Cristiano Machado, o homem que virou termo


O POLÍTICO MINEIRO CRISTIANO MACHADO (1893-1953)

Por Hélio Campos Mello, diretor de redação da revista Brasileiros


Antes do 1º turno das eleições municipais, no próximo domingo (5), um pouco de História sobre pleitos no País:

Cristianização

"Termo utilizado a partir de 1951 para designar a traição de um partido político a seu candidato a cargo eletivo. A origem está ligada ao nome de Cristiano Monteiro Machado, candidato à presidência da República em 1950 pelo Partido Social Democrático (PSD). Embora Cristiano Machado tenha sido indicado como candidato oficial do PSD em 17 de maio de 1950 e confirmado na convenção nacional de 9 de junho do mesmo ano, seu partido na realidade apoiou a candidatura de Getúlio Vargas.

"As razões da atitude do PSD estariam ligadas à dissidência que se abriu dentro do partido em torno da escolha de um candidato à presidência da República."

Trecho do texto de Alzira Alves de Abreu, presente no Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB), do CPDOC da Fundação Getúlio Vargas (FGV)

O PSB não é o PSDB, mas o fato encontra caprichosos paralelos com a eleição municipal em São Paulo. O que pode haver de diferente é que lá, em Minas Gerais, na eleição de 1950, Cristiano Machado não foi avisado por seu partido de que não era bem vindo como candidato. Portanto cristianizar é diferente de alckminizar.

Comentário deste blog: Cristiano Machado foi prefeito em Belo Horizonte, e durante seu mandato, entre 1926 e 1929, fundou o Mercado Central da cidade. Chegou a ser nomeado embaixador do Brasil no Vaticano, em 1953, mas faleceu antes de tomar posse.

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