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RAUL SEIXAS


Hoje seria a data de aniversário dos 65 anos do cantor Raul Seixas, um dos maiores nomes do Rock Brasil e um dos mestres, ainda que controversos, da Música Popular Brasileira.

Em 21 de agosto de 1989, ele faleceu de problemas causados pela diabetes. Raul havia retomado a carreira, junto ao conterrâneo Marcelo Nova, e os dois chegaram até a se apresentarem no estreante Domingão do Faustão, quando o programa, ainda sofrendo os ranços do Perdidos da Noite, ainda não era considerado o templo da música brega-popularesca do país.

Raul era uma figura controversa e, em vida, era esnobado e discriminado pela mídia. Tanto que deixou, na primeira oportunidade, a provinciana Salvador, sua terra natal, para viver até o fim da vida em São Paulo. Portanto, Raul tornou-se um paulistano naturalizado.

Raul teve a sorte, num Brasil atrasado quanto à modernidade internacional e numa Salvador mais atrasada ainda, de ter tido como amigo de infância um filho de diplomata. Isso fez Raul acertar o relógio com o rock'n'roll dos EUA logo de início. Pegando emprestado discos dos grandes nomes da época - nem preciso dizer quais são esses nomes - , Raul criou uma bagagem musical que o levou, depois, a formar o grupo Raulzito & Os Panteras. Fã de Elvis Presley - cuja importância Raul comparava com o sanfoneiro Luiz Gonzaga - , Raul rompeu com o ídolo assim que este, voltando do serviço militar, passou a gravar canções românticas e filmes tolos de Hollywood.



Não vou dizer tudo da carreira de Raul Seixas, coisa que vocês devem saber através de muitos textos na Internet sobre o músico, mas sabemos que a carreira fonográfica de Raul Seixas começou com o LP Raulzito e Os Panteras - de 1967, e não de 1968 como certas fontes dizem - e terminou com o LP A Panela do Diabo, com Marcelo Nova, cantor do Camisa de Vênus que havia composto com Raul a música "Muita Estrela, Pouca Constelação", gravada pela banda de Nova com participação de Raul em 1987.

O LP de Raulzito e Os Panteras se lembrou até dos Beatles, através da versão de "Lucy in the Sky with Diamonds", que virou "Você Ainda Pode Sonhar", título que não era original, mas usado porque o outro título, "Lindos Sonhos Doirados", trazia a mesma polêmica alusão do título original, referente a uma famosa substância alucinógena muito em moda em 1967.

Já o LP com Marcelo Nova se situa num contexto que compara Raul Seixas ao roqueiro Roy Orbison. Assim como Roy estava retomando a carreira e o fôlego criativo em 1988 e formou, com o ex-beatle George Harrison e mais Bob Dylan, Tom Petty e o "bode expiatório do rock"Jeff Lynne (e, por pouco, não teve o Del Shannon, que recusou o convite), a banda Travelling Wilburys, Raul havia retomado o fôlego criativo, depois de gravar discos na Copacabana, que não era do seu perfil, e que foram fracasso comercial (apesar do relativo sucesso de "Cowboy Fora da Lei"). A dupla Raul Seixas & Marcelo Nova era os Travelling Wilburys brasileiros. E, assim como Roy Orbison faleceu no final de 1988, Raul faleceu em 1989, ambos no caminho da retomada bem sucedida.

Raul Seixas era uma figura de temperamento difícil. Era diferente do mito que o transforma num "maluco" domesticado, numa interpretação equivocada da letra de "Maluco Beleza". Raul não tinha orgulho de ser "maluco". O que ele quis dizer foi que ele não queria se sujeitar ao rigor moralista vigente na sociedade de então. Que ele tinha temperamento difícil, que o mercado não entendia ele e ele nem queria saber do que o mercado pedia para ele fazer, até porque Raul não cederia ao mercado. Raul queria ser apenas ele mesmo.

