairro dos Jardins, de uma tradicional família de artistas, intelectuais e diplomatas, Elfriede Helene Gomide Witecy começou a se destacar pela beleza ainda na adolescência, nos bailes do Clube Pinheiros, onde foi eleita "a mais bela esportista". A beleza chamou atenção do produtor da TV Tupi Fernando Severino. Atuou em dezenas de teleteatros, formato tradicional dos primórdios da TV brasileira, como Tereza, onde, no papel de vilã, chegou a apanhar na rua. Em Calúnia, ela escandalizou a sociedade ao protagonizar uma professora lésbica.

A primeira novela foi Moulin Rouge, a Vida de Toulouse-Lautrec, em 1963. Os personagens mais marcantes foram Ana Terra em O Tempo e o Vento, na TV Excelsior, Clara em As Pupilas do Senhor Reitor, na Record e Clotilde em Éramos Seis, na Tupi. Mais recentemente atuou na Globo, em Vereda Tropical, Quatro por Quatro, Anos Rebeldes, Kubanacan e Malhação, onde viveu a Mamma Francesca. No SBT, participou do remake de Direito de Nascer. No cinema, atuou em filmes dos Trapalhões e de José Mojica Marins, o Zé do Caixão, como Exorcismo Negro, de 1974.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

MORRE O ATOR JOHN HERBERT



Extraído do Paperblog - Lista de trabalhos extraída do Wikipedia

Um enfisema pulmonar matou o ator John Herbert, de 81 anos, no começo da tarde desta quarta-feira (26/01), no Hospital do Coração, onde ele estava internado desde o dia 5 de janeiro. O velório será realizado por volta das 19:00hs desta quarta-feira, em São Paulo - SP, no Museu da Imagem e do Som - MIS. Amigos da família dizem que o corpo do ator deverá ser cremado, mas ainda não foram definidos data e local.

Além de atuar, Herbert também era produtor e diretor. Ele trabalhou em mais de 30 novelas da TV Globo: Que Rei Sou Eu e Sinhá Moça, foram duas delas. A última foi Três Irmãs. Ele também esteve em Sete pecados, reprisada no ano passado no Vale a pena ver de novo.

Herbert era natural de São Paulo. Ele interpretou a si mesmo na minissérie Um Só Coração (2004), que prestava uma homenagem à capital paulista, que comemorava 450 anos. Trabalhou duas vezes em Malhação: entre 1995 e 1996 fez o personagem Nabuco, e em 2005 viveu o Horácio.

Durante as décadas de 1950 e 1960, Herbert ficou conhecido pela minissérie Alô, doçura (de Cassiano Gabus Mendes), em que atuava ao lado de Eva Wilma, sua esposa durante mais de duas décadas (1955-1976).

Antes de ingressar na carreira artística, John Herbert estudou Direito (1949), na Faculdade do Largo São Francisco. Um ano depois estava no Centro de Estudos Cinematográficos, de Ruggero Jacobbi. Ele chegou a se formar na faculdade e a estagiar em um escritório apenas para "dar uma satisfação a sua família".

Apesar de ter seu nome associado à televisão, Herbert se destacou principalmente no teatro e nos cinemas. A primeira peça de Regina Duarte, Black-out, de 1967, foi produzida por ele. Em 1980, ele dirigiu o filme Ariella, seu primeiro longa como diretor.

Ele estava casado há 30 anos com Claudia Librach. Herbert deixa quatro filhos e cinco netos.

