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Mostrando postagens de Março, 2010

ARMANDO NOGUEIRA

Do Portal G1

O ex-diretor da Central Globo de Jornalismo e comentarista esportivo Armando Nogueira, de 83 anos, morreu por volta das 7h desta segunda-feira (29), em seu apartamento, na Lagoa, na Zona Sul do Rio.

Ele sofria de câncer e estava muito doente desde 2007, quando descobriu a doença.

Torcedor apaixonado pelo Botafogo e, em especial, pelo futebol, participou da cobertura de diversas Copas do Mundo a partir de 1954 e dos Jogos Olímpicos, a partir de 1980.

Armando nasceu no Acre e veio para o Rio de Janeiro com 17 anos, onde se formou em direito. A carreira de jornalista começou em 1950, no jornal Diário Carioca, onde foi repórter, redator e colunista. Ao longo dos 60 anos de carreira, passou também pela Revista Manchete, O Cruzeiro, Jornal do Brasil.

O jornalista trabalhou ainda na Rede Bandeirantes, e atualmente estava no SportTV, onde apresentava o programa Papo Com Armando Nogueira, e na Rádio CBN, onde participava do CBN Brasil.

Escreveu textos para o filme "Pelé Eterno"…

LEILA DINIZ

Do portal NetSaber

Uma entrevista histórica ao semanário "Pasquim", em 1969, Leila Diniz disse: "Você pode amar muito uma pessoa e ir para a cama com outra. Já aconteceu comigo".

Para a moral da época, foi algo revolucionário. Jovem, alegre e bonita, Leila falava de sua vida sem constrangimento algum. Os trechos com palavrões na entrevista foram substituídos por asteriscos.

A ditadura militar que vigorava no Brasil de então reagiu prontamente às afirmações da atriz e decretou a censura prévia no jornal. Leila atraiu também a indignação nas feministas, em pé de guerra naqueles anos, que a acusaram de servir aos homens.

Alegando razões morais, a TV Globo não renovou contrato com a atriz. O apresentador Flávio Cavalcanti, da TV Tupi, a empregou então como jurada em seu programa de auditório, em1970, e a escondeu da polícia política.

Aos 15 anos, Leila trabalhou como professora, ensinando crianças do maternal e jardim de infância. Desde aquele primeiro emprego queria mudar …

MASSCARE DE SHARPEVILLE FAZ 50 ANOS

Há 50 anos, uma tragédia na Africa do Sul influiu numa série de manifestações de revolta dos negros contra o sistema de discriminação racial no país, denominado apartheid.

Cerca de 20 mil pessoas estavam protestando em Sharpeville, indignadas contra a exigência de um passe, uma espécie de "cracha" que os negros tinham que usar para entrar nos bairros resididos por brancos. Caso um negro não mostrasse esse documento para a polícia, simplesmente seria preso. Era totalmente ridículo, mas o governo racista da época impunha essa barbaridade, a proibição do direito de ir e vir dos negros e de sua natural integração social com os brancos.

Pois a manifestação, justa e pacífica, foi reprimida por policiais armados que atiraram contra os manifestantes, matando 69 pessoas e ferindo 180. O triste episódio, ocorrido em 21 de março de 1960, foi conhecido como o massacre de Sharpeville, e provocou imensos protestos dos negros, numa reação dura contra o apartheid sul-africano, que continuou r…

A FALTA DE BIG BOY NA CULTURA JOVEM CARIOCA

Newton Alvarenga Duarte (1943-1977) não chegou a ter 34 anos de vida. Tendo nos deixado há 32 anos, em morte bastante prematura, seu grande legado chegou até a ter herdeiros, mas também boa parte deles desapareceu.

Devido à ausência de Newton Duarte, conhecido como Big Boy, a cultura carioca tornou-se praticamente acéfala, não pela falta de grandes ativistas ou artistas, mas por estes terem pouco espaço no mercado e na mídia, entregue aos mercadores da mediocridade.

Vi o Big Boy em algumas aparições no telejornal Hoje na Rede Globo. E cheguei a ouvir algumas músicas tocadas por uma FM coordenada por ele, a Eldo Pop. Isso lá por volta de 1976, quando eu tinha cinco anos, no primeiro caso através da TV, no segundo caso através das andanças nas ruas, na companhia de meus pais. Mas só pude entender o valor de Big Boy anos mais tarde.

