sábado, 29 de maio de 2010

ATOR DENNIS HOPPER MORRE AOS 74 ANOS



COMENTÁRIO DESTE BLOG: Um grande ator e referência para gerações recentes se foi. E Sem Destino, sua obra também como cineasta e um dos roteiristas, foi um grande ícone da Contracultura dos EUA.

Do Portal Terra

Morreu, na tarde deste sábado (29), o ator americano Dennis Hopper, mais conhecido por seu papel e direção no filme Sem Destino (1969). Hopper estava em sua casa em Los Angeles, nos EUA. Sua família e amigos próximos estavam junto ao ator, que lutava contra um câncer de próstata há anos - em março, quando ganhou finalmente sua estrela na Calçada da Fama, em Hollywood, o ator apareceu em público pesando cerca de 45 quilos e totalmente debilitado.

Dennis Hopper era uma ator e diretor estimado em Hollywood, tendo participado, à frente e atrás das câmeras, em mais de 150 filmes e seriados de TV. Um de seus últimos trabalhos, o seriado Crash (da HBO, baseado no filme vencedor do Oscar em 2006), no qual interpreta um produtor musical, ainda pode ser visto aos domingos e segundas (reprise). Seus dois últimos filmes, a animação Alpha and Omega - ele faz a voz do personagem Tony -, e o longa The Last Filme Festival, ainda serão lançados.

Hopper casou-se cinco vezes e teve quatro filhos.

Confira os principais destaques da filmografia de Dennis Hopper:

Como ator
2008 - Promessas De Um Cara De Pau (Swing Vote)
2008 - Fatal (Elegy)
2008 - Crash - Destinos Cruzados (Crash)
2005 - O Corvo-Vingança Maldita (The Crow-Wicker Prayer)
2005 - Americano (Americano)
2005 - Terra dos Mortos (Land of the Dead )
2004 - Blueberry - Desejo de Vingança (Blueberry)
2004 - Um Motivo para Viver (Leo)
2002 - O Guarda-Costas (The Piano Player)
2002 - O Poder Da Mente (Unspeakable)
2001 - Filhos da Máfia (Knockaround Guys)
2001 - Sob Fogo Cruzado (Luck Of The Draw)
1999 - EdTV (EdTV)
1998 - Os Irmãos Id e Ota (Meet The Deedles)
1997 - O Grande Golpe (Top Of The World)
1997 - Blackout (The Blackout)
1996 - Basquiat - Traços De Uma Vida (Basquiat)
1996 - Sansão e Dalila (The Bible - Samson And Delilah)
1995 - Waterworld - O Segredo Das Águas (Waterworld)
1994 - Velocidade Máxima (Speed)
1993 - Super Mario Bros. (1993)
1991 - O Apocalipse De Um Cineasta (Hearts Of Darkness- A Filmmaker`s Apocal)
1987 - A Caminho Do Inferno (Straight To Hell)
1986 -O Mistério Da Viúva Negra (Black Widow)
1986 - Juventude Assassina (River`s Edge)
1986 - Veludo Azul (Blue Velvet)
1983 - O Selvagem Da Motocicleta (Rumble Fish)
1979 - Apocalypse Now (Apocalypse Now Redux)
1976 - Mad Dog (Mad Dog)
1969 - Bravura Indomita (True Grit)
1969 - Sem Destino (Easy Rider)
1956 - Assim Caminha a Humanidade (Giant)
1955 - Juventude Transviada (Rebel Without a Cause)

Como diretor
1994 - Uma Loira Em Apuros (Chasers)
1990 - Um Local Muito Quente (The Hot Spot)
1989 - Atraida Pelo Perigo (Catchfire)
1988 - As Cores da Violência (Colors)
1980 - Anos de Rebeldia (Out Ot The Blue)
1969 - Sem Destino (Easy Rider)

Como roteirista
1969 - Sem Destino (Easy Rider)

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Ator Dennis Hopper morre na Califórnia aos 74 anos

Agência REUTERS / Agência Folha

O ator Dennis Hopper, mais conhecido por dirigir e estrelar o filme "Easy Rider - Sem Destino" (1969), morreu neste sábado em sua casa em Venice, Califórnia, por causa de complicações do câncer de próstata, disse um amigo da família à agência de notícias Reuters.

Hopper tinha 74 anos e morreu por volta das 8h15, cercado por familiares e amigos, disse o seu amigo Alex Hitz.

O ator recebeu em setembro (de 2009) o diagnóstico de câncer de próstata, que estava em estágio avançado. Documentos judiciais revelaram, em março, que ele chegou a pesar menos de 45 quilos e estaria fraco demais para continuar a quimioterapia.

