segunda-feira, 28 de junho de 2010

PARA AMARILDO, SUBSTITUIR PELÉ EM 1962 ERA "MISSÃO IMPOSSÍVEL"



COMENTÁRIO DESTE BLOG: Amarildo era pouco conhecido em 1961, época dos treinos da Seleção Brasileira. Não tinha fama de um grande ídolo do futebol, era apenas um esforçado jogador do Flamengo. Mas, integrante da equipe brasileira da Copa do Mundo de 1962, substituiu Pelé quando este estava contundido, e fez quatro gols em quatro jogos da seleção, ajudando na conquista do bicampeonato naquele mundial.

Ao ser entrevistado pela Folha, Amarildo define a seleção da Copa de 1950 como uma das melhores que o Brasil já teve, apesar da decepção da derrota. Amarildo acrescentou, no entanto, que o futebol vive entre jóias e dores.

Para Amarildo, substituir Pelé em 1962 era "missão impossível"

Por Marcos de Vasconcellos - Da Folha de São Paulo

Quando Pelé se contundiu no segundo jogo da Copa em 1962, o medo era que o Brasil não conseguisse prosseguir na competição. Escalado em seu lugar, Amarildo marcou quatro gols e ajudou o Brasil a conquistar o torneio do Chile.

O atacante conta que só tremeu quando levantou a taça: "Se não tivesse dado certo, a responsabilidade cairia, seguramente, sobre quem substituiu Pelé".

Amarildo se diz confiante com a seleção de Dunga, fala de Garrincha e vai fundo na memória ao relembrar a derrota do Brasil, em 1950, no Maracanã.

Time de craques conta bastidores e conflitos da Copa

Na série "Craques da Copa", dez campeões em Copas do Mundo pela seleção brasileira fazem desabafos e contam bastidores dos torneios em que participaram. Além dos "causos", aproveitam para analisar a seleção de Dunga.

15/6 - Zagallo

21/6 - Coutinho

23/6 - Dadá

25/6 - Rivellino

28/6 - Amarildo

30/6 - Vampeta

2/7 - Pepe

5/7 - Zito

7/7 - Raí

9/7 - Piazza

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AMARILDO TAVARES SILVEIRA - Wikipedia

Amarildo Tavares Silveira, mais conhecido como Amarildo (Campos dos Goytacazes, 29 de julho de 1939) é um treinador e ex-futebolista brasileiro que atuava como atacante.

Carreira

Futebolista de muita habilidade, artilheiro, ponta-esquerda, ele foi figura muito importante na Copa do Mundo de 1962, na qual substituiu Pelé, contundido, participando de quatro jogos e marcando três gols: dois diante da Espanha e um contra a Tchecoslováquia, na final da Copa.

Em 1963 foi negociado com o AC Milan, da Itália, onde fez sucesso, jogando até 1967. Jogou ainda na Fiorentina (de 1967 a 1971) e na AS Roma (de 1971 até 1972). Voltou ao Brasil em 1973, para defender o Vasco, time no qual encerrou a carreira em 1974.

No Botafogo foi "eternizado" como titular do maior ataque do Glorioso em todos os tempos: Didi, Garrincha, Quarentinha, Zagallo e Amarildo. Considare-se que Amarildo e Garrincha ganharam "sozinhos" a Copa do Chile para o Brasil. No Milan, na decisão do Mundial de Clubes contra o Santos em 1963, ele integrou o célebre ataque rubro-negro ao lado de Mora, Lodetti, Mazzola e Gianni Rivera.

Por pouco não jogou futebol. Foi dispensado nos juvenis do Flamengo. Resolveu servir ao exército, até que o jogador Paulistinha o convenceu a fazer teste no Botafogo. Acabou aprovado. No alvinegro carioca fez 238 partidas e 135 gols, sendo Bicampeão Carioca (1961/1962).

Recebeu o apelido de "Possesso" depois da excelente participação na Copa do Mundo de 1962. Pela Seleção Brasileira de Futebol fez 24 jogos marcando 9 gols.

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