Raul aderiu ao misticismo não por delírio esotérico dos hippies da moda. Foi apenas uma opção pessoal, na época, e mesmo assim o mito superestimou essa fase. O público careta, com seus malcolms montgomerys da vida, com sorrisos tolamente paternais e tocando violão músicas comportadas de grandes roqueiros, são pouco capazes de entender os Beatles na sua plenitude, também são menos capazes ainda de entender Raul Seixas, que, no seu exílio nos EUA (sim, Raul também incomodou os militares), fez amizade com John Lennon.

Raul não gostava de axé-music, quando esta verdadeira trilha sonora do projeto populista de Antônio Carlos Magalhães nem tinha este nome, por isso o cantor baiano nem a força iria voltar para a capital baiana. Nessa época os músicos de carnaval baianos - como Luís Caldas e Chiclete Com Banana - eram mais explicitamente cafonas, sem o banho de loja, de tecnologia e de marketing que os axézeiros de hoje, seguindo a cartilha do neo-brega, ganharam. Mas, em todo caso, Raul não compactuaria de jeito algum com a axé-music, mesmo se esta colocasse mais guitarras.

Isso porque mesmo o rock não era de todo bem aceito por Raul. Ele desconfiava do oportunismo dos hippies pós-Woodstock. Ele não tinha paciência com headbangers e nem mesmo com punks. Ele não se considerava "dinossauro do rock" porque odiava rótulos. Não era um tresloucado misticamente otimista, era um homem ao mesmo tempo cínico e cético, amargurado com as portas fechadas para seu talento, com as críticas negativas que recebia, e com o clima sócio-político marcado pela classe média embasbacada e pela ditadura que, naqueles anos 70, ainda não deu conta do recado. Sobre a música brasileira, o cinismo de Raul foi capaz de afirmar que o cenário musical nacional era como uma charrete que havia perdido o condutor. Isso ele havia dito em 1980, dez anos antes de algo pior acontecer, que é o império da música brega e neo-brega, que dura até hoje e certamente Raul pressentiu no final de sua vida.

Com a morte de Raul Seixas, a mídia não tardou de explorar sua pessoa feito crianças brincando com massa de modelar. Isso faria Raul ficar horrorizado, se ele soubesse o tratamento póstumo que passou a receber. De artista ignorado, passou a ser bajulado (o que certamente deixaria Raul revoltado e desconfiado), e foi preciso a ex-mulher Kika Seixas mover um processo judicial para impedir que ídolos de axé-music fizessem um disco-tributo ao roqueiro baiano.

Raul foi "remodelado" ao bel prazer daqueles que diziam seus fãs póstumos. Foi tratado como se fosse um "doido bacaninha", quase que um arremedo do Patropi, personagem do criador do Fofão, Orival Pessini, que satiriza um universitário de Comunicação dos anos 70. Foi tratado como um fanático esotérico, como um letrista "simpático" para "toda a família", como um caipira urbano ingênuo ou como um idiota de óculos escuros, tal qual sugere o logotipo de um tributo caça-níqueis de Raul Seixas feito pelo canal Multishow.

E a revista Veja ainda classificou Raul Seixas de "brega", como se Raul estivesse num nível bem abaixo de seu maior arremedo, uma verdadeira paródia lançada pela música brega, o cantor Sílvio Britto, que, com aqueles óculos copiados de John Lennon, não nos enganava ao tocar músicas tolas como "Tá todo mundo louco", a meio caminho entre Odair José e Sérgio Mallandro.

Em suma, Raul Seixas, morto, se transformou em bobo alegre, fazendo até com que cantores de breganejo e axé-music embarcassem, oportunistas, na carona do repertório do roqueiro baiano. Isso em nada enobreceu a imagem de Raul. Pelo contrário, praticamente fizeram a farra com sua morte. Em 1976, Raul Seixas lamentou, em musica, que todo mundo queria reclamar. Mas, nos últimos 20 anos, Raul não está mais aqui para reclamar.

E a música brasileira continua sendo uma charrete que não reencontrou seu condutor.

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