Mesmo doente, em janeiro ele entrou com um processo de divórcio contra Victoria Duffy, com quem passou 14 anos casado. Os dois disputavam a guarda da filha Galen, de 7 anos.

Antes do fim do conturbado casamento, Hopper formou par por oito dias com a cantora Michelle Phillips, do grupo Mamas and the Papas, em 1970 --ela o acusava de ser "brutal", em época que o ator não escondia o vício em drogas e álcool.

Hopper, que trabalhou até o fim de sua vida, atuando na série norte-americana de TV a cabo "Crash", deixa quatro filhos.

Carreira

Dentre os filmes do currículo de Hopper, o mais famoso é "Sem Destino", road movie considerado sua obra-prima --o título figura ao lado de "Rebelde Sem Causa" e "Assim Caminha a Humanidade", nos anos 50. Outros clássicos em que atuou são "Apocalypse now", de Francis Ford Coppola, e "Veludo azul", de David Lynch.

Em toda a carreira, ele foi indicado ao Oscar duas vezes. Uma pelo roteiro de "Sem destino", outra pelo papel de um técnico de basquete em "Hoosiers" (1986).

segunda-feira, 10 de maio de 2010

LENA HORNE



COMENTÁRIO DESTE BLOG: Ela foi considerada uma das grandes divas do jazz mundial, uma grande referência como cantora americana do século XX. Sua popularidade se efetivou sobretudo para os jovens dos anos 40 e 50 que apreciavam o jazz no seu auge como fenômeno da música popular internacional.

Do portal G1, com informações da Agência EFE

A cantora e atriz americana Lena Horne morreu neste domingo (9) em um hospital de Nova York aos 92 anos de causas não reveladas. Bonita e com voz potente, Horne fez sucesso no teatro e no cinema, mas teve que enfrentar o preconceito por causa de sua cor de pele.

Nascida em 1917, Horne começou sua carreira profissional na década de 1930 trabalhando como corista no emblemático Cotton Club, no bairro novaiorquino do Harlem, convertendo-se assim em uma das primeiras artistas negras contratadas por uma orquestra de músicos brancos de renome.

Pouco a pouco foi ascendendo até que conseguiu um contrato com a Metro Goldwin Mayer, sendo uma das primeiras artistas afroamericanas a estar no elenco de um grande estúdio. Em 1943, rodou o musical de sucesso "Tempestade de ritmos".

Nos anos 1950, Horne foi incluída na 'lista negra" Hollywood, elaborada pela corrente de direita do senado Joseph McCarthy, mas conseguiu sobreviver à "caça às bruxas".

Depois de décadas aparecendo em clubes noturnos e na televisão, Horne deixou de lado sua carreira cinematográfica para dedicar-se ao teatro. Em 1980, protagonizou o espetáculo teatral "The lady and her music", que teve uma grande acolhida e permaneceu quase um ano na Broadway. Por seus trabalhos, Horne foi indicada a vários prêmios, inclusive ganhando um Tony (premiação máxima do teatro americano).

O VOO SONORO DOS BYRDS



O conjunto The Byrds é um dos mais expressivos personagens do psicodelismo norte-americano, sendo uma das mais importantes bandas a servirem de trilha sonora da Contracultura dos anos 60.

Surgido em 1964, a formação original do grupo era composta pelo fundador e único integrante de toda sua trajetória, o cantor e guitarrista Roger McGuinn (então conhecido como Jim McGuinn), os outros guitarristas-cantores David Crosby e Gene Clark, o baixista Chris Hillman e o baterista Mike Clarke. Essa formação gravou o primeiro álbum, em 1965, chamado Mr. Tambourine Man, cuja faixa-título, de autoria de Bob Dylan, foi cantada parcialmente, não se sabe por quê. Em todo caso, McGuinn desfez a dívida na carreira-solo, cantando a letra toda do amigo, em vários concertos e no concerto dos trinta anos de carreira fonográfica de Dylan, em 1992.

Depois a formação gravou Turn!Turn!Turn!, em 1966 (embora a coletânea The Byrds Play Dylan credite o álbum como do final de 1965, o disco é de 1966, 1965 foi a conclusão da mixagem do álbum). A faixa-título é inspirada no Livro dos Eclesiastes e foi outro grande hit do grupo. Mais tarde, Gene Clark saiu da banda e o grupo prosseguiu na formação restante, que gravou alguns discos, como o álbum Younger Than Yesterday. Este álbum é uma celebração ao espírito da juventude, e foi lançado em 1967, início do auge da Contracultura. Neste álbum se encontra a música "So you want to be a rock’nroll star", um “comentário” composto por McGuinn e Hillman, cantada por este último (acompanhado por McGuinn e Crosby no coro), sobre como ser um ídolo do rock. Além dela, há outras músicas brilhantes, como My back pages, de Bob Dylan.