Big Boy é uma daquelas mentes sensacionais, daquelas figuras ímpares que acabam perdendo a vida cedo. Era um radialista de excelente nível, bastante informativo…

COMERCIAL DO FUSCA EM 1961

"Nós não acrescentamos rabos-de-peixe, nem modificamos rabos-de-peixe. Não aumentamos a grade, nem modificamos a grade. Automóvel para nós não é uma questão de moda. E para quê muito farol?"

Assim começava a mensagem de um comercial do Fusca, clássico modelo Volkswagen que teve várias concepções. O de 1961 foi um deles, com destaque para as lanternas pequeninas dentro de um "ovo".

Por incrível que pareça, dá para ver, de vez em quando, um ou outro Fusca de 1961 pelas ruas brasileiras hoje em dia.

O comercial é bem moderno para os padrões do início dos anos 70. Alguns desavisados poderiam creditar este comercial a 1970, por causa dos efeitos sonoros, que incluem sons de guitarra e violão. Mas é um genuíno comercial de 1961, tempo em que a televisão estava começando, e apenas começando, a se tornar popular. Mas ainda havia muita gente indo para a casa do vizinho ver televisão, com imagens preto e branco, pouco nítidas e com sérios problemas de transmissão. Hi-fi era coi…

JOHNNY ALF, 1929-2010

Músico, considerado um dos precursores da bossa nova, sofria de câncer de próstata; empresário diz que há disco inédito

COMENTÁRIO DESTE BLOG: De influência jazzística mas com estado de espírito bem carioca, Johnny Alf antecipou, no começo dos anos 50, a linguagem musical da Bossa Nova que outros músicos, outros "pais da bossa", trabalharam à sua maneira. Johnny é considerado um desses "pais", mas, polêmicas à parte, sua contribuição musical para o gênero é inestimável, trabalho de um genuíno mestre de nossa música, apesar da discografia relativamente pequena.

Da Revista Rolling Stone

Johnny Alf, considerado um dos precursores da bossa nova, morreu nesta quinta-feira, 4, no Hospital Mário Covas, na cidade de Santo André (São Paulo). O cantor, compositor e pianista sofria de câncer de próstata, e tratava a doença há três anos.

Recluso, Alf não tinha parentes. O velório deve acontecer nesta sexta, 5, na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Músico admirado

"O cara tinh…

O NEO-GLAMOUR: A BURGUESIA CONTRA-ATACA

O COPACABANA PALACE É UM SÍMBOLO DA IDEOLOGIA GRANFINA NO BRASIL. NA FOTO, SALÃO DE FESTAS DO FAMOSO HOTEL CARIOCA.

Com o fracasso da Contracultura, através de episódicos trágicos como o massacre de Tlatelolco, no México, repressivos, como a invasão dos tanques soviéticos de Praga (hoje capital da República Tcheca) e o julgamento de Chicago dos militantes da Nova Esquerda (EUA), e trágico-repressivos, como o AI-5 no Brasil, além do enfraquecimento do movimento estudantil da França pelo abandono da aliança operária, em 1968, e sem contar a banalização hippie de Woodstock e da chacina da Família Manson, em 1969, a aristocracia (ou a burguesia, no jargão dos intelectuais de esquerda) viu o momento de sua revanche, no raiar dos anos 70.

Para as elites que viam uma simples expressão como "Nação Woodstock" como um palavrão, desconhecendo que o visual bicho-grilo - como aqui denominamos o estilo de vida hippie - era apenas um aspecto diante de tantos outros da juventude dos anos 60, …

JOSÉ MINDLIN

Morreu na manhã de ontem, de falência múltipla dos órgãos, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, o advogado, empresário e bibliófilo José Mindlin. Ele era membro da Academia Brasileira de Letras e, já doente, havia doado em 2009 todo o seu acervo de livros para a USP, transformando-a na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin. Seu acervo de livros é considerado o maior acervo particular do país.

Descendente de judeus, Mindlin nasceu em 08 de setembro de 1914, na cidade de São Paulo, a mesma onde encerrou sua vida, em 28 de fevereiro de 2010. Formou-se pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo e exerceu durante alguns anos a profissão de advogado. Mais tarde, trocou a profissão pela de empresário, no comando da indústria de autopeças Metal Leve.

Mas nunca deixou de ser um colecionador e leitor de livros. Quando se aposentou da profissão de empresário, realizou outras atividades, entre elas a de integrar a Sociedade de Cultura Artística.

Nos anos de chumbo, José Mindli…