Carreira

Televisão

Atuação

Telenovelas

* 2008 - Três Irmãs.... Excelência Gutierrez
* 2007 - Sete Pecados.... Schmidt
* 2007 - O Profeta.... Rodrigo César
* 2006 - Sinhá Moça.... Viriato
* 2005 - Malhação.... Horácio
* 2004 - Cabocla.... Vigário Gabriel
* 2004 - Um Só Coração.... ele mesmo
* 2002 - Esperança.... Jonathan
* 2000 - Uga-Uga.... Veludo Herrera
* 1999 - Tiro e Queda.... Raul
* 1998 - Serras Azuis (Bandeirantes).... Faria
* 1997 - Por Amor.... Durval
* 1995/96 - Malhação.... Nabuco
* 1994 - A Viagem.... Agenor
* 1993 - O Mapa da Mina.... Wagner Amaral
* 1992 - Perigosas Peruas.... Cervantes
* 1991 - O Dono do Mundo.... Hernandez
* 1990 - Lua Cheia de Amor.... Urbano
* 1989 - Cortina de Vidro (SBT).... Felipe
* 1989 - Que Rei Sou Eu?.... Bidet Lambert
* 1986 - Mania de Querer.... Jonas
* 1984 - Caso Verdade, Esperança.... Artur
* 1984 - Vereda Tropical.... Vilela
* 1982 - O Homem Proibido.... Alberto
* 1982 - Campeão.... Nóbrega
* 1982 - Os Imigrantes - Terceira Geração (Bandeirantes).... Ramon
* 1982 - O Pátio das Donzelas
* 1980 - Plumas e Paetês.... Márcio
* 1980 - Água-Viva.... Jaime
* 1979 - Gaivotas.... Henrique
* 1978 - Aritana.... Danilo
* 1977 - O Profeta.... Heitor
* 1976 - Sossega Leão
* 1975 - O Sheik de Ipanema.... Dino
* 1974 - O Machão.... Mário Maluco
* 1973 - Divinas & Maravilhosas.... Hélio
* 1972 - A Revolta dos Anjos
* 1969 - As Confissões de Penélope
* 1967 - Sublime Amor.... Eduardo
* 1965 - Ana Maria, Meu Amor
* 1965 - Fatalidade
* 1965 - Comédia Carioca
* 1964 - Prisioneiro de um Sonho.... Rodrigo
* 1957 - O Pequeno Lorde.... Capitão Cedric

Minisséries

* 2002 - O Quinto dos Infernos.... Lobato
* 1999 - Chiquinha Gonzaga.... Peixoto
* 1986 - Anos Dourados.... coronel
* 1982 - Quem Ama Não Mata.... Martinho

Seriados

* 2000 - Sai de Baixo(episódio A Noite do Bacalhau) .... Eurico
* 2008 - Casos e Acasos.... padre
* 2008 - Faça sua História.... Mariozinho
* 1954 - Alô, Doçura!

Direção

* 1989 - Cortina de Vidro (SBT).... Filipe

Cinema
Atuação

* 1998 - Drama Urbano
* 1998 - A Hora Mágica
* 1991 - Per Sempre
* 1987 - A Menina do Lado
* 1986 - As Sete Vampiras
* 1985 - Made in Brazil.... episódio "Um Milagre Brasileiro"
* 1985 - Os Bons Tempos Voltaram: Vamos Gozar Outra Vez
* 1984 - Jeitosa, um Assunto Muito Particular
* 1982 - Retrato Falado de uma Mulher Sem Pudor
* 1982 - Deu Veado na Cabeça
* 1982 - As Aventuras de Mário Fofoca
* 1982 - Amor de Perversão
* 1982 - Tessa, a Gata
* 1981 - O Torturador
* 1980 - O Inseto do Amor
* 1980 - Bacanal
* 1980 - Ariella
* 1980 - O Gosto do Pecado
* 1979 - O Caçador de Esmeraldas
* 1978 - Meus Homens, Meus Amores
* 1978 - A Santa Donzela
* 1976 - O Quarto da Viúva
* 1976 - Já Não se Faz Amor Como Antigamente
* 1975 - Cada um Dá o que Tem
* 1975 - O Sexo Mora ao Lado
* 1974 - Delícias da Vida
* 1973 - Nem Santa, nem Donzela
* 1973 - A Super Fêmea
* 1971 - O Capitão Bandeira contra o Dr. Moura Brasil
* 1970 - Em Cada Coração, um Punhal.... episódios "Transplante de Mãe" e "O Filho da Televisão"
* 1970 - A Guerra dos Pelados
* 1970 - A Arte de Amar Bem.... episódio "A Garçonière de meu Marido"
* 1970 - O Palácio dos Anjos
* 1970 - Cleo e Daniel
* 1969 - Helga und die Männer - Die Sexuelle Revolution
* 1969 - Corisco, o Diabo Loiro
* 1969 - O Cangaceiro Sanguinário
* 1968 - Bebel, Garota Propaganda
* 1967 - O Caso dos Irmãos Naves
* 1966 - As Cariocas
* 1966 - Toda Donzela Tem um Pai que É uma Fera
* 1964 - Der Satan mit den Roten Haaren
* 1963 - Gimba, Presidente dos Valentes
* 1962 - Copacabana Palace
* 1962 - Assassinato em Copacabana
* 1961 - Por um Céu de Liberdade
* 1961 - Girl in Room 13
* 1959 - Maria 38
* 1958 - E o Espetáculo Continua
* 1958 - Alegria de Viver
* 1958 - A Grande Vedete
* 1957 - Love Slaves of the Amazons
* 1957 - Dioguinho
* 1957 - Rio Fantasia
* 1954 - Floradas na Serra
* 1954 - O Petróleo é Nosso
* 1954 - Candinho
* 1954 - Matar ou Correr
* 1954 - A Outra Face do Homem
* 1953 - Uma Pulga na Balança