Os Byrds eram tidos como a “resposta” californiana aos Beatles. Até aderiram a mudança de grafia, já que os Beatles são uma corruptela gráfica de beetles (besouros) e Byrds correspondia a birds (pássaros). Eles eram intérpretes constantes da música de Bob Dylan. Ao longo de sua trajetória, diversas músicas foram gravadas, e treze delas, gravadas entre 1965 e 1970, foram incluídas na coletânea The Byrds Play Dylan, organizada em 1979. Passaram por algumas gravadoras, sendo a primeira a Columbia Records, hoje da Sony Music.

The Byrds tiveram pelo menos quatro fases. A primeira, entre 1964 e 1967, do rock básico melodioso, com vocais angelicais e concepção folk, com alguns momentos de psicodelismo como em “Eight Miles High”. Depois veio a fase country de 1968, quando McGuinn ganhou a forte parceria de Gram Parsons, gravando o álbum Sweetheart at the rodeo, que contém duas músicas de Dylan: “You ain’t goin’ nowhere” e “Nothing has delivered”.

Em seguida, veio a fase ácida de 1969, quando participam da trilha do filme Easy Rider, da dupla Peter Fonda e Dennis Hopper, também daquele ano. A melancólica canção "The Ballad of Easy Rider", gravada solo por McGuinn na trilha mas também gravada pelo grupo no álbum homônimo à canção, é o destaque dessa época. E mais Bob Dylan: “Wheel’s on fire”, rock ácido com contrabaixo soul. Depois, daí em diante, os Byrds passaram a fazer folk rock, só que mais cru do que a fase inicial.

Dos vários membros dos Byrds, pelo menos três faleceram. Numa triste coincidência, Gene Clark faleceu em 1991 de problemas cardíacos, na proximidade do aniversário de 50 anos de Dylan. Antes, em 1973, Gram Parsons, então líder do grupo Flying Burrito Brothers, teve uma overdose fulminante de drogas. Já em 1996, foi a vez de Mike Clarke deixar este planeta. Todos os óbitos estão relacionados com o passado de álcool e drogas vivenciado pela maioria do pessoal do rock nos anos 60. Felizmente, os três membros originais, Roger McGuinn, Chris Hillman e David Crosby estão vivos e ativos, tendo se reunido para gravar quatro músicas para a caixa de quatro CDs comemorativa dos 25 anos da banda e cuja versão reduzida foi lançada em 1991, no Brasil inclusive, sendo vendido até por R$ 4,90.

McGuinn, recentemente, lançou suas novas músicas no site MP3.Com. O legado dos Byrds se encontra espalhado nos sons de bandas como R. E. M., Smiths (Johnny Marr se inspirou muito em McGuinn para tocar guitarra e compor), Smithereens, Tom Petty & The Heartbreakers, The Dylans, Toad The Wet Sprocket, Gim Blossoms e Ride. Este último é um exemplo típico, que utilizou até a mesma marca de guitarra de McGuinn, a Rickenbaker. Basta comparar o som das guitarras de “Paralysed”, do Ride (do primeiro álbum, Nowhere) e “Eight Miles High” dos Byrds. Outra faixa byrdiana do Ride é “Like a daydream”, da coletânea Smile.

Mas mesmo o tema original do seriado de desenho animado Scooby Doo, de 1969, tem linhas de baixo claramente influenciadas por Chris Hillman. Os produtores William Hanna e Joseph Barbera contavam com músicos de rock psicodélico fazendo trilhas dos seriados produzidos pela dupla. O seriado em filme Banana Split é sintomático disso, uma verdadeira aula de rock psicodélico e soul music dos anos 60 para a criançada.

É verdade que o som dos Byrds já não é considerado revolucionário ou ousado. Ao longo dos anos 90, mesmo o conservadorismo folk e pós-grunge de Counting Crows e Matchbox 20 (cujo vocalista andou fazendo vocal num recente sucesso do Santana, bem longe dos tempos áureos da banda do mexicano Carlos Santana) evoca traços dos Byrds, mas sem a criatividade do original.

No entanto, ouvir os próprios Byrds é muito melhor do que escutar as bandas estereotipadas de folk, ainda zonzas pela neblina de Seattle e completamente desplugadas do legado da Contracultura dos anos 60. E mil vezes melhor do que ouvir o country de butique da Zona Sul paulistana dos chamados "sertanejos universitários".

Afinal, os Byrds são reconhecidos como uma das grandes bandas de rock autêntico do mundo, por sua grandiosa força artística e melodiosa.