quarta-feira, 4 de agosto de 2010

"UMA NOITE EM 67" REVIVE FESTIVAL DA RECORD



COMENTÁRIO DESTE BLOG: O Festival da Record de 21 de outubro de 1967 tornou-se histórico e sua importância foi muito além de um mero festival promovido por uma emissora de TV. O evento contribuiu para a consolidação do que hoje conhecemos como a moderna Música Popular Brasileira.

Uma Noite em 67 revive festival da Record

Do Estadão e do Portal R7

Evento foi um dos mais importantes da história da música popular brasileira

Após ser exibido no É Tudo Verdade, maior festival de documentários do País, Uma Noite em 67, dos diretores Renato Terra e Ricardo Calil, estreia hoje nos cinemas. O festival foi uma vitrine e tanto para o filme, que surgiu como desdobramento da monografia de conclusão do curso de Comunicação de Renato Terra, em 2003.

Ele se debruçou sobre a era dos grandes festivais de música, nos anos 1960/70. Decidido a fazer um documentário, chamou seu amigo jornalista, Ricardo Calil. Trabalharam cinco anos no projeto, ganharam apoio da Videofilmes e da TV Record, que abriu seu arquivo.

Uma Noite em 67 é o tipo do filme que levanta o público e Terra e Calil já se acostumaram a ver espectadores exaltados - e eufóricos com o que para muitos ainda é uma novidade.

O documentário dirige seu foco para a noite de encerramento do Festival da Record de 1967, talvez o mais emblemático dos festivais de música ocorridos no País. Algo decisivo ocorreu naquela noite.

O Brasil vivia sob uma ditadura e o palco virou cenário de uma disputa ideológica. A guerra da canção de protesto com a guitarra elétrica, símbolo da dominação imperialista, que Gilberto Gil usou em Domingo no Parque.

Colocar guitarra elétrica na MPB era considerado de direita. Os artistas de raiz, contrários à guitarra, eram de esquerda. Houve um clima de radicalismo - um Fla-Flu musical, como define Calil.

- Não quisemos fazer um filme didático, mas trabalhar o emocional, entregando ao público um documentário que as pessoas precisam completar.

E elas completam - e como! Quatro músicas dominavam a competição - Ponteio, Domingo no Parque, Roda Viva e Alegria, Alegria. Até hoje elas polarizam as opiniões. Tem gente que reclama por que Alegria, Alegria não ganhou, ou Roda Viva. O público que viveu a época agradece aos diretores por trazê-la de volta. Os jovens, porque o filme os projeta num mundo que não conheceram.

Embora o desfecho seja conhecido, o formato é de thriller, com direito a suspense.

- Daniela Thomas deu um retorno muito interessante. Ela considerou o filme hitchcockiano.

Os diretores já foram sondados para levar Uma Noite em 67 ao Festival de Roterdã.

- Não fechamos nada, mas acho legal. Esses artistas possuem grandeza, têm uma carreira internacional, há demanda pelo filme.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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