Direção

* 1985 - Os Bons Tempos Voltaram: Vamos Gozar Outra Vez
* 1982 - Tessa, a Gata
* 1980 - Ariella
* 1976 - Já Não se Faz Amor Como Antigamente.... episódio "O Noivo"
* 1975 - Cada um Dá o que Tem.... episódio "Cartão de Crédito"

Produção

* 1976 - Já Não se Faz Amor Como Antigamente
* 1975 - Cada um Dá o que Tem
* 1968 - Anuska, Manequim e Mulher
* 1966 - Toda Donzela Tem um Pai que É uma Fera

sábado, 15 de janeiro de 2011

HÁ 50 ANOS, PAULO FREIRE TENTOU TRANSFORMAR O PAÍS



Por Alexandre Figueiredo

Grande figura humanista era o educador Paulo Freire, que há 50 anos, em comunidades localizadas no interior de Pernambuco e também em áreas populares de Recife, tentou efetivar um processo de transformação social do Brasil.

Ele era formado em direito pela Universidade do Recife, mas preferiu ser educador. Num método bem simples, mas também revolucionário.

Era um processo que, aparentemente, parecia improvisado. Mas não era. Consistia num grupo de educadores e pesquisadores se instalarem numa comunidade popular e, assim, observar as falas, os hábitos, costumes, crenças, rituais e outros aspectos comunitários.

A partir de dados colhidos, eles elaborariam um repertório de palavras básicas, denominadas "temas geradores", que seriam ensinados nas aulas a serem realizadas. Cada palavra era dividida em fonemas, e estes eram inseridos em famílias silábicas, que, agrupadas, serviam para estimular os educandos (como eram chamados os alunos, diante dos mestres que eram chamados de educadores-animadores) a formarem novas palavras, a partir da experiência oral cotidiana.

Por exemplo, a palavra "trabalho" era dividida em três sílabas: TRA-BA-LHO.

A partir daí, as sílabas eram inseridas em famílias silábicas da seguinte forma:

TRA - TRE - TRI - TRO - TRU
BA - BE - BI - BO - BU
LHA - LHE - LHI - LHO - LHU

Com isso, o educador-animador (Freire preferia não chamá-lo de "professor") estimulava os educandos a criarem novas palavras a partir desses grupos de sílabas.

Com isso, a partir da livre escolha dos educandos, palavras como "bolha", "tralha", "trilho" e "tribo" eram também aprendidas, a partir das referidas famílias silábicas onde se insere o tema gerador "trabalho".

Depois eram feitos exercícios de redação, após aprendido um repertório significativo de palavras. A partir daí, estimulava-se os educandos a escrever sobre suas próprias experiências. Podia ser a brincadeira de um grupo de crianças, mas podia ser também a realidade opressora do trabalho alienado. Mas era sempre algum fato ligado ao cotidiano vivenciado pelos educandos.

Um político do Rio Grande do Norte, em 1963, apresentou Paulo Freire ao presidente João Goulart. O político, entusiasmado, afirmou que, com o Método Paulo Freire, o mapa eleitoral do Brasil mudaria drasticamente. Freire se tornava cada vez mais conhecido pelo seu projeto, que rompia com a relação hierárquica entre professor e aluno e fazia os professores também aprenderem com os alunos, através da realidade comunitária.

Freire não pode levar seu projeto adiante porque veio o golpe militar, a ditadura e o fim de qualquer experiência de progresso social. Freire foi ser brasileiro fora do seu país, e em outros países, implantou seu método, o que resultou no reconhecimento a sua obra.

Depois, com a redemocratização, algumas comunidades até tentaram implantar o Método Paulo Freire. Mas os estragos da ditadura militar foram muito fortes para que a transformação antes imaginada seja continuada.

Por isso vale estudarmos, apreciarmos e até debatermos Paulo Freire e sua obra. Porque o Brasil continua precisando dele, 14 anos após seu falecimento. Sua simplicidade e sabedoria foram uma grande contribuição para a cultura popular, sempre respeitando a inteligência das classes mais pobres e procurando melhorá-la e livrá-la do jugo do coronelismo